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A Terra Ficará Travada Gravitacionalmente Com a Lua? - Space Today TV Ep.344

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A Terra Ficará Travada Gravitacionalmente Com a Lua? - Space Today TV Ep.344

No último vídeo do primata falante, o David explicou e explicou muito bem, o fato da Lua estar travada gravitacionalmente com a Terra, e por isso, é que sempre observamos o mesmo lado da Lua.

No final do vídeo ele pediu para que eu fizesse um vídeo explicando qual será o futuro do sistema Terra-Lua, nós vamos destravar, vamos se travar a Lua, o que acontecerá? E será que isso acontece antes do Sol se tornar uma gigante vermelha e engolir todos nós?

Vou tentar responder aqui, espero que gostem.

Basicamente, o movimento de rotação da Lua e o movimento de revolução da Lua ao redor da Terra, têm o mesmo período, duram cerca de 29 dias. Isso está totalmente explicado no vídeo do Primata Falante, quem quiser saber a história completa vai lá no vídeo dele e assiste.

O mais legal de tudo isso, é que essa situação se repete por todo o Sistema Solar.

Titã é travada gravitacionalmente com Saturno, Europa é gravitacionalmente travada com Júpiter e assim por diante.

Porém, existe um lugar, onde isso é levado ao extremo, em Plutão.

O sistema Plutão - Caronte, que alguns dizem seja um sistema binário, pois o centro de massa do sistema não está no corpo maior, é um sistema em que cada corpo está travado com o outro.

Isso significa que Plutão sempre mostra o mesmo hemisfério para Caronte, e Caronte sempre mostra o mesmo hemisfério para Plutão.

Porém, algumas outros satélites de Plutão não possuem essa característica como foi descoberto pela sonda New Horizons.

Será que isso, pode acontecer com a Terra e a Lua, será que algum dia a Terra estará travada com a Lua?

Como disse o Primata Falante, embora os dois corpos possam ser aproximados por uma esfera, existem pequenas variações nos dois corpos, o que cria um pequeno bojo, e esses bojos, na verdade agem como um sistema de freio, diminuindo a rotação da Terra.

Pelo fato da Terra ter 81 vezes a massa da Lua, ela é força dominante nessa interação.

No início do Sistema Solar, a Lua não era travada com a Terra, mas a gravidade da Terra foi parando a rotação da Lua e para compensar a perda de momento no sistema, a Lua foi se afastando da Terra, e hoje localiza-se em média a 380 mil km de distância.

Mas a Lua teve o mesmo impacto na Terra, a mesma força de maré faz com que a rotação da Terra diminua a cada ano, um pouco, e a Lua continua se afastando da Terra, 1 cm por ano, para compensar.

É difícil estimar quando, mas daqui a cerca de 50 bilhões de anos, o que vai acontecer é que a Terra ficará travada com a Lua, da mesma maneira que Plutão é travado com Caronte.

Isso é muito tempo, um tempo muito, mas muito maior além daquele em que o Sol se transformará numa gigante vermelha e englobará boa parte dos planetas.

Uma pergunta que recentemente tem surgido é: A Terra pode ficar gravitacionalmente travada com o Sol?

Os astrônomos descobriram alguns exoplanetas que possuem essa característica, mas eles estão muito próximos de suas estrelas, mais próximo do que Mercúrio está do Sol. Aqui no nosso Sistema Solar, os planetas como Vênus, MArte e Júpiter perturbam a nossa órbita o suficiente para não ficarmos travados com o Sol.

Então é isso, vamos esperar os 50 bilhões de anos, e ficaremos gravitacionalmente travados com a Lua.

Você tem mais questões curiosas sobre o Sistema Solar, deixe aí nos comentários!!!!

Vídeo do Primata Falante:



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A Rotação da Lua - Space Today TV Ep.1089

Uma grande questão que sempre é feita e uma discussão que sempre é levantada é se a Lua possui movimento de rotação.
Essa dúvida acontece pelo fato de sempre que olhamos para o nosso satélite natural observamos sempre a mesma face.

Mas sim, a Lua tem rotação, o que acontece é que a Lua leva, 27.322 dias para dar uma volta ao redor da Terra, e leva 27 dias para dar uma volta ao redor do próprio eixo, ou seja, a rotação da Lua e a translação dela ao redor da Terra duram quase que o mesmo tempo.

Os cientistas chamam isso de rotação síncrona.

O lado que é voltado para a Terra, é as vezes chamado de lado próximo, e o lado que não é voltado para a Terra é questão de discórdia, uns chamam de lado escuro, outros de oculto, então prefere-se chamar de lado distante.

Mas como a órbita da Lua ao redor da Terra não é um círculo perfeito, é uma elipse, tem momentos em que ela está mais perto da Terra e momentos em que está mais longe, nesses pontos sua velocidade de rotação altera um pouco e assim, podemos 8 graus do lado distante da Lua, quando está mais perto do lado leste e quando está mais longe do lado oeste.

Os cientistas dizem que a Lua está travada gravitacionalmente com a Terra, isso é algo muito comum e acontece não só no Sistema Solar, como também em muitos sistemas de exoplanetas.
Mas isso nem sempre foi assim e nem sempre será.

A Lua antes era bem mais perto da Terra, e aparecia bem maior no céu, lembrando que esse antes, significa milhões de anos atrás.
Devido a força de maré, e a interação gravitacional da Terra com a Lua, o nosso satélite está se afastando de nós a uma taxa de 3.8 cm por ano.

Vai chegar um momento em que a Lua não mais estará travada gravitacionalmente com a Terra, o problema que esse momento, coincide com o momento em que o Sol irá se transformar numa gigante vermelha e provavelmente a Terra não mais existirá, nem a Lua.

Devido a essa briga gravitacional da Terra e da Lua, isso afeta os relógios na Terra também. Pelo fato da Lua ir se afastando é preciso corrigir isso nos relógios.

Em 30 de Junho de 2012, um segundo extra foi adicionado ao relógios na Terra devido a esse fenômeno.

A grande questão sobre a rotação da Lua, é como ela pode girar, se ela não tem um núcleo ativo? Mas o que tem o núcleo a ver com isso?

Absolutamente nada. O núcleo ativo num planeta gera o campo magnético do planeta.

A rotação dos objetos no Sistema Solar se deve a um fenômeno físico conhecido como conservação do momento angular.
Isso está ligado à formação dos objetos que se formaram girando ao redor da protoestrela, depois da estrela, e esse momento precisa se manter.

O mesmo acontece com a Lua, que deve ter se formado por um choque de um objeto com a Terra, então entrou em rotação e por conservação do momento angular continuou girando.

Posteriormente, com a atuação da fricção entre a Terra e a Lua, a Lua entrou em rotação síncrona com a Terra e assim está até hoje.

Fonte:





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Space Today TV Ep.172 - A Mudança no Eixo de Rotação da Lua

A nossa Lua nem sempre teve o mesmo ângulo de rotação, sugere um novo estudo. O eixo de rotação da Lua, em algum momento a 3 bilhões de anos atrás, mudou devido a ação de antigos vulcões lunares. Esses vulcões aqueceram e derreteram o material de um dos lados da Lua causando um desequilíbrio na massa e na estrutura interna do nosso satélite, fazendo com que a Lua variasse com relação ao seu ângulo de rotação.
Os pesquisadores descobriram esse ajuste de ângulo na Lua estudando a posição do gelo de água nos polos lunares. Eles usaram a distribuição do gelo para mostrar que o eixo da Lua sofreu uma variação de aproximadamente 5 graus.
A distribuição de gelo nos polos lunares deu a pista para os cientistas. Esse gelo deixou um rastro de hidrogênio em cada polo apontando onde no passado estavam as crateras que permanentemente ficavam na sombra, mas que depois, com a variação do ângulo tiveram seu gelo evaporado, deixando para trás somente a marca do hidrogênio.
O culpado dessa variação do eixo lunar foi provavelmente uma atividade vulcânica antiga acontecida na região do Oceanus Procelarum. O vulcanismo fez com que essa região ficasse mais quente, alterando a massa que provavelmente fez a Lua mudar o seu eixo de rotação. Os pesquisadores conseguiram detectar isso identificando a concentração de elementos radioativos nessa região.
Fontes:



PDF do artigo original na Nature:




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Estudo Mostra Que a Lua Já Teve Atmosfera - Space Today TV Ep.893

A Lua, o nosso único satélite natural guarda ainda muitos segredos, embora seja o objeto mais próximo da Terra, nós sabemos pouco sobre ele.

A sua origem ainda não é algo certo e como foi o passado do nosso satélite é algo que precisa ser desvendado aos poucos.

No passado muito distante, quando o interior da Lua ainda estava quente, gerando plumas magmáticas, o basalto surgia na superfície e fluía por centenas de quilômetros.

Depois de resfriar esses derramamentos basálticos formaram o que chamamos hoje de Mares.

Para a nossa sorte, algumas missões Apollo pousaram nesses mares e então temos amostras de rochas para serem estudadas.

Quando os pesquisadores analisaram essas rochas eles descobriram que esse magma carregava gases, como monóxido de carbono, enxofre e outros elementos voláteis.

Um trabalho recente mostrou que esses gases que vieram à superfície junto com o basalto se acumularam ao redor da Lua formando uma atmosfera. Isso mesmo, no passado a Lua teve uma atmosfera.

A atmosfera lunar teve sua maior espessura no pico de atividade vulcânica na Lua a cerca de 3.5 bilhões de anos atrás, e essa atmosfera persistiu por cerca de 70 milhões de anos antes de ser perdida para o espaço.

Os dois maiores eventos de liberação de gases ocorreu no momento em que os mares da serenidade e o imbrium eram preenchidos por basalto, o que aconteceu há 3.8 e 3.5 bilhòes de anos.

Isso muda completamente a visão que temos da Lua, de um corpo sem ar, sem nada, para um objeto que teve uma atmosfera considerável durante um bom tempo.

A implicação maior disso está no fato de que a quantidade de água que surigiu na superfície lunar foi muito grande, e essa água pode hoje estar aprisionada nas crateras lunares, não só água mas também outros elementos voláteis.

E isso pode servir como ar e combustível para futuros astronautas que explorarem a Lua, além de ajudar a abastecer naves para missões mais distantes.

Pesquisar a Lua é muito importante, entender o máximo sobre o nosso satélite natural é crucial e essas mudanças de paradigma podem guiar a próxima geração da exploração espacial.

Fonte:



Artigo:



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Super Lua - Space Today Live

Curiosidades da Super Lua - Space Today TV Ep.498

Fato 1 - A Super Lua Não Vai Destruir a Terra

Apesar de alguns sites estarem divulgando isso, não será o fim do mundo, e a Lua não irá destruir o nosso planeta. Não se desespere, a Lua no perigeu é algo normal e a diferença nem é tanta assim.

Fato 2 - A Super Lua Não Deixará Você Maluco

Muitos estudos já foram feitos e mostram que a Lua não afeta de forma alguma o comportamento humano, portanto fique tranquilo que ela não vai te deixar maluco, pode apreciar a vontade!!!

Fato 3 - As Super Luas Não São Iguais

A órbita da Lua ao redor da Terra é uma elipse, e isso faz com que a Lua esteja em pontos diferentes dessa elipse quando está na sua fase cheia, mesmo quando a fase cheia ocorre perto do perigeu, existe uma diferença de distância e isso faz com que cada Lua seja diferente da outra.

Fato 4 - As Luas Próximas do Verão São Maiores

A Terra está mais próxima do Sol nos meses de Dezembro, significando que a gravidade do Sol puxa a Lua para mais próximo do nosso planeta, por conta disso, sim as maiores super Luas acontecem no verão do hemisfério sul.

Fato 5 - As Super Luas Ficarão Menores

Sim, a Lua se afasta da Terra 3.8 cm por ano, assim com o passar de milhões de anos, não teremos mais super Luas. Só para vocês terem uma ideia, a Lua começou a uma distância de 22500 km da Terra, e hoje está na média a cerca de 380000 km.

Fato 6 - A Super Lua Acontece Todo Ano

Sim, todo ano temos esse fenômeno da Lua Cheia no perigeu, pelo menos uma vez, embora seja até mais frequente, entre 2 e 4 vezes por ano.

Ponto importante: A Lua não tem nada de super, os astrônomos nem gostam de usar esse termos, só usamos para facilitar e ilustrar a explicação, o termo correto é Lua Cheia do Perigeu.

Ponto Importante: Essa não é a Lua Cheia do Perigeu mais próxima da Terra nesse século, é apenas a sexta, a maior acontecerá em 2052, e outra tão próxima assim em 2034. Essa é sim a Lua Cheia do Perigeu mais próxima da Terra, desde 1948.

Aproveitem a Lua Cheia!!!

Agradecimento aos Patrões:

Marcelo Parraga, Wilson Teixeira, Afonso Mendonça, Marcos Silveira, Rafael dos Santos Rodrigues, Gilmar Colombo, Artur Mendonça, André Machado, Gisele Guedes, Otávio Pereira de Almeida, Gustavo Pezzio Casagrande, Yuri Cardoso, José Nazareno Lima Barbosa, Eurides, Nicolas Silva Gomes, Caio Vinícius Silva Marques, Rosivelto Pimentel, Régis Araújo, Diego Magalhães do Nascimento, Fábio Campozana Carreiro, Marcelo Garcia, Renato Araújo, João Vitor Prado, Thiago Nunes, Marcos Annibale

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Mercúrio É Um Planeta Ativo Geologicamente - Space Today TV Ep. 452

Quantos planetas no Sistema Solar são ativos geologicamente falando?

Acertou quem falou 2, e quais são eles?

A Terra é certeza, e o outro que entra para essa lista restrita é Mercúrio.

Isso mesmo, o pequeno e quente Mercúrio também é ativo, na verdade ele está encolhendo a cada dia.

Usando imagens obtidas pela sonda MESSENGER pesquisadores chegaram à conclusão que existem em Mercúrio pequenas e jovens escarpas, essas pequenas falhas continuam se formando atualmente à medida que o planeta continua se resfriando e contraindo.

A Mariner 10 na década de 1970 e a própria sonda MESSENGER já haviam confirmado a existência de grandes falhas em Mercúrio, que haviam se formado quando o planeta começou a se resfriar.

Porém, só perto do final da missão da sonda MESSENGER quando ela chegou bem perto de Mercúrio é que foi possível observar as pequenas escarpas que sobreviveram ao bombardeio de asteroides.

Essas pequenas falhas ativas em Mercúrio são consistentes com a descoberta também recente de que no planeta existe um campo magnético por bilhões de anos.

Com o resfriamento lento Mercúrio ainda possui um núcleo externo quente, e provavelmente deve ter tremores de terra também.

Essa pesquisa é muito importante, pois mostra que Mercúrio é um mundo ativo geologicamente falando contrariando o que os cientistas pensavam por anos. Essa é a magia da ciência!!!

Fonte:



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A Missão Lunar Brasileira Garatéa-L - Space Today TV Ep.518

Sinceramente eu pensei que não ia viver para anunciar o que vou anunciar agora, e é por isso que estou muito feliz.

O Brasil está prestes a ir para a Lua, literalmente!!!

Num esforço espetacular que uniu pesquisadores do INPE, do IRA, da USP, do LNLS e da PUC-RS, o Brasil desenvolveu um nanosatélite do tipo cubesat que será lançado até Dezembro de 2020 para realizar pesquisas na órbita lunar.

O nome do projeto é Garatéa-L e será lançado numa parceria entre duas empresas britânicas com as agências espaciais europeia, a ESA e a do Reino Unido, a UK Space Agency, como parte da missão Pathfinder.

O veículo lançador será o foguete indiano PSLV-C11.

Nesse lançamento, diversos cubesats serão levados para a órbita lunar a bordo de uma nave mãe e começarão as pesquisas.

O objetivo da missão Garatéa-L é entender como colônias de microorganismos vivos e moléculas de interesse biológico se comportam quando expostas durante meses à radiação cósmica.

Com isso será possível investigar o efeito em diferentes formas de vida.

Para se buscar vida fora da Terra, é preciso entender como a vida pode lidar e sobreviver ao ambiente hostil do espaço.

A astrobiologia é tão forte nessa missão que ela dá até o nome para ela, Garantéa-L significa busca vidas, em tupi-guarani e L, quer dizer Lunar.

Além disso, um instrumento a bordo fará medições dos níveis de radiação na órbita cislunar, o que será importante para as futuras missões de longo tempo no espaço, principalmente as missões tripuladas para MArte e para a própria Lua.

A Garatéa-L também estudará a Lua, ela vai ficar numa órbita polar altamente excêntrica, o que permitirá que ela colete imagens da Bacia Aitken localizada no lado afastado da Lua.

O custo estimado do projeto é de 35 milhões de reais, e essa verba já começou a ser levantada junto aos orgãos de fomento à pesquisa e patrocinadores privados.

A nave tem que estar pronta para voar até Setembro de 2019.

Com certeza o impacto de uma missão dessas será altamente positivo ainda mais num país carente de pesquisa espacial como o nosso.

A maior sorte do mundo para todos os envolvidos, especialmente para:

Lucas Fonseca - Diretor da missão Garatéa-L

Douglas Galante - Cientista Principal da missão Garatéa-L

Salvador Nogueira - Comunicação Social da missão Garatéa-L

Para tirarmos todas as dúvidas sobre a missão e conversarmos sobre o futuro da pesquisa espacial no Brasil, nessa quinta-feira, às 21:00 hora de Brasília faremos um hangout especial com os envolvidos na missão. Espero todos para conversarmos sobre essa importante missão espacial!!!

Live de quinta sobre a missão:



Canal Mensageiro Sideral do Salvador Nogueira:



Site da missão:



Agradecimento aos Patrões:

Marcelo Parraga, Wilson Teixeira, Ricardo Sampaio Salla, , Marcos Silveira, Rafael dos Santos Rodrigues, Gilmar Colombo, Artur Mendonça, Volnei dos Santos, Tiago Moretto, Otávio Pereira de Almeida, Yuri Cardoso, José Nazareno Lima Barbosa, Eurides, Nicolas Silva Gomes, Dian Rodrigues, Lourenço Portella, Oliver Alan, Rodrigo Frange, Francelio fabio de Freitas, Lizandro Menezes, Roberto Nobrega, Nicolas Françoso, Rosivetto Pimentel, Thiago Nunes

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Os 40 Anos do Pouso da Viking Em Marte - Space Today TV Ep.342

Em 20 de Julho de 1976, 7 anos depois da Apollo 11 ter pousado na Lua, a primeira sonda pousou com sucesso no solo marciano, a Viking 1. A ambiciosa missão, para época, serviu para pavimentar o caminho da exploração do Planeta Vermelho, além de criar um grande entusiasmo sobre a exploração espacial como um todo.

As missões Viking consistiam cada uma, de um módulo orbital e de um módulo de pouso, e ambas tornaram-se as primeiras a obterem imagens de alta resolução da superfície marciana, caracterizar a estrutura e a composição da atmosfera e da superfície, e conduzir no local de pouso testes biológicos em busca de vida no planeta.

A Viking realizou as primeiras medidas da atmosfera e da superfície de Marte. Essas medidas até hoje continuam sendo analisadas e interpretadas. Os dados sugerem desde o início, que Marte, no passado era bem diferente do que ele é hoje. As sondas Viking realizaram pela primeira vez, com sucesso, as etapas de entrada na atmosfera, descida e pouso em Marte. Derivações do sistema de proteção térmico usado pelas Viking e seus paraquedas, têm sido usados em muitas das sondas que pousaram em Marte, desde então.

Para saber mais sobre a missão Viking:



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Resolvido - A Origem de Fobos e Deimos - Space Today TV Ep.336

Mais um mistério do Sistema Solar pode ter chegado ao fim.

Como se formaram os satélites de Marte, Fobos e Deimos.

Essa era uma questão que ainda permanecia sem resposta. Por que?

Os dois satélites são muito pequenos, e de forma irregular, características que lembram muito asteroides do cinturão de asteroide, então uma primeira suposição seria pensar que eles eram asteroides capturados por Marte, mas o problema é como Marte poderia tê-los capturado e eles terem ficado numa órbita circular e equatorial?

Para isso surgiu outra teoria, de que Marte teria sofrido um grande impacto com um objeto proto planetário, mas a questão aqui é por que se formaram dois pequenos satélites ao invés de um grande como na Terra?

Uma terceira hipótese é de que os satélites se formaram na mesma época que Marte, assim eles teriam a mesma composição do planeta, mas a baixa densidade não pode ser explicada.

Dois trabalhos independentes, parecem ter solucionado o problema, e dado um veredito, Fobos e Deimos se formaram a partir de uma grande colisão que aconteceu em Marte.

Num primeiro estudo foi estabelecido o cenário completo e coerente da formação dos satélites marcianos.

Marte se chocou com um corpo primordial com um terço do seu tamanho, entre 100 e 800 milhões de anos depois da sua formação.

Os detritos dessa colisão formaram um disco bem vasto ao redor de Marte, feito de de uma parte interna densa composta de materia derretida e de uma parte externa fina composta de gás.

A parte interna do disco formou um satélite com mil vezes o tamanho de Fobos , que desde então desapareceu.

As interações gravitacionais criadas no disco externo por esse massivo objeto aparentemente agiram como catalisador para a aglutinação de detritos para formar satélites menores e mais distantes.

Depois de menos de 1000 anos, Marte foi envolvido por uma verdadeira nuvem de mais ou menos dez pequenos satélites e um enorme satélite.

Milhões de anos depois, o disco se dissipou, a força gravitacional do planeta trouxe a maior parte dos satélites para dentro dele, e somente os dois mais distantes, Fobos e Deimos, sobreviveram.

Para chegar a esse cenário foi complicado, é tanto fenômeno envolvido que foi impossível modelar tudo de uma vez, a modelagem foi feita por partes.

No segundo estudo, independente foi estudada a assinatura da luz emitida por Fobos e Deimos para mostrar que a composição dos satélites é diferente da composição dos membros do Cinturão de Asteroides, o que elimina assim a hipótese de captura.

Esse segundo estudo suporta a teoria da colisão, além de mostrar que os satélites são formados por por uma poeira fina, que não pode ser explicada somente como consequência da erosão.

Além de evidências nos satélites, em Marte também é possível encontrar, o hemisfério norte tem altitudes menores , pois a bacia ali presente seria a parte remanescente dessa colisão.

Entender a formação dos satélites de Marte é importante para entendermos também a formação da nossa própria Lua, e termos assim mais pistas sobre como era agitada a vida no início do Sistema Solar.

Live de Quinta - 1 Ano da New Horizons Em Plutão:



Evento no Facebook:



Fontes:








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DSCOVR Captura Lua Passando na Frente da Terra - Space Today TV Ep.332

Somente pela segunda vez em um ano, a câmera da NASA a bordo do satélite Deep Space Climate Observatory (DSCOVR) capturou o nosso satélite natural, a Lua passando em frente da Terra iluminada.

Pela segunda vez na vida do DSCOVR, a Lua passou entre a sonda e a Terra, disse Adam Szabo, cientista de projeto do DSCOVR no Goddard space Flight Center da NASA em Greenbelt, Mareyland. O projeto registrou o evento no dia 5 de Julho de 2016 com a mesma cadência e resolução espacial do primeiro registro ocorrido em 2015.

As imagens foram capturadas pela Earth Polychromatic Imaging Camera, ou EPIC, da NASA, uma câmera CCD de 4 megapixel e o telescópio no satélite DSCOVR, que orbita a Terra, a uma distância de 1.5 milhão de quilômetros. Dessa posição, entre a Terra e o Sol, o DSCOVR conduz sua missão primária que é a de monitoramento em tempo real do vento solar, para o National Oceanic and Atmospheric Administration, o NOAA.

A câmera EPIC, mantém uma visão constante da Terra, totalmente iluminada, enquanto ela gira, fornecendo assim observações científicas do ozônio, da vegetação, da cobertura de nuvens e da quantidade de aerossóis na atmosfera. A câmera EPIC está fornecendo uma série de imagens da Terra que permitem que seja capaz estudar as varições diárias em todo o globo.

Essas imagens foram feitas entre 00:50 e 4:18, do dia 5 de Julho de 2016, hora de Brasília, mostrando a Lua movendo-se sobre os oceanos Índico e Pacífico. O Polo Norte está na parte superior das imagens.

O DSCOVR está numa órbita ao redor do primeiro Ponto de Lagrange do conjunto Terra-Sol (onde a força gravitacional da Terra, é igual e em direção oposta ao do Sol), numa complexa trajetória não recorrente que muda de uma elipse para uma circunferência e vice e versa, trajetória essa chamada de Órbita de Lissajous. Isso mantém a nave entre 4 e 12 graus do plano Sol-Terra. Essa órbita intercepta a órbita lunar cerca de 4 vezes por ano. Porém, dependendo da fase orbital relativa da Lua e do DSCOVR, a Lua aparece entre a sonda e a Terra uma ou duas vezes por ano.

A última vez que a câmera EPIC capturou esse evento foi entre 16:50 e 20:45, do dia 16 de Julho de 2015, hora de Brasília.

As imagens em cor natural da Terra da EPIC são geradas pela combinação de três exposições separadas monocromáticas feitas pela câmera numa rápida sucessão. A EPIC faz uma série de 10 imagens usando diferentes filtros espectrais, do ultravioleta até o infravermelho, para produzir uma grande variedade de produtos científicos. Os canais vermelho, verde e azul são usados nessas imagens coloridas.

Combinando essas três imagens, feitas com 30 segundos de separação, à medida que a Lua se move, é possível ver um leve artefato da câmera no lado direito do satélite. Pelo fato da Lua estar se movendo em relação a Terra entre a primeira exposição (vermelho) e a última (verde), uma fino deslocamento em verde aparece no lado direito da Lua, quando as exposições são combinadas. Esse movimento lunar natural também produz um leve afastamento para o vermelho e para o azul no lado esquerdo da Lua nas imagens não alteradas.

Fonte:



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A Difícil Tarefa De Se Encontrar a Terra 2.0 - Space Today TV Ep.532

E a Terra 2.0, onde ela está? Será que é fácil encontrar outro planeta parecido com a Terra?

Ao que tudo indica não, atualmente mais de 3000 exoplanetas já foram confirmados e nenhum pode ser verdadeiramente chamado de Terra 2.0.

Mas por que é tão difícil?

Primeiramente existe um pensamento equivocado, ao falar que um exoplaneta na zona habitável de uma estrela abriga vida como a da Terra. Por exemplo, a Lua está na zona habitável do Sol e não tem vida.

Para que um exoplaneta seja classificado como Terra 2.0, vários outros parâmetros têm que ser considerados, como, a existência de múltiplos habitats, , uma biosfera, uma atmosfera formada pela combinação correta de gases, um solvente líquido na superfície do planeta, a presença de moléculas orgânicas, um campo geomagnético, placas tectônicas e muitos outros, que talvez nós ainda nem saibamos quais são.

Sem essa combinação de parâmetros, dificilmente teremos uma Terra 2.0.

Em segundo lugar, hoje, nós não temos a tecnologia necessária para descobrir e caracterizar todos esses parâmetros dos exoplanetas.

Mas, nesse caso, o futuro próximo é promissor, missões espaciais como o WFIRST, o PLATO e o James Webb, bem como a próxima geração dos gigantescos telescópios em Terra como o GMT, o E-ELT e o TMT, além de missões espaciais dedicadas a busca de exoplanetas como é o caso da New Worlds Mission, traz esperança que num futuro não muito distante possamos caracterizar completamente um exoplaneta.

Muitos cientistas defendem que se criou uma super expectativa sobre a tal Terra 2.0, algo parecido com o que aconteceu com Marte quando as sondas Viking pousaram lá, com o objetivo de encontrar vida, e os resultados foram inconclusivos, desde as Vikings nenhuma missão para Marte, partiu com o objetivo específico de encontrar vida.

Algo parecido pode estar acontecendo com a busca pela Terra 2.0, o público pode pensar até que já foi encontrado, e isso é na verdade um grande desserviço.

Se vamos ou não encontrar essa Terra 2.0, não importa muito, o que importa mesmo é você saber que as notícias diárias que temos sobre a descoberta de exoplanetas já são empolgantes e maravilhosas o suficiente e devem ter seu mérito perante ao público e aos pesquisadores.

Agradecimento aos Patrões:

Marcelo Parraga, Wilson Teixeira, Ricardo Sampaio Salla, , Marcos Silveira, Rafael dos Santos Rodrigues, Gilmar Colombo, Artur Mendonça, Volnei dos Santos, Tiago Moretto, Otávio Pereira de Almeida, Yuri Cardoso, José Nazareno Lima Barbosa, Eurides, Nicolas Silva Gomes, Dian Rodrigues, Lourenço Portella, Oliver Alan, Rodrigo Frange, Francelio fabio de Freitas, Lizandro Menezes, Roberto Nobrega, Nicolas Françoso, Rosivetto Pimentel, Thiago Nunes

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Um Modelo Para A Evolução da Lua - Space Today TV Ep.778

A Lua, embora seja o nosso único satélite natural, o objeto mais próximo da Terra, o maior no céu e que já foi visitado pelo homem, ainda guarda muitos segredos.

Sobre a formação existe mais ou menos um consenso de que um objeto com o tamanho aproximado de Marte se chocou com a Terra, bilhões de anos atrás.

E o material arrancado se transformou na Lua.

Mas o que aconteceu desde a sua formação até os dias atuais é um enorme mistério.

Para tentar entender esse período, os pesquisadores construíram um modelo da Lua baseado nas rochas trazidas de lá e em alguns modelos anteriores.

De acordo com esse modelo, a Lua seria coberta com um espesso oceano de rocha derretida.

Nesse cenário, átomos voláteis, como o sódio, teriam se vaporizado, formando uma atmosfera.

Mas devido a Lua estra travada com a Terra, a atmosfera seria diferente nos lados da Lua.

A face voltada para a Terra, teria perdido rapidamente a atmosfera devido ao calor do planeta.

A temperatura nos lados da Lua também seriam diferentes, e isso geraria fortes ventos, fortes o suficiente para gerarem ondas na superfície quente do oceano.

A Lua então esfriou, e rochas começaram a aparecer na superfície, quando mais esfriava, mais rocha aparecia, até que se formou uma crosta.

A atmosfera então se dissipou e o oceano solidificou.

Para que esse modelo ganhe força é preciso verificar nas rochas, principalmente aquelas localizadas na interface entre o lado voltado para a Terra e o lado não voltado para a Terra, a concentração de sódio, se isso for verificado o modelo ganha força e pode ser usado para um estudo mais completo do nosso satélite.

Para isso é importante novas missões para a Lua.

Fonte:



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Lançamento do Vega Com o MOHAMMED VI

A Atmosfera Ativa de Io - Space Today TV Ep.367

Júpiter esse ano ainda irá nos revelar muitas novidades, com a sonda Juno que se encontra lá, pertinho dele.

Mas, todo o sistema de Júpiter intriga os astrônomos aqui na Terra também, e em todo o sistema, alguns satélites do gigante gasoso chamam mais a atenção do que outros.

O que dizer de Europa com seu provável oceano em subsuperície onde muitos esperam encontrar vida, e o que falar de Ganimedes, o maior satélite do Sistema Solar.

Mas além desses, outro pequeno satélite chama muito a atenção de todos, Io, um mundo vulcânico, castigado por estar muito próximo de Júpiter, mas que também pode revelar surpresas.

Um novo estudo mostrou que o satélite Io de Júpiter, tem uma fina atmosfera que colapsa, quando o satélite está na sombra de Júpiter, condensando como gelo, esse estudo conclui que os eclipses diários que acontecem em Júpiter possuem efeitos congelantes em seus satélites.

Esse estudo marcou a primeira vez que esse fenômeno pôde ser observado diretamente, melhorando assim o nosso entendimento sobre um dos objetos mais geologicamente ativos do nosso Sistema Solar.

O estudo foi feito usando o telescópio de 8 metros Gemini Norte, no Havaí, através de um instrumento chamado Texas Echelon Cross Echelle Spectrograph, ou TEXES. Esse instrumento mede a atmosfera usando a radiação térmica e não a luz do Sol, e o Gemini tem a sensibilidade suficiente para registrar a assinatura da atmosfera de Io em colapso.

As observações foram feitas em duas noites do ano de 2013, quando o satélite Io estava a cerca de 675 milhões de quilômetros da Terra, em ambas as ocasiões pôde-se observar Io movendo-se na sombra de Júpiter por um período de cerca de 40 minutos antes e depois do início do eclipse.

A fina atmosfera de Io, consiste de dióxido de enxofre (SO2) que é emitido pelos vulcões, quando Io entra na sombra de Júpiter, a atmosfera colapsa enquanto o SO2 congela na superfície como gelo, quando o satélite sai da sombra, o gelo de SO2 é aquecido e sublima.

Assim, além de apresentar uma atividade geológica intensa, Io apresenta também uma atividade atmosférica frenética, já que ela é constantemente destruída e reparada de acordo com a dança do satélite ao redor do planeta.

A cada dia que passa vamos conhecendo melhor a nossa vizinhança cósmica!!!

Fonte:



Artigo:



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Exoplaneta Descoberto Na Zona Habitável de Proxima Centauri - Space Today TV Ep.405

No dia 15 de Agosto eu fiz um vídeo aqui no canal sobre o boato que tinha sido levantado sobre a presença de um exoplaneta no sistema Alfa Centauri, lembram?

Então, o mistério acabou!!!

Nesse dia 24 de Agosto de 2016, numa conferência de imprensa do ESO, na Alemanha, foram anunciados os resultados do projeto Pale Red Dot, que investigou o sistema de Alfa Centauri, e teve boa parte do progresso da pesquisa transmitido para o público em geral.

E o resultado indicou sim a presença de um exoplaneta ao redor da estrela Proxima B. O que é surpreendente pelo fato desse ser o sistema estelar mais próximo do nosso Sistema Solar.

O primeiro ponto interessante dessa pesquisa, esse exoplaneta não foi descoberto pela técnica trânsito, a técnica muito difundida pelo Kepler.

Nesse caso foi usada a técnica da velocidade radial, onde se observa variações no movimento da estrela causadas pela presença de um exoplaneta.

A existência de um exoplaneta no sistema de Alfa Centauri, é um tópico que já vem sendo discutido desde 2013, quando na realidade foi anunciado pela primeira vez a presença de um exoplaneta nesse sistema. Porém, devido ao fato das medidas não terem sido convincentes, logo depois esse exoplaneta não foi confirmado.

E nesse caso?

Dessa vez a campanha de observação foi feita usando o espectrógrafo de alta precisão HARPS montado no telescópio de 3.6 metros do ESO em La Silla, e além disso, a estrela foi monitorada por outros telescópios ao redor do mundo.

A estrela foi observada de maneira sistemática por 60 noites, e com isso, qualquer ambiguidade nos dados pôde ser tratada, verificada e confirmada.

Não é fácil encontrar exoplanetas nessas estrelas as anãs vermelhas, pois elas são muito ativas e as variações que elas sofrem podem imitar a presença de um exoplaneta.

Embora a distância seja menor do que a distância de Mercúrio para o Sol, como a estrela é muito menos brilhante que o Sol, essa distância coloca o exoplaneta na zona habitável da estrela.

A temperatura na superfície do planeta deve ser temperada, embora o planeta possa ser afetado pelas violentas explosões que esse tipo de estrela sofre.

No momento a existência de água na superfície do planeta não pode ser descartada, e ela poderia estar presenta nas regiões mais iluminadas pela luz, porém dificilmente o exoplaneta experimenta estações do ano.

Os astrônomos agora esperam observações subsequentes, para tentar caracterizar melhor o exoplaneta, e até quem sabe observá-lo com os instrumentos de próxima geração.

Essa descoberta, óbvio desperta todo o interesse, até mesmo porque já foi dito que o sistema de Alfa Centauri é alvo do projeto StarShot. E também pelo fato da relativa proximidade com o nosso sistema.

De acordo com o astrônomo que liderou a equipe da descoberta, a procura de vida em Proxima b seria o passo seguinte.

Dois artigos discutindo a habitabilidade em Proxima b forma publicados e estão no final do post, e o artigo original publicado na Nature, sobre a descoberta também.

Fonte:



Link do post no Blog com todo o material, imagens, vídeos e artigos:



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Space Today TV Ep.73 - Fobos - A Lua Condenada de Marte

As longas e rasas ondulações que aparecem alinhadas na superfície de Fobos são provavelmente sinais de falhas estruturais que irão no final destruir essa lua de Marte.
Orbitando a apenas 6000 quilômetros acima da superfície de Marte, Fobos está mais próximo do seu planeta do que qualquer outra lua no nosso Sistema Solar. A gravidade de Marte está agindo em Fobos, atraindo-a a cerca de 2 metros a cada século. Assim, os cientistas esperam que a lua será destruída em 30 a 50 milhões de anos.

“Nós acreditamos que Fobos já começou a se romper, e os primeiros sinais dessa ruptura é a produção dessas ondulações”, disse Terry Hurford do Goddard Space Center da NASA, em Greenbelt, Maryland.

As descobertas feitas por Hurford e seus colegas foram apresentadas no dia 10 de Novembro de 2015, no encontro anual da Divisão Planetária da Sociedade Astronômica Americana que aconteceu em National Harbor, Maryland.

As ondulações de Fobos eram pensadas anteriormente como sendo fraturas causadas pelo impacto que gerou a cratera Stickney. Essa colisão foi tão poderosa, que quase arrebentou com Fobos. Contudo, os cientistas eventualmente determinaram que as fraturas não irradiavam da cratera, mas sim de um ponto focal próximo.

Os pesquisadores mais recentemente, propuseram que as ondulações podem ser produzidas por muitos impactos menores de material ejetado de Marte. Mas as novas modelagens feitas por Hurford e seus colegas, suportam a visão que as ondulações são provavelmente marcas de tensão que ocorrem em Fobos que está sendo deformado pelas forças de marés.

A força gravitacional entre Marte e Fobos, produz essas forças de maré. A Terra e a Lua atraem uma a outra da mesma maneira, produzindo as marés nos oceanos e fazendo que tanto o planeta como a lua assumam uma forma achatada.

A mesma explicação foi proposta para as fraturas de Fobos, a décadas atrás, depois que as sondas Viking mandaram imagens para a Terra. Naquele tempo, contudo, acreditava-se que Fobos era um corpo totalmente sólido. Quando as forças de maré foram calculadas, a tensão resultante era muito fraca para fraturar a lua sólida daquele tamanho.

Atualmente, contudo, sabe-se que Fobos, pode ter o seu interior formado pelo empilhamento de material, circundado por uma camada de regolito com cerca de 100 metros de espessura.
Com o interior desse jeito, ele se distorce facilmente pois ele tem pouca resistência e força assim a camada externa a se reajustar. Os pesquisadores acreditam que a camada externa de Fobos se comporta elasticamente e gera a tensão, mas ela é fraca o suficiente de modo que esse stress pode causar a ruptura do satélite.

Tudo isso significa que as forças de maré estão agindo em Fobos podem produzir mais do que o stress suficiente para fraturas a sua superfície. As fraturas previstas por esse modelo se ajustam bem com as ondulações observadas. Essa explicação também se ajusta ao fato de se observar fraturas mais jovens do que outras, indicando que o processo ainda está em andamento.

O mesmo destino pode esperar mas terá a lua Tritão de Netuno, que também está vagarosamente caindo em direção ao planeta e apresenta a superfície também repleta de fraturas. O trabalho também tem explicções para a caça de exoplanetas.

“Nós não podemos fazer imagens diretas desses planetas distantes para saber o que está acontecendo, mas esse trabalho pode ajudar a entender esses sistemas, pois qualquer tipo de planeta caindo em direção a sua estrela se partirá da mesma maneira”, disse Hurford.

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Encontrado Na Lua Possível Habitat Para o Ser Humano - Space Today TV Ep.912

Se você assistiu a série Mars que passou no ano passado na National Geographic, um episódio inteiro foi dedicado aos chamados tubos de lava.

No episódio foi defendida a tese de que o melhor lugar para o ser humano viver em Marte, seria dentro desses tubos de lava, talvez inserindo ali dentro um módulo inflável.

O mais perto que chegamos de experimentar o que acontece na superfície de um objeto que não seja a Terra, foi na Lua e mesmo assim ninguém ficou mais de 3 dias trabalhando na Lua direto.

Os objetos, planetas, ou satélite que não possuem atmosfera sofrem com a radiação, e ela pode ser mortal para os astronautas.

E por isso surgiu a ideia de abrigá-los em tubos de lava, ou seja, usar o próprio planeta como proteção.

Os tubos de lava são canais que ocorrem naturalmente e são formados quando a lava que fluía por ali desenvolve uma crosta, que se espessa e forma uma cobertura acima do fluxo de lava. Quando a lava para de fluir, o túnel é drenado, e o que sobra é a sua cavidade, ou no caso um tubo.

Os pesquisadores defendem que num retorno para a Lua para constituir uma colônia, nada melhor do que testar também a moradia nos tubos de lava lunares.

O problema de tudo isso é, onde estão esses tubos de lava para que os astronautas possam morar dentro?

Recentemente foi publicada uma pesquisa na revista Geophysical Research Letters, onde um grupo de pesquisadores, usou os dados da sonda japonesa SELENE para descobrir possíveis tubos de lava na Lua.

E depois de analisar os dados, os pesquisadores descobriram a entrada de um tubo de lava na região de Marius Hills, isso só possível devido ao sinal anômalo detectado pelo radar da sonda.

Como o radar da sonda SELENE não foi desenhado para detectar esse tipo de estrutura, e para evitar uma interpretação errônea, os pesquisadores, confrontaram esses dados, com as informações obtidas pela sonda GRAIL, que fez o mapa gravimétrico do nosso satélite.

Onde a gravimetria indicava ausência de massa ou pouca massa, e os dados de radar indicavam um eco diferenciado, os pesquisadores detectavam então os tubos de lava do nosso satélite.

Com isso, pelo menos um tubo de lava agora é conhecido, o de Marius Hills, mas os pesquisadores ainda precisam definir qual a profundidade desse tubo.

Esses tubos de lava existem na Terra também, mas na Lua eles são muito maiores. Eles podem ter alguns quilômetros de extensão, e chegam a ter um quilômetro de altura e de largura, significando que seria possível colocar dentro deles uma cidade.

Sempre especulou-se sobre a existência dos tubos de lava na Lua, mas agora isso já pode ser confirmado.

Como falei no começo essa identificação é crucial, já que esses tubos poderão ser usados para abrigar os astronautas e protegê-los da radiação.

Indo para Lua poderemos aprender como viver dentro desses tubos e as estruturas que poderão ser ali colocadas, e depois com esse aprendizado podemos fazer o mesmo em Marte.

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A Terra E Seu Novo Companheiro de Viagem - Space Today TV Ep.910

No ano de 2016, os astrônomos descobriram um objeto que viaja junto com a Terra, à medida que o nosso planeta cumpre sua órbita ao redor do Sol.

Durante um tempo pensou-se que esse objeto seria na verdade um lixo espacial, algum pedaço de foguete que de vez em quando chegava perto da Terra, e então era avistado por grandes telescópios.

Essa semana está acontecendo em Utah, o congresso da divisão de ciência planetária e durante o congresso, um grupo de pesquisadores solucionou o problema.

O objeto, chamado de 2016 HO3 é na verdade um asteroide e não um lixo espacial.

Para chegar a essa conclusão eles usaram o Large Binocular Telescope, um dos maiores telescópios da Terra para fazer as observações.

O 2016 HO3 é um NEO, um Near Earth Object que mede cerca de 100 metros de diâmetro e enquanto orbita o Sol parece circular a Terra como um quasi-satélite.

Até hoje, somente 5 quasi-satélites foram descobertos e o que faz o 2016 HO3 especial é o fato dele ser o mais estável de todos até agora. Na escala de tempo de séculos ele se mantém entre 38 e 100 distâncias lunares da Terra.

Ainda usando o LBT, os pesquisadores conseguiram também medir o período de rotação do 2016 HO3, que é de 28 minutos.

Durante um ano, o asteroide passa cerca de metade do tempo mais perto do Sol do que da Terra, ele tem uma órbita um pouco inclinada, e além disso, sua órbita deriva, ele tenta fugir da Terra, mas a gravidade da Terra traz ele de volta, por isso essa variação de 38 a 100 vezes a distância da Terra a Lua. Com todas essas caracterísitas, é como se o pequeno asteroide estivesse numa dança com a Terra enquanto eles viajam ao redor do Sol.

Antes desse, outro asteroide, o 2003 YN107 também tinha um comportamento parecido, mas depois de um tempo se desgarrou e não mais se encontra na vizinhança da Terra.

A identificação desse objeto é importante para se testar as ferramentas que caçam os NEOs, que como sempre falamos aqui precisam ser monitorados, e além disso, na ideia de exploração de um asteroide, esse poderia ser um belo candidato.

Fonte:





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Explorando o Ligeia Mare Em Titã - Space Today TV Ep.210

Das centenas de luas no nosso Sistema Solar, Titã é a única com uma densa atmosfera e com grandes reservatórios líquidos em sua superfície, fazendo dela de alguma forma muito parecida com um planeta terrestre.
A Terra e Titã possuem atmosferas dominadas por nitrogênio, no caso de Titã, mais de 95% de nitrogênio. Contudo, diferente da Terra, Titã tem pouco oxigênio, o resto da atmosfera é constituída na sua maior parte de metano e outros gases incluindo o etano. E nas temperaturas congelantes devido a grande distância que Titã está do Sol, o metano e o etano podem existir na forma líquida, na sua superfície.
Por essa razão, os cientistas têm por muito tempo especulado sobre a possível existência de lagos e mares de hidrocarbonetos em Titã, e os dados da missão Cassini-Huygens não decepcionaram as expectativas. Desde que chegou por lá em 2004, a sonda Cassini já revelou que mais de 1.6 milhão de quilômetros quadrados da superfície de Titã, ou seja, cerca de 2% de toda a superfície é coberta de líquido.
Existem três grandes lagos, todos eles localizados perto do polo norte do satélite, e circundados por lagos menores no hemisfério norte. Somente um grande lago foi encontrado no hemisfério sul de Titã.
A composição exata desses reservatórios líquidos permaneceu misteriosa até 2014, quando o radar da Cassini foi usado pela primeira vez para mostrar que o Ligeia Mare, o segundo maior mar de Titã e do tamanho do Lago Huron e do Lago Michigan juntos, é rico em metano. Um novo estudo publicado no Journal of Geophysical Research: Planets, que usou o radar em um modo diferente, confirmou o resultado de forma independente.
“Antes da Cassini, nós esperávamos descobrir que o Ligeia Mare seria na sua maior parte composto de etano, que seria produzido em abundância na atmosfera quando a luz do Sol quebra as moléculas de metano. Ao invés disso, esse mar é composto predominantemente de metano puro”, disse Alice Le Gall, um membro associado da equipe de radar no laboratório de pesquisa francês LATMOS em Paris, e principal autor do estudo.
Um número de explicações possíveis foi levantada para explicar o metano do Ligeia Mare, de acordo com Le Gall. “O Ligeia Mare pode ser renovado por uma chuva fresca de metano, ou algo pode estar removendo o etano dele. É possível que o etano se deposite no assoalho do lago, ou ele está fluindo para o mar adjacente, conhecido como Kraken Mare, mas para decidir isso, serão necessários novos dados”.
Na pesquisa os cientistas combinaram algumas observações de radar que indicam o calor emitido pelo Ligeia Mare. Eles também usaram dados de um experimento de 2013 que registrou sinais de rádio refletidos pelo Ligeia Mare. Os resultados desses experimentos foram apresentados num artigo de 2014 liderado por Marco Mastrogiuseppe da Universidade de Cornell, em Ithaca, Nova York, que também contribuiu para o estudo atual.
Na atmosfera de Titã, o nitrogênio e o metano reagem para produzir uma grande variedade de materiais orgânicos. Os cientistas acreditam que os materiais mais pesados caem na superfície. Le Gall e seus colegas pensam que quando esses compostos chegam no mar, ou caindo diretamente do ar, ou por chuva, ou por algum tipo de rio em Titã, alguns deles são dissolvidos em metano líquido. Os compostos insolúveis como as nitrilas e o benzeno, afundam e se depositam no assoalho oceânico.
O estudo também descobriu que a costa ao redor do Ligeia Mare pode ser porosa e inundada com hidrocarbonetos líquidos. Os dados foram adquiridos por um período entre o inverno e a primavera local, e os cientistas esperavam que como na Terra, o terreno sólido ao redor do mar se aquecesse mais rapidamente do que o mar.
“É maravilhoso estar fazendo exploração e oceanografia num mundo extraterrestre, ainda mais esse mundo sendo uma lua de um planeta”, disse Seteve Wall, vice-líder da equipe de radar da Cassini no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, na Califórnia. “Titã, não para de nos surpreender”.
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