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A Terra Ficará Travada Gravitacionalmente Com a Lua? - Space Today TV Ep.344

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A Terra Ficará Travada Gravitacionalmente Com a Lua? - Space Today TV Ep.344

No último vídeo do primata falante, o David explicou e explicou muito bem, o fato da Lua estar travada gravitacionalmente com a Terra, e por isso, é que sempre observamos o mesmo lado da Lua.

No final do vídeo ele pediu para que eu fizesse um vídeo explicando qual será o futuro do sistema Terra-Lua, nós vamos destravar, vamos se travar a Lua, o que acontecerá? E será que isso acontece antes do Sol se tornar uma gigante vermelha e engolir todos nós?

Vou tentar responder aqui, espero que gostem.

Basicamente, o movimento de rotação da Lua e o movimento de revolução da Lua ao redor da Terra, têm o mesmo período, duram cerca de 29 dias. Isso está totalmente explicado no vídeo do Primata Falante, quem quiser saber a história completa vai lá no vídeo dele e assiste.

O mais legal de tudo isso, é que essa situação se repete por todo o Sistema Solar.

Titã é travada gravitacionalmente com Saturno, Europa é gravitacionalmente travada com Júpiter e assim por diante.

Porém, existe um lugar, onde isso é levado ao extremo, em Plutão.

O sistema Plutão - Caronte, que alguns dizem seja um sistema binário, pois o centro de massa do sistema não está no corpo maior, é um sistema em que cada corpo está travado com o outro.

Isso significa que Plutão sempre mostra o mesmo hemisfério para Caronte, e Caronte sempre mostra o mesmo hemisfério para Plutão.

Porém, algumas outros satélites de Plutão não possuem essa característica como foi descoberto pela sonda New Horizons.

Será que isso, pode acontecer com a Terra e a Lua, será que algum dia a Terra estará travada com a Lua?

Como disse o Primata Falante, embora os dois corpos possam ser aproximados por uma esfera, existem pequenas variações nos dois corpos, o que cria um pequeno bojo, e esses bojos, na verdade agem como um sistema de freio, diminuindo a rotação da Terra.

Pelo fato da Terra ter 81 vezes a massa da Lua, ela é força dominante nessa interação.

No início do Sistema Solar, a Lua não era travada com a Terra, mas a gravidade da Terra foi parando a rotação da Lua e para compensar a perda de momento no sistema, a Lua foi se afastando da Terra, e hoje localiza-se em média a 380 mil km de distância.

Mas a Lua teve o mesmo impacto na Terra, a mesma força de maré faz com que a rotação da Terra diminua a cada ano, um pouco, e a Lua continua se afastando da Terra, 1 cm por ano, para compensar.

É difícil estimar quando, mas daqui a cerca de 50 bilhões de anos, o que vai acontecer é que a Terra ficará travada com a Lua, da mesma maneira que Plutão é travado com Caronte.

Isso é muito tempo, um tempo muito, mas muito maior além daquele em que o Sol se transformará numa gigante vermelha e englobará boa parte dos planetas.

Uma pergunta que recentemente tem surgido é: A Terra pode ficar gravitacionalmente travada com o Sol?

Os astrônomos descobriram alguns exoplanetas que possuem essa característica, mas eles estão muito próximos de suas estrelas, mais próximo do que Mercúrio está do Sol. Aqui no nosso Sistema Solar, os planetas como Vênus, MArte e Júpiter perturbam a nossa órbita o suficiente para não ficarmos travados com o Sol.

Então é isso, vamos esperar os 50 bilhões de anos, e ficaremos gravitacionalmente travados com a Lua.

Você tem mais questões curiosas sobre o Sistema Solar, deixe aí nos comentários!!!!

Vídeo do Primata Falante:



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Um Modelo Para A Evolução da Lua - Space Today TV Ep.778

A Lua, embora seja o nosso único satélite natural, o objeto mais próximo da Terra, o maior no céu e que já foi visitado pelo homem, ainda guarda muitos segredos.

Sobre a formação existe mais ou menos um consenso de que um objeto com o tamanho aproximado de Marte se chocou com a Terra, bilhões de anos atrás.

E o material arrancado se transformou na Lua.

Mas o que aconteceu desde a sua formação até os dias atuais é um enorme mistério.

Para tentar entender esse período, os pesquisadores construíram um modelo da Lua baseado nas rochas trazidas de lá e em alguns modelos anteriores.

De acordo com esse modelo, a Lua seria coberta com um espesso oceano de rocha derretida.

Nesse cenário, átomos voláteis, como o sódio, teriam se vaporizado, formando uma atmosfera.

Mas devido a Lua estra travada com a Terra, a atmosfera seria diferente nos lados da Lua.

A face voltada para a Terra, teria perdido rapidamente a atmosfera devido ao calor do planeta.

A temperatura nos lados da Lua também seriam diferentes, e isso geraria fortes ventos, fortes o suficiente para gerarem ondas na superfície quente do oceano.

A Lua então esfriou, e rochas começaram a aparecer na superfície, quando mais esfriava, mais rocha aparecia, até que se formou uma crosta.

A atmosfera então se dissipou e o oceano solidificou.

Para que esse modelo ganhe força é preciso verificar nas rochas, principalmente aquelas localizadas na interface entre o lado voltado para a Terra e o lado não voltado para a Terra, a concentração de sódio, se isso for verificado o modelo ganha força e pode ser usado para um estudo mais completo do nosso satélite.

Para isso é importante novas missões para a Lua.

Fonte:



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Space Today TV Ep.73 - Fobos - A Lua Condenada de Marte

As longas e rasas ondulações que aparecem alinhadas na superfície de Fobos são provavelmente sinais de falhas estruturais que irão no final destruir essa lua de Marte.
Orbitando a apenas 6000 quilômetros acima da superfície de Marte, Fobos está mais próximo do seu planeta do que qualquer outra lua no nosso Sistema Solar. A gravidade de Marte está agindo em Fobos, atraindo-a a cerca de 2 metros a cada século. Assim, os cientistas esperam que a lua será destruída em 30 a 50 milhões de anos.

“Nós acreditamos que Fobos já começou a se romper, e os primeiros sinais dessa ruptura é a produção dessas ondulações”, disse Terry Hurford do Goddard Space Center da NASA, em Greenbelt, Maryland.

As descobertas feitas por Hurford e seus colegas foram apresentadas no dia 10 de Novembro de 2015, no encontro anual da Divisão Planetária da Sociedade Astronômica Americana que aconteceu em National Harbor, Maryland.

As ondulações de Fobos eram pensadas anteriormente como sendo fraturas causadas pelo impacto que gerou a cratera Stickney. Essa colisão foi tão poderosa, que quase arrebentou com Fobos. Contudo, os cientistas eventualmente determinaram que as fraturas não irradiavam da cratera, mas sim de um ponto focal próximo.

Os pesquisadores mais recentemente, propuseram que as ondulações podem ser produzidas por muitos impactos menores de material ejetado de Marte. Mas as novas modelagens feitas por Hurford e seus colegas, suportam a visão que as ondulações são provavelmente marcas de tensão que ocorrem em Fobos que está sendo deformado pelas forças de marés.

A força gravitacional entre Marte e Fobos, produz essas forças de maré. A Terra e a Lua atraem uma a outra da mesma maneira, produzindo as marés nos oceanos e fazendo que tanto o planeta como a lua assumam uma forma achatada.

A mesma explicação foi proposta para as fraturas de Fobos, a décadas atrás, depois que as sondas Viking mandaram imagens para a Terra. Naquele tempo, contudo, acreditava-se que Fobos era um corpo totalmente sólido. Quando as forças de maré foram calculadas, a tensão resultante era muito fraca para fraturar a lua sólida daquele tamanho.

Atualmente, contudo, sabe-se que Fobos, pode ter o seu interior formado pelo empilhamento de material, circundado por uma camada de regolito com cerca de 100 metros de espessura.
Com o interior desse jeito, ele se distorce facilmente pois ele tem pouca resistência e força assim a camada externa a se reajustar. Os pesquisadores acreditam que a camada externa de Fobos se comporta elasticamente e gera a tensão, mas ela é fraca o suficiente de modo que esse stress pode causar a ruptura do satélite.

Tudo isso significa que as forças de maré estão agindo em Fobos podem produzir mais do que o stress suficiente para fraturas a sua superfície. As fraturas previstas por esse modelo se ajustam bem com as ondulações observadas. Essa explicação também se ajusta ao fato de se observar fraturas mais jovens do que outras, indicando que o processo ainda está em andamento.

O mesmo destino pode esperar mas terá a lua Tritão de Netuno, que também está vagarosamente caindo em direção ao planeta e apresenta a superfície também repleta de fraturas. O trabalho também tem explicções para a caça de exoplanetas.

“Nós não podemos fazer imagens diretas desses planetas distantes para saber o que está acontecendo, mas esse trabalho pode ajudar a entender esses sistemas, pois qualquer tipo de planeta caindo em direção a sua estrela se partirá da mesma maneira”, disse Hurford.

Fonte:



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Será Que Devemos Deixar A Terra Até 2600? - Space Today TV Ep.954

Numa palestra recente na China Stephen Hawking disse que em 2600 a Terra irá se transformar numa bola de fogo e que devemos deixar o planeta até lá. Vamos bater um papo sobre mais essa declaração polêmica desse grande cientista.

Para assistir a palestra inteira do Stephen Hawking, acesse esse link:




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O Anel de Einstein das Canárias - Space Today TV Ep.271

Vasculhando os dados do Telescópio Victor Blanco do Cerro Tololo no Chile, astrônomos do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias, descobriram um exemplar do raro fenômeno do Anel de Einstein. Esse fenômeno é um caso especial das lentes gravitacionais, previstas por Einstein na sua Teoria da Relatividade, quando, todos os elementos envolvidos no fenômeno estão perfeitamente alinhados. Devido a raridade desse fenômeno, duvidado de ser observado até mesmo por Einstein, a sua identificação é de suma importância para a astronomia, principalmente para se entender a linha evolutiva das galáxias.

Leia a matéria completa no blog Space Today:



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DSCOVR Captura Lua Passando na Frente da Terra - Space Today TV Ep.332

Somente pela segunda vez em um ano, a câmera da NASA a bordo do satélite Deep Space Climate Observatory (DSCOVR) capturou o nosso satélite natural, a Lua passando em frente da Terra iluminada.

Pela segunda vez na vida do DSCOVR, a Lua passou entre a sonda e a Terra, disse Adam Szabo, cientista de projeto do DSCOVR no Goddard space Flight Center da NASA em Greenbelt, Mareyland. O projeto registrou o evento no dia 5 de Julho de 2016 com a mesma cadência e resolução espacial do primeiro registro ocorrido em 2015.

As imagens foram capturadas pela Earth Polychromatic Imaging Camera, ou EPIC, da NASA, uma câmera CCD de 4 megapixel e o telescópio no satélite DSCOVR, que orbita a Terra, a uma distância de 1.5 milhão de quilômetros. Dessa posição, entre a Terra e o Sol, o DSCOVR conduz sua missão primária que é a de monitoramento em tempo real do vento solar, para o National Oceanic and Atmospheric Administration, o NOAA.

A câmera EPIC, mantém uma visão constante da Terra, totalmente iluminada, enquanto ela gira, fornecendo assim observações científicas do ozônio, da vegetação, da cobertura de nuvens e da quantidade de aerossóis na atmosfera. A câmera EPIC está fornecendo uma série de imagens da Terra que permitem que seja capaz estudar as varições diárias em todo o globo.

Essas imagens foram feitas entre 00:50 e 4:18, do dia 5 de Julho de 2016, hora de Brasília, mostrando a Lua movendo-se sobre os oceanos Índico e Pacífico. O Polo Norte está na parte superior das imagens.

O DSCOVR está numa órbita ao redor do primeiro Ponto de Lagrange do conjunto Terra-Sol (onde a força gravitacional da Terra, é igual e em direção oposta ao do Sol), numa complexa trajetória não recorrente que muda de uma elipse para uma circunferência e vice e versa, trajetória essa chamada de Órbita de Lissajous. Isso mantém a nave entre 4 e 12 graus do plano Sol-Terra. Essa órbita intercepta a órbita lunar cerca de 4 vezes por ano. Porém, dependendo da fase orbital relativa da Lua e do DSCOVR, a Lua aparece entre a sonda e a Terra uma ou duas vezes por ano.

A última vez que a câmera EPIC capturou esse evento foi entre 16:50 e 20:45, do dia 16 de Julho de 2015, hora de Brasília.

As imagens em cor natural da Terra da EPIC são geradas pela combinação de três exposições separadas monocromáticas feitas pela câmera numa rápida sucessão. A EPIC faz uma série de 10 imagens usando diferentes filtros espectrais, do ultravioleta até o infravermelho, para produzir uma grande variedade de produtos científicos. Os canais vermelho, verde e azul são usados nessas imagens coloridas.

Combinando essas três imagens, feitas com 30 segundos de separação, à medida que a Lua se move, é possível ver um leve artefato da câmera no lado direito do satélite. Pelo fato da Lua estar se movendo em relação a Terra entre a primeira exposição (vermelho) e a última (verde), uma fino deslocamento em verde aparece no lado direito da Lua, quando as exposições são combinadas. Esse movimento lunar natural também produz um leve afastamento para o vermelho e para o azul no lado esquerdo da Lua nas imagens não alteradas.

Fonte:



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Space Today TV Ep.172 - A Mudança no Eixo de Rotação da Lua

A nossa Lua nem sempre teve o mesmo ângulo de rotação, sugere um novo estudo. O eixo de rotação da Lua, em algum momento a 3 bilhões de anos atrás, mudou devido a ação de antigos vulcões lunares. Esses vulcões aqueceram e derreteram o material de um dos lados da Lua causando um desequilíbrio na massa e na estrutura interna do nosso satélite, fazendo com que a Lua variasse com relação ao seu ângulo de rotação.
Os pesquisadores descobriram esse ajuste de ângulo na Lua estudando a posição do gelo de água nos polos lunares. Eles usaram a distribuição do gelo para mostrar que o eixo da Lua sofreu uma variação de aproximadamente 5 graus.
A distribuição de gelo nos polos lunares deu a pista para os cientistas. Esse gelo deixou um rastro de hidrogênio em cada polo apontando onde no passado estavam as crateras que permanentemente ficavam na sombra, mas que depois, com a variação do ângulo tiveram seu gelo evaporado, deixando para trás somente a marca do hidrogênio.
O culpado dessa variação do eixo lunar foi provavelmente uma atividade vulcânica antiga acontecida na região do Oceanus Procelarum. O vulcanismo fez com que essa região ficasse mais quente, alterando a massa que provavelmente fez a Lua mudar o seu eixo de rotação. Os pesquisadores conseguiram detectar isso identificando a concentração de elementos radioativos nessa região.
Fontes:



PDF do artigo original na Nature:




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Encontrado Na Lua Possível Habitat Para o Ser Humano - Space Today TV Ep.912

Se você assistiu a série Mars que passou no ano passado na National Geographic, um episódio inteiro foi dedicado aos chamados tubos de lava.

No episódio foi defendida a tese de que o melhor lugar para o ser humano viver em Marte, seria dentro desses tubos de lava, talvez inserindo ali dentro um módulo inflável.

O mais perto que chegamos de experimentar o que acontece na superfície de um objeto que não seja a Terra, foi na Lua e mesmo assim ninguém ficou mais de 3 dias trabalhando na Lua direto.

Os objetos, planetas, ou satélite que não possuem atmosfera sofrem com a radiação, e ela pode ser mortal para os astronautas.

E por isso surgiu a ideia de abrigá-los em tubos de lava, ou seja, usar o próprio planeta como proteção.

Os tubos de lava são canais que ocorrem naturalmente e são formados quando a lava que fluía por ali desenvolve uma crosta, que se espessa e forma uma cobertura acima do fluxo de lava. Quando a lava para de fluir, o túnel é drenado, e o que sobra é a sua cavidade, ou no caso um tubo.

Os pesquisadores defendem que num retorno para a Lua para constituir uma colônia, nada melhor do que testar também a moradia nos tubos de lava lunares.

O problema de tudo isso é, onde estão esses tubos de lava para que os astronautas possam morar dentro?

Recentemente foi publicada uma pesquisa na revista Geophysical Research Letters, onde um grupo de pesquisadores, usou os dados da sonda japonesa SELENE para descobrir possíveis tubos de lava na Lua.

E depois de analisar os dados, os pesquisadores descobriram a entrada de um tubo de lava na região de Marius Hills, isso só possível devido ao sinal anômalo detectado pelo radar da sonda.

Como o radar da sonda SELENE não foi desenhado para detectar esse tipo de estrutura, e para evitar uma interpretação errônea, os pesquisadores, confrontaram esses dados, com as informações obtidas pela sonda GRAIL, que fez o mapa gravimétrico do nosso satélite.

Onde a gravimetria indicava ausência de massa ou pouca massa, e os dados de radar indicavam um eco diferenciado, os pesquisadores detectavam então os tubos de lava do nosso satélite.

Com isso, pelo menos um tubo de lava agora é conhecido, o de Marius Hills, mas os pesquisadores ainda precisam definir qual a profundidade desse tubo.

Esses tubos de lava existem na Terra também, mas na Lua eles são muito maiores. Eles podem ter alguns quilômetros de extensão, e chegam a ter um quilômetro de altura e de largura, significando que seria possível colocar dentro deles uma cidade.

Sempre especulou-se sobre a existência dos tubos de lava na Lua, mas agora isso já pode ser confirmado.

Como falei no começo essa identificação é crucial, já que esses tubos poderão ser usados para abrigar os astronautas e protegê-los da radiação.

Indo para Lua poderemos aprender como viver dentro desses tubos e as estruturas que poderão ser ali colocadas, e depois com esse aprendizado podemos fazer o mesmo em Marte.

Fonte:



Artigo:




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A Difícil Tarefa De Se Encontrar a Terra 2.0 - Space Today TV Ep.532

E a Terra 2.0, onde ela está? Será que é fácil encontrar outro planeta parecido com a Terra?

Ao que tudo indica não, atualmente mais de 3000 exoplanetas já foram confirmados e nenhum pode ser verdadeiramente chamado de Terra 2.0.

Mas por que é tão difícil?

Primeiramente existe um pensamento equivocado, ao falar que um exoplaneta na zona habitável de uma estrela abriga vida como a da Terra. Por exemplo, a Lua está na zona habitável do Sol e não tem vida.

Para que um exoplaneta seja classificado como Terra 2.0, vários outros parâmetros têm que ser considerados, como, a existência de múltiplos habitats, , uma biosfera, uma atmosfera formada pela combinação correta de gases, um solvente líquido na superfície do planeta, a presença de moléculas orgânicas, um campo geomagnético, placas tectônicas e muitos outros, que talvez nós ainda nem saibamos quais são.

Sem essa combinação de parâmetros, dificilmente teremos uma Terra 2.0.

Em segundo lugar, hoje, nós não temos a tecnologia necessária para descobrir e caracterizar todos esses parâmetros dos exoplanetas.

Mas, nesse caso, o futuro próximo é promissor, missões espaciais como o WFIRST, o PLATO e o James Webb, bem como a próxima geração dos gigantescos telescópios em Terra como o GMT, o E-ELT e o TMT, além de missões espaciais dedicadas a busca de exoplanetas como é o caso da New Worlds Mission, traz esperança que num futuro não muito distante possamos caracterizar completamente um exoplaneta.

Muitos cientistas defendem que se criou uma super expectativa sobre a tal Terra 2.0, algo parecido com o que aconteceu com Marte quando as sondas Viking pousaram lá, com o objetivo de encontrar vida, e os resultados foram inconclusivos, desde as Vikings nenhuma missão para Marte, partiu com o objetivo específico de encontrar vida.

Algo parecido pode estar acontecendo com a busca pela Terra 2.0, o público pode pensar até que já foi encontrado, e isso é na verdade um grande desserviço.

Se vamos ou não encontrar essa Terra 2.0, não importa muito, o que importa mesmo é você saber que as notícias diárias que temos sobre a descoberta de exoplanetas já são empolgantes e maravilhosas o suficiente e devem ter seu mérito perante ao público e aos pesquisadores.

Agradecimento aos Patrões:

Marcelo Parraga, Wilson Teixeira, Ricardo Sampaio Salla, , Marcos Silveira, Rafael dos Santos Rodrigues, Gilmar Colombo, Artur Mendonça, Volnei dos Santos, Tiago Moretto, Otávio Pereira de Almeida, Yuri Cardoso, José Nazareno Lima Barbosa, Eurides, Nicolas Silva Gomes, Dian Rodrigues, Lourenço Portella, Oliver Alan, Rodrigo Frange, Francelio fabio de Freitas, Lizandro Menezes, Roberto Nobrega, Nicolas Françoso, Rosivetto Pimentel, Thiago Nunes

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Super Lua - Space Today Live

Será Que Um Cometa Se Chocou Com a Terra em 10950 a.C.? - Space Today TV Ep.690

Que tal misturar um pouco de arqueologia com astronomia?

Bem, mas bem antes de existir a internet para divulgar os acontecimentos astronômicos, e até mesmo o papel, os seres humanos que viveram a milhares de anos atrás, escreviam suas observações nas rochas.

São conhecidas inúmeras pinturas rupestres que relacionam eventos celestes, como a própria supernova do caranguejo, escrita e descrita em rochas pelo povo chinês.

A ciência que integra estudos arqueológicos com eventos astronômicos, recebe o nome de arqueoastronomia.

E recentemente, um grupo de pesquisadores descobriu evidências cravadas em rochas de que um evento astronômico catastrófico oscorreu na Terra há muito tempo atrás.

Antes das evidências arqueológicas, a análise de amostras retiradas na Groenlândia sugeriam que um cometa havia se chocado com a Terra, e isso levou nosso planeta a experimentar um período de 1000 de congelamento.

Outras evidências sugerem que devido a esse resfriamento do nosso planeta, grupos de pessoas começaram a se juntar, migrar e deram início a uma agricultura bem desenvolvida.

Agora, recentemente, um grupo de pesquisadores, descobriu no chamado Gobekli Tepe, um pilar de rocha com escritos que se alinham perfeitamente com o choque de um cometa na Terra em 10950 a.C.

O pilar contém inscrições que parecem documentar o evento devastador, provavelmente o choque de um cometa ou de resquícios de um cometa na Terra, que causou um impacto ambiental ao redor do globo e a possível perda de vidas.

Os pesquisadores levaram as inscrições para um computador onde analisarama provável relação dos desenhos com constelações, e isso deu certo, revelando fortes relaçòes entre os carácteres encontrados no pilar e os símbolos astronômicos que estavam no céu em 10950 a.c.

Como as pessoas levaram um certo tempo para criar os símbolos no pilar , isso sugere que algo muito importante aconteceu durante o mesmo período de tempo que as amostras de gelo da Groenlândia, sugerem.

talvez, o choque de um cometa com a Terra em 10890 a.C.

Os pesquisadores analisaram também que esse evento pode ter alterado até o eixo de rotação da Terra.

é um tema muito interessante, e é através da arqueoastronomia que é possível com base no passado entender um pouco do presente e quem sabe até prever o futuro.

fonte:



Artigo:



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Será Que a Vida Na Terra É Prematura do Ponto de Vista Cósmico? - Space Today TV Ep.372

Muitos aqui já ouviram falar no paradoxo de Fermi, ele, bem resumidamente, diz o seguinte, que dada a idade do universo e dada a quantidade de estrelas que temos no universo, nós deveríamos encontrar evidências de vida inteligente em algum lugar.

O argumento é baseado principalmente na diferença de tempo entre o Big Bang, que aconteceu a 13.8 bilhões de anos atrás e o nascimento do Sistema Solar que aconteceu a 4.5 bilhões de anos atrás.

Essa diferença de 9.3 bilhões de anos seria mais do que o suficiente para que a vida se desenvolvesse em algum lugar no universo.

Porém um novo estudo teórico feito por pesquisadores do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, com o título Probabilidade Relativa Para a Vida Como Função do Tempo Cósmico, calculou a probabilidade de planetas parecidos com a Terra se formarem no universo, começando desde o momento em que as primeiras estrelas se formaram, 30 milhões de anos depois do Big Bang.

E a conclusão que eles chegaram é que a vida, como a conhecemos é determinada pela massa da estrela.

Estrelas com grande massa, 3 ou mais vezes a massa do Sol, tem um curto período de vida, e por isso, seria pouco provável que se tivesse tempo para a vida surgir antes da estrela morrer.

Já estrelas de massa menor, como as anãs vermelhas por exemplo, que tem cerca de 0.1 vezes a massa do Sol, vivem muito mais, existem modelos astrofísicos que dizem que essas estrelas podem viver por 10 trilhões de anos.

Com todo esse tempo a probabilidade de desenvolverem planetas cresceria por um fator de 1000, com relação a hoje.

Os pesquisadores concluíram então que a nossa vida, surgiu de maneira prematura no universo, e por isso não encontramos outras civilizações, pois elas devem aparecer muito mais tarde, daqui a bilhões, ou até mesmo trilhões de anos.

Porém, existe também uma hipótese alternativa, essas jovens estrelas no começo da vida, são muito violentas, gerando gigantescas explosões e flares, que poderiam aniquilar com os planetas formados ao seu redor.

Assim, além do fato da vida ser prematura na Terra, pode ser que a vida em planetas ao redor de estrelas jovens tenha sido aniquilada sem chegar a uma maturidade.

A conclusão dos pesquisadores é, a única maneira de encontrarmos uma resposta é continuarmos procurando por planetas parecidos com a Terra, e para isso, o Telescópio Espacial James Webb e o TESS terão um papel fundamental.

Fonte:



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Artigos:





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Paradoxo de Fermi:



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Live - 4 Anos do Curiosity em Marte:

Evento no Facebook:



Link no YouTube:



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Agradecimento aos Patrões:

Wilson Teixeira, Afonso Mendonça, Rafael dos Santos Rodrigues, Gilmar Colombo, Artur Mendonça, André Machado, Otávio Pereira de Almeida, Gustavo Pezzio Casagrande, Yuri Cardoso, José Nazareno Lima Barbosa, Eurides, Nicolas Silva Gomes, Caio Vinícius Silva Marques, Rosivelto Pimentel, Régis Araújo, Diego Magalhães do Nascimento, Fábio Campozana Carreiro, Marcelo Garcia, Renato Araújo, João Vitor Prado, Thiago Nunes

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Curiosidades da Super Lua - Space Today TV Ep.498

Fato 1 - A Super Lua Não Vai Destruir a Terra

Apesar de alguns sites estarem divulgando isso, não será o fim do mundo, e a Lua não irá destruir o nosso planeta. Não se desespere, a Lua no perigeu é algo normal e a diferença nem é tanta assim.

Fato 2 - A Super Lua Não Deixará Você Maluco

Muitos estudos já foram feitos e mostram que a Lua não afeta de forma alguma o comportamento humano, portanto fique tranquilo que ela não vai te deixar maluco, pode apreciar a vontade!!!

Fato 3 - As Super Luas Não São Iguais

A órbita da Lua ao redor da Terra é uma elipse, e isso faz com que a Lua esteja em pontos diferentes dessa elipse quando está na sua fase cheia, mesmo quando a fase cheia ocorre perto do perigeu, existe uma diferença de distância e isso faz com que cada Lua seja diferente da outra.

Fato 4 - As Luas Próximas do Verão São Maiores

A Terra está mais próxima do Sol nos meses de Dezembro, significando que a gravidade do Sol puxa a Lua para mais próximo do nosso planeta, por conta disso, sim as maiores super Luas acontecem no verão do hemisfério sul.

Fato 5 - As Super Luas Ficarão Menores

Sim, a Lua se afasta da Terra 3.8 cm por ano, assim com o passar de milhões de anos, não teremos mais super Luas. Só para vocês terem uma ideia, a Lua começou a uma distância de 22500 km da Terra, e hoje está na média a cerca de 380000 km.

Fato 6 - A Super Lua Acontece Todo Ano

Sim, todo ano temos esse fenômeno da Lua Cheia no perigeu, pelo menos uma vez, embora seja até mais frequente, entre 2 e 4 vezes por ano.

Ponto importante: A Lua não tem nada de super, os astrônomos nem gostam de usar esse termos, só usamos para facilitar e ilustrar a explicação, o termo correto é Lua Cheia do Perigeu.

Ponto Importante: Essa não é a Lua Cheia do Perigeu mais próxima da Terra nesse século, é apenas a sexta, a maior acontecerá em 2052, e outra tão próxima assim em 2034. Essa é sim a Lua Cheia do Perigeu mais próxima da Terra, desde 1948.

Aproveitem a Lua Cheia!!!

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O Projeto Genesis - Space Today TV Ep.421

Desde o anúncio da descoberta do exoplaneta Proxima b, uma grande discussão tomou conta de todo mundo que conversa algo seja de astronomia, biologia, ou da própria vida.

Seria o Proxima b habitável, será que poderíamos ir até lá e explorar esse exoplaneta, popular ele, transferir a humanidade para lá?

Pois bem, não é só você que pensa nessas coisas, os cientistas também. Não só pensam como existe até um projeto para isso, chamado Genesis.

A ideia desse projeto é transplantar a vida para exoplanetas que são intemitentemente habitáveis.

Normalmente, os exoplanetas que são identificados na zona habitável da estrela, não ficam nela por toda a órbita, as vezes chegam mais perto e as vezes vão para mais longe, tendo sua órbita variando entre os limites inferiores e superiores da zona habitável.

Isso faz com que em alguns momentos eles não sejam tão habitáveis assim, óbvio que tudo depende do período da órbita e de outros fatores.

Mas a ideia do projeto Genesis é essa, tentar cortar pelo menos uns 500 milhões de anos na evolução tradicional da vida num determinado lugar do universo.

O projeto pretende usar as nano naves do programa Starshot, colocar nelas células e um laboratório genético.

Ao chegar no exoplaneta, esse laboratório iria sintetizar organismos unicelulares para estabelecer uma ecosfera no planeta, o que subsequentemente poderia se desenvolver para formas complexas de vida.

De acordo com os pesquisadores, o projeto Genesis poderia entrar em operação dentro de algumas décadas.

Ele não traria nenhum benefício direto para as pessoas na Terra, mas com certeza seria um projeto magnífico.

Fonte:



Artigo:



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Estudo Mostra Que a Lua Já Teve Atmosfera - Space Today TV Ep.893

A Lua, o nosso único satélite natural guarda ainda muitos segredos, embora seja o objeto mais próximo da Terra, nós sabemos pouco sobre ele.

A sua origem ainda não é algo certo e como foi o passado do nosso satélite é algo que precisa ser desvendado aos poucos.

No passado muito distante, quando o interior da Lua ainda estava quente, gerando plumas magmáticas, o basalto surgia na superfície e fluía por centenas de quilômetros.

Depois de resfriar esses derramamentos basálticos formaram o que chamamos hoje de Mares.

Para a nossa sorte, algumas missões Apollo pousaram nesses mares e então temos amostras de rochas para serem estudadas.

Quando os pesquisadores analisaram essas rochas eles descobriram que esse magma carregava gases, como monóxido de carbono, enxofre e outros elementos voláteis.

Um trabalho recente mostrou que esses gases que vieram à superfície junto com o basalto se acumularam ao redor da Lua formando uma atmosfera. Isso mesmo, no passado a Lua teve uma atmosfera.

A atmosfera lunar teve sua maior espessura no pico de atividade vulcânica na Lua a cerca de 3.5 bilhões de anos atrás, e essa atmosfera persistiu por cerca de 70 milhões de anos antes de ser perdida para o espaço.

Os dois maiores eventos de liberação de gases ocorreu no momento em que os mares da serenidade e o imbrium eram preenchidos por basalto, o que aconteceu há 3.8 e 3.5 bilhòes de anos.

Isso muda completamente a visão que temos da Lua, de um corpo sem ar, sem nada, para um objeto que teve uma atmosfera considerável durante um bom tempo.

A implicação maior disso está no fato de que a quantidade de água que surigiu na superfície lunar foi muito grande, e essa água pode hoje estar aprisionada nas crateras lunares, não só água mas também outros elementos voláteis.

E isso pode servir como ar e combustível para futuros astronautas que explorarem a Lua, além de ajudar a abastecer naves para missões mais distantes.

Pesquisar a Lua é muito importante, entender o máximo sobre o nosso satélite natural é crucial e essas mudanças de paradigma podem guiar a próxima geração da exploração espacial.

Fonte:



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Grande Depósito de Gelo Descoberto em Marte - Space Today TV Ep.510

Quando você pensa em reservatório de água em Marte, intuitivamente deve vir à cabeça as calotas polares do Planeta Vermelho. Isso é fácil de perceber, porque é visível, está na superfície. Só lembre-se que toda essa água está congelada.

Porém, a sonda MRO mostrou que em latitudes intermediárias também existe muita água.

A sonda sobrevoou algumas vezes a região de Utopia Planitia, e usando um equipamento semelhante a um GPR, um instrumento de radar, capaz de penetrar na superfície do objeto e mostrar as camadas e as propriedades da subsuperfície, mostrou que existe um depósito com uma espessura variando de 80 a 170 metros composto de 50 a 85% de gelo de água misturado com poeira e partículas de rochas maiores.

Nessa latitude intermediária, a água não pode existir na superfície de Marte atualmente, devido à fina e seca atmosfera do planeta, ela sublima imediatamente.

O depósito de Utopia Planitia está protegido por um solo com espessura de 10 metros.

Provavelmente esse depósito se formou com o acúmulo de neve quando o eixo de Marte era mais inclinado do que hoje, nos últimos 120 mil anos, o eixo de Marte variou muito, os polos foram aquecidos, e o gelo derivou para as latitudes intermediárias.

Esse depósito de gelo é muito mais acessível que os depósitos nos polos, ele localiza-se numa área plana, onde eventualmente poderia pousar um foguete e os astronautas poderiam explorar esse gelo enterrado.

Como eu já falei, mas é bom lembrar, essa água está toda congelada, caso estivesse no estado líquido, ela poderia ser um lugar para que a vida possivelmente se desenvolvesse.

Não é por acaso que a sonda Viking 2 pousou em Utopia Planitia, não na mesma posição onde foram adquiridos os dados da MRO.

Na Terra existe um lugar parecido com esse, localizado no Ártico do Canadá, e isso é importante, pois quando temos análogos podemos avançar no nosso entendimento do que acontece em outro planeta.

Esse grande volume de gelo identificado é muito importante, pois é possível entender sobre a história marciana e identificar possíveis fontes para um uso futuro, além de podermos entender também como o clima evoluiu em Marte.

Fonte:



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Explorando o Ligeia Mare Em Titã - Space Today TV Ep.210

Das centenas de luas no nosso Sistema Solar, Titã é a única com uma densa atmosfera e com grandes reservatórios líquidos em sua superfície, fazendo dela de alguma forma muito parecida com um planeta terrestre.
A Terra e Titã possuem atmosferas dominadas por nitrogênio, no caso de Titã, mais de 95% de nitrogênio. Contudo, diferente da Terra, Titã tem pouco oxigênio, o resto da atmosfera é constituída na sua maior parte de metano e outros gases incluindo o etano. E nas temperaturas congelantes devido a grande distância que Titã está do Sol, o metano e o etano podem existir na forma líquida, na sua superfície.
Por essa razão, os cientistas têm por muito tempo especulado sobre a possível existência de lagos e mares de hidrocarbonetos em Titã, e os dados da missão Cassini-Huygens não decepcionaram as expectativas. Desde que chegou por lá em 2004, a sonda Cassini já revelou que mais de 1.6 milhão de quilômetros quadrados da superfície de Titã, ou seja, cerca de 2% de toda a superfície é coberta de líquido.
Existem três grandes lagos, todos eles localizados perto do polo norte do satélite, e circundados por lagos menores no hemisfério norte. Somente um grande lago foi encontrado no hemisfério sul de Titã.
A composição exata desses reservatórios líquidos permaneceu misteriosa até 2014, quando o radar da Cassini foi usado pela primeira vez para mostrar que o Ligeia Mare, o segundo maior mar de Titã e do tamanho do Lago Huron e do Lago Michigan juntos, é rico em metano. Um novo estudo publicado no Journal of Geophysical Research: Planets, que usou o radar em um modo diferente, confirmou o resultado de forma independente.
“Antes da Cassini, nós esperávamos descobrir que o Ligeia Mare seria na sua maior parte composto de etano, que seria produzido em abundância na atmosfera quando a luz do Sol quebra as moléculas de metano. Ao invés disso, esse mar é composto predominantemente de metano puro”, disse Alice Le Gall, um membro associado da equipe de radar no laboratório de pesquisa francês LATMOS em Paris, e principal autor do estudo.
Um número de explicações possíveis foi levantada para explicar o metano do Ligeia Mare, de acordo com Le Gall. “O Ligeia Mare pode ser renovado por uma chuva fresca de metano, ou algo pode estar removendo o etano dele. É possível que o etano se deposite no assoalho do lago, ou ele está fluindo para o mar adjacente, conhecido como Kraken Mare, mas para decidir isso, serão necessários novos dados”.
Na pesquisa os cientistas combinaram algumas observações de radar que indicam o calor emitido pelo Ligeia Mare. Eles também usaram dados de um experimento de 2013 que registrou sinais de rádio refletidos pelo Ligeia Mare. Os resultados desses experimentos foram apresentados num artigo de 2014 liderado por Marco Mastrogiuseppe da Universidade de Cornell, em Ithaca, Nova York, que também contribuiu para o estudo atual.
Na atmosfera de Titã, o nitrogênio e o metano reagem para produzir uma grande variedade de materiais orgânicos. Os cientistas acreditam que os materiais mais pesados caem na superfície. Le Gall e seus colegas pensam que quando esses compostos chegam no mar, ou caindo diretamente do ar, ou por chuva, ou por algum tipo de rio em Titã, alguns deles são dissolvidos em metano líquido. Os compostos insolúveis como as nitrilas e o benzeno, afundam e se depositam no assoalho oceânico.
O estudo também descobriu que a costa ao redor do Ligeia Mare pode ser porosa e inundada com hidrocarbonetos líquidos. Os dados foram adquiridos por um período entre o inverno e a primavera local, e os cientistas esperavam que como na Terra, o terreno sólido ao redor do mar se aquecesse mais rapidamente do que o mar.
“É maravilhoso estar fazendo exploração e oceanografia num mundo extraterrestre, ainda mais esse mundo sendo uma lua de um planeta”, disse Seteve Wall, vice-líder da equipe de radar da Cassini no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, na Califórnia. “Titã, não para de nos surpreender”.
Fonte:

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A Missão Lunar Brasileira Garatéa-L - Space Today TV Ep.518

Sinceramente eu pensei que não ia viver para anunciar o que vou anunciar agora, e é por isso que estou muito feliz.

O Brasil está prestes a ir para a Lua, literalmente!!!

Num esforço espetacular que uniu pesquisadores do INPE, do IRA, da USP, do LNLS e da PUC-RS, o Brasil desenvolveu um nanosatélite do tipo cubesat que será lançado até Dezembro de 2020 para realizar pesquisas na órbita lunar.

O nome do projeto é Garatéa-L e será lançado numa parceria entre duas empresas britânicas com as agências espaciais europeia, a ESA e a do Reino Unido, a UK Space Agency, como parte da missão Pathfinder.

O veículo lançador será o foguete indiano PSLV-C11.

Nesse lançamento, diversos cubesats serão levados para a órbita lunar a bordo de uma nave mãe e começarão as pesquisas.

O objetivo da missão Garatéa-L é entender como colônias de microorganismos vivos e moléculas de interesse biológico se comportam quando expostas durante meses à radiação cósmica.

Com isso será possível investigar o efeito em diferentes formas de vida.

Para se buscar vida fora da Terra, é preciso entender como a vida pode lidar e sobreviver ao ambiente hostil do espaço.

A astrobiologia é tão forte nessa missão que ela dá até o nome para ela, Garantéa-L significa busca vidas, em tupi-guarani e L, quer dizer Lunar.

Além disso, um instrumento a bordo fará medições dos níveis de radiação na órbita cislunar, o que será importante para as futuras missões de longo tempo no espaço, principalmente as missões tripuladas para MArte e para a própria Lua.

A Garatéa-L também estudará a Lua, ela vai ficar numa órbita polar altamente excêntrica, o que permitirá que ela colete imagens da Bacia Aitken localizada no lado afastado da Lua.

O custo estimado do projeto é de 35 milhões de reais, e essa verba já começou a ser levantada junto aos orgãos de fomento à pesquisa e patrocinadores privados.

A nave tem que estar pronta para voar até Setembro de 2019.

Com certeza o impacto de uma missão dessas será altamente positivo ainda mais num país carente de pesquisa espacial como o nosso.

A maior sorte do mundo para todos os envolvidos, especialmente para:

Lucas Fonseca - Diretor da missão Garatéa-L

Douglas Galante - Cientista Principal da missão Garatéa-L

Salvador Nogueira - Comunicação Social da missão Garatéa-L

Para tirarmos todas as dúvidas sobre a missão e conversarmos sobre o futuro da pesquisa espacial no Brasil, nessa quinta-feira, às 21:00 hora de Brasília faremos um hangout especial com os envolvidos na missão. Espero todos para conversarmos sobre essa importante missão espacial!!!

Live de quinta sobre a missão:



Canal Mensageiro Sideral do Salvador Nogueira:



Site da missão:



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Perseidas 2016 - Space Today TV Ep.380

Todo ano, nessa mesma época começa todo o frenezi pela chuva de meteoros dos Perseidas. Essa chuva de meteoros é causada pelos detritos do cometa 109P/Swift-Tutle deixados na órbita da Terra, quando o nosso planeta cruza essa região, temos a chuva de meteoros.

A chuva fica ativa de 17 de Julho até 26 de Agosto, e o pico acontece na madrugada entre os dias 11 e 12 de Agosto, ou seja, na madrugada de sexta-feira, pouco antes do Sol nascer.

Embora seja muito comentada, principalmente pela imprensa especializada dos EUA, para nós aqui no Brasil, a chuva dos Perseidas não é muito favorável. Em primeiro lugar, o radiante da chuva, na constelação de Perseus fica muito baixo no horizonte, atingindo uma altura melhor já perto do nascer do Sol. Esse ano, ainda temos a Lua para atrapalhar a visualização dos meteoros, e o horário do pico é às 10 da manhã, hora de Brasília, ou seja, tudo conspira para que ela não seja uma chuva muito prolífica.

Os prognósticos são de 150 a 200 meteoros por hora, mas em condições excelentes, com o radiante no zênite e em locais que estarão na madrugada perto da hora de pico. Esse ano, a região do Oceano Pacífico, Japão, China, Austrália.

Mesmo assim, se você quiser observar a chuva, escolha um lugar seguro e escuro, longe da poluição luminosa das cidades, pegue uma cadeira confortável de preferências aquelas que reclinam e fique olhando para o horizonte norte, caso você observe algum meteoro comente no vídeo!!!

Boa sorte a todos que irão observar a chuva de meteoros e fico no aguardo do relato de vocês.

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