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A Terra Ficará Travada Gravitacionalmente Com a Lua? - Space Today TV Ep.344

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A Terra Ficará Travada Gravitacionalmente Com a Lua? - Space Today TV Ep.344

No último vídeo do primata falante, o David explicou e explicou muito bem, o fato da Lua estar travada gravitacionalmente com a Terra, e por isso, é que sempre observamos o mesmo lado da Lua.

No final do vídeo ele pediu para que eu fizesse um vídeo explicando qual será o futuro do sistema Terra-Lua, nós vamos destravar, vamos se travar a Lua, o que acontecerá? E será que isso acontece antes do Sol se tornar uma gigante vermelha e engolir todos nós?

Vou tentar responder aqui, espero que gostem.

Basicamente, o movimento de rotação da Lua e o movimento de revolução da Lua ao redor da Terra, têm o mesmo período, duram cerca de 29 dias. Isso está totalmente explicado no vídeo do Primata Falante, quem quiser saber a história completa vai lá no vídeo dele e assiste.

O mais legal de tudo isso, é que essa situação se repete por todo o Sistema Solar.

Titã é travada gravitacionalmente com Saturno, Europa é gravitacionalmente travada com Júpiter e assim por diante.

Porém, existe um lugar, onde isso é levado ao extremo, em Plutão.

O sistema Plutão - Caronte, que alguns dizem seja um sistema binário, pois o centro de massa do sistema não está no corpo maior, é um sistema em que cada corpo está travado com o outro.

Isso significa que Plutão sempre mostra o mesmo hemisfério para Caronte, e Caronte sempre mostra o mesmo hemisfério para Plutão.

Porém, algumas outros satélites de Plutão não possuem essa característica como foi descoberto pela sonda New Horizons.

Será que isso, pode acontecer com a Terra e a Lua, será que algum dia a Terra estará travada com a Lua?

Como disse o Primata Falante, embora os dois corpos possam ser aproximados por uma esfera, existem pequenas variações nos dois corpos, o que cria um pequeno bojo, e esses bojos, na verdade agem como um sistema de freio, diminuindo a rotação da Terra.

Pelo fato da Terra ter 81 vezes a massa da Lua, ela é força dominante nessa interação.

No início do Sistema Solar, a Lua não era travada com a Terra, mas a gravidade da Terra foi parando a rotação da Lua e para compensar a perda de momento no sistema, a Lua foi se afastando da Terra, e hoje localiza-se em média a 380 mil km de distância.

Mas a Lua teve o mesmo impacto na Terra, a mesma força de maré faz com que a rotação da Terra diminua a cada ano, um pouco, e a Lua continua se afastando da Terra, 1 cm por ano, para compensar.

É difícil estimar quando, mas daqui a cerca de 50 bilhões de anos, o que vai acontecer é que a Terra ficará travada com a Lua, da mesma maneira que Plutão é travado com Caronte.

Isso é muito tempo, um tempo muito, mas muito maior além daquele em que o Sol se transformará numa gigante vermelha e englobará boa parte dos planetas.

Uma pergunta que recentemente tem surgido é: A Terra pode ficar gravitacionalmente travada com o Sol?

Os astrônomos descobriram alguns exoplanetas que possuem essa característica, mas eles estão muito próximos de suas estrelas, mais próximo do que Mercúrio está do Sol. Aqui no nosso Sistema Solar, os planetas como Vênus, MArte e Júpiter perturbam a nossa órbita o suficiente para não ficarmos travados com o Sol.

Então é isso, vamos esperar os 50 bilhões de anos, e ficaremos gravitacionalmente travados com a Lua.

Você tem mais questões curiosas sobre o Sistema Solar, deixe aí nos comentários!!!!

Vídeo do Primata Falante:



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A Rotação da Lua - Space Today TV Ep.1089

Uma grande questão que sempre é feita e uma discussão que sempre é levantada é se a Lua possui movimento de rotação.
Essa dúvida acontece pelo fato de sempre que olhamos para o nosso satélite natural observamos sempre a mesma face.

Mas sim, a Lua tem rotação, o que acontece é que a Lua leva, 27.322 dias para dar uma volta ao redor da Terra, e leva 27 dias para dar uma volta ao redor do próprio eixo, ou seja, a rotação da Lua e a translação dela ao redor da Terra duram quase que o mesmo tempo.

Os cientistas chamam isso de rotação síncrona.

O lado que é voltado para a Terra, é as vezes chamado de lado próximo, e o lado que não é voltado para a Terra é questão de discórdia, uns chamam de lado escuro, outros de oculto, então prefere-se chamar de lado distante.

Mas como a órbita da Lua ao redor da Terra não é um círculo perfeito, é uma elipse, tem momentos em que ela está mais perto da Terra e momentos em que está mais longe, nesses pontos sua velocidade de rotação altera um pouco e assim, podemos 8 graus do lado distante da Lua, quando está mais perto do lado leste e quando está mais longe do lado oeste.

Os cientistas dizem que a Lua está travada gravitacionalmente com a Terra, isso é algo muito comum e acontece não só no Sistema Solar, como também em muitos sistemas de exoplanetas.
Mas isso nem sempre foi assim e nem sempre será.

A Lua antes era bem mais perto da Terra, e aparecia bem maior no céu, lembrando que esse antes, significa milhões de anos atrás.
Devido a força de maré, e a interação gravitacional da Terra com a Lua, o nosso satélite está se afastando de nós a uma taxa de 3.8 cm por ano.

Vai chegar um momento em que a Lua não mais estará travada gravitacionalmente com a Terra, o problema que esse momento, coincide com o momento em que o Sol irá se transformar numa gigante vermelha e provavelmente a Terra não mais existirá, nem a Lua.

Devido a essa briga gravitacional da Terra e da Lua, isso afeta os relógios na Terra também. Pelo fato da Lua ir se afastando é preciso corrigir isso nos relógios.

Em 30 de Junho de 2012, um segundo extra foi adicionado ao relógios na Terra devido a esse fenômeno.

A grande questão sobre a rotação da Lua, é como ela pode girar, se ela não tem um núcleo ativo? Mas o que tem o núcleo a ver com isso?

Absolutamente nada. O núcleo ativo num planeta gera o campo magnético do planeta.

A rotação dos objetos no Sistema Solar se deve a um fenômeno físico conhecido como conservação do momento angular.
Isso está ligado à formação dos objetos que se formaram girando ao redor da protoestrela, depois da estrela, e esse momento precisa se manter.

O mesmo acontece com a Lua, que deve ter se formado por um choque de um objeto com a Terra, então entrou em rotação e por conservação do momento angular continuou girando.

Posteriormente, com a atuação da fricção entre a Terra e a Lua, a Lua entrou em rotação síncrona com a Terra e assim está até hoje.

Fonte:





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Surpresa!!! A Última Imagem da Rosetta - Space Today TV Ep.881

Vocês lembram da sonda Rosetta?

A sonda Rosetta da ESA, ficou 12 anos no espaço, e desses 12 anos, 2 deles explorando de perto o cometa 67P/churyumov-Gerasimenko.

A missão da sonda Rosetta terminou no dia 30 de Setembro de 2016 quando a sonda desceu e a pousou no cometa, numa região abrigando muitas cavidades.

No dia do fim da missão todos no mundo receberam a última imagem feita pela sonda Rosetta.

Porém, a sonda tinha uma última surpresa guardada para todos nós. Aquela que era considerada a última imagem, na verdade não era.

Como isso pode ter acontecido?

Os últimos dados enviados pela sonda Rosetta, foram enviados para a Terra em pacotes momentos antes da sonda tocar o cometa.

Esses pacotes de dados foram divididos em vários servidores.

Ao passar um software automático para a detecção das imagens, o software não foi capaz de identificar que em um dos servidores ainda tinha uma última imagem do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.

A câmera da sonda Rosetta não foi desenhada para fazer imagens tão próximas assim do cometa, por isso as últimas imagens aparecem meio que fora de foco.

A última imagem que se tinha do cometa 67P tinha sido feita entre 23.3 e 26.2 metros de distância da superfície.

Essa nova imagem encontrada nos arquivos da sonda foi feitna entre 17.9 e 21 metros.

A região onde a sonda Rosetta pousou é repleta de pequenos pedregulhos e aparenta ser uma região plana sem grandes acidentes geográficos na superfície do cometa 67P.

Com essa nova imagem, a posição em que a sonda pousou no cometa pode ser estimada com maior precisão.

Embora não tenha nenhuma grande aplicação científica foi uma grata supresa ter encontrado uma imagem como essa nos arquivos enviados nos últimos momentos de vida da Rosetta.

Fonte:



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A Terra E Seu Novo Companheiro de Viagem - Space Today TV Ep.910

No ano de 2016, os astrônomos descobriram um objeto que viaja junto com a Terra, à medida que o nosso planeta cumpre sua órbita ao redor do Sol.

Durante um tempo pensou-se que esse objeto seria na verdade um lixo espacial, algum pedaço de foguete que de vez em quando chegava perto da Terra, e então era avistado por grandes telescópios.

Essa semana está acontecendo em Utah, o congresso da divisão de ciência planetária e durante o congresso, um grupo de pesquisadores solucionou o problema.

O objeto, chamado de 2016 HO3 é na verdade um asteroide e não um lixo espacial.

Para chegar a essa conclusão eles usaram o Large Binocular Telescope, um dos maiores telescópios da Terra para fazer as observações.

O 2016 HO3 é um NEO, um Near Earth Object que mede cerca de 100 metros de diâmetro e enquanto orbita o Sol parece circular a Terra como um quasi-satélite.

Até hoje, somente 5 quasi-satélites foram descobertos e o que faz o 2016 HO3 especial é o fato dele ser o mais estável de todos até agora. Na escala de tempo de séculos ele se mantém entre 38 e 100 distâncias lunares da Terra.

Ainda usando o LBT, os pesquisadores conseguiram também medir o período de rotação do 2016 HO3, que é de 28 minutos.

Durante um ano, o asteroide passa cerca de metade do tempo mais perto do Sol do que da Terra, ele tem uma órbita um pouco inclinada, e além disso, sua órbita deriva, ele tenta fugir da Terra, mas a gravidade da Terra traz ele de volta, por isso essa variação de 38 a 100 vezes a distância da Terra a Lua. Com todas essas caracterísitas, é como se o pequeno asteroide estivesse numa dança com a Terra enquanto eles viajam ao redor do Sol.

Antes desse, outro asteroide, o 2003 YN107 também tinha um comportamento parecido, mas depois de um tempo se desgarrou e não mais se encontra na vizinhança da Terra.

A identificação desse objeto é importante para se testar as ferramentas que caçam os NEOs, que como sempre falamos aqui precisam ser monitorados, e além disso, na ideia de exploração de um asteroide, esse poderia ser um belo candidato.

Fonte:





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Space Today TV Ep.73 - Fobos - A Lua Condenada de Marte

As longas e rasas ondulações que aparecem alinhadas na superfície de Fobos são provavelmente sinais de falhas estruturais que irão no final destruir essa lua de Marte.
Orbitando a apenas 6000 quilômetros acima da superfície de Marte, Fobos está mais próximo do seu planeta do que qualquer outra lua no nosso Sistema Solar. A gravidade de Marte está agindo em Fobos, atraindo-a a cerca de 2 metros a cada século. Assim, os cientistas esperam que a lua será destruída em 30 a 50 milhões de anos.

“Nós acreditamos que Fobos já começou a se romper, e os primeiros sinais dessa ruptura é a produção dessas ondulações”, disse Terry Hurford do Goddard Space Center da NASA, em Greenbelt, Maryland.

As descobertas feitas por Hurford e seus colegas foram apresentadas no dia 10 de Novembro de 2015, no encontro anual da Divisão Planetária da Sociedade Astronômica Americana que aconteceu em National Harbor, Maryland.

As ondulações de Fobos eram pensadas anteriormente como sendo fraturas causadas pelo impacto que gerou a cratera Stickney. Essa colisão foi tão poderosa, que quase arrebentou com Fobos. Contudo, os cientistas eventualmente determinaram que as fraturas não irradiavam da cratera, mas sim de um ponto focal próximo.

Os pesquisadores mais recentemente, propuseram que as ondulações podem ser produzidas por muitos impactos menores de material ejetado de Marte. Mas as novas modelagens feitas por Hurford e seus colegas, suportam a visão que as ondulações são provavelmente marcas de tensão que ocorrem em Fobos que está sendo deformado pelas forças de marés.

A força gravitacional entre Marte e Fobos, produz essas forças de maré. A Terra e a Lua atraem uma a outra da mesma maneira, produzindo as marés nos oceanos e fazendo que tanto o planeta como a lua assumam uma forma achatada.

A mesma explicação foi proposta para as fraturas de Fobos, a décadas atrás, depois que as sondas Viking mandaram imagens para a Terra. Naquele tempo, contudo, acreditava-se que Fobos era um corpo totalmente sólido. Quando as forças de maré foram calculadas, a tensão resultante era muito fraca para fraturar a lua sólida daquele tamanho.

Atualmente, contudo, sabe-se que Fobos, pode ter o seu interior formado pelo empilhamento de material, circundado por uma camada de regolito com cerca de 100 metros de espessura.
Com o interior desse jeito, ele se distorce facilmente pois ele tem pouca resistência e força assim a camada externa a se reajustar. Os pesquisadores acreditam que a camada externa de Fobos se comporta elasticamente e gera a tensão, mas ela é fraca o suficiente de modo que esse stress pode causar a ruptura do satélite.

Tudo isso significa que as forças de maré estão agindo em Fobos podem produzir mais do que o stress suficiente para fraturas a sua superfície. As fraturas previstas por esse modelo se ajustam bem com as ondulações observadas. Essa explicação também se ajusta ao fato de se observar fraturas mais jovens do que outras, indicando que o processo ainda está em andamento.

O mesmo destino pode esperar mas terá a lua Tritão de Netuno, que também está vagarosamente caindo em direção ao planeta e apresenta a superfície também repleta de fraturas. O trabalho também tem explicções para a caça de exoplanetas.

“Nós não podemos fazer imagens diretas desses planetas distantes para saber o que está acontecendo, mas esse trabalho pode ajudar a entender esses sistemas, pois qualquer tipo de planeta caindo em direção a sua estrela se partirá da mesma maneira”, disse Hurford.

Fonte:



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Translação e rotação da Lua

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5 Anos Estudando o Cinturão de Van Allen - Space Today TV Ep.844

A NASA tem duas sondas que acabam de completar 5 anos estudando o Cinturão de Van Allen, o famoso cinturão de alta radiação ao redor da Terra, tão falado e comentado pelos conspiraiconistas. Entenda tudo nesse vídeo.

Fonte:



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Super Lua - Space Today Live

Fato Astronômico de 2016 Número 7 - Poluição Luminosa - Space Today TV Ep.547

Em 2016 tivemos uma triste constatação, estamos perdendo o nosso céu.

Em 2001, depois de uma pesquisa feita, chegou-se à conclusão de que 66% da população terrestre tinha um céu poluído artificilmente por luzes, e agora em 2016 esse número deu um salto, foi para 83%.

Os dados são do Novo Atlas da Poluição Luminosa, publicado em 10 de Juno na Science Advances.

Em países desenvolvidos como o EUA esse número é pior, 99% da população vive sob um céu que é poluído pela luz artificial.

Devido a isso, a Via Láctea não é visível para um terço da população da Terra.

A pesquisa foi feita ustilizando dados do Visible Infrared Imaging Radiometer Suite Day/Nught Band, dados precisos de brilho com CCDs modernas e novos dados do Sky Quality Meter.

Para quem vive nas grandes cidades isso pode nem fazer tanta diferença, pois já não se tem céu mesmo, mas quando você se afasta da cidade e observa um céu limpo, você sente a grande diferença.

Esse atlas irá servir para muitas pessoas das mais diferentes áreas e já está sendo considerado o estado da arte da poluição luminosa.

Vamos cuidar do nosso céu!!!

Agradecimento aos Patrões:

Marcelo Parraga, Wilson Teixeira, Ricardo Sampaio Salla, , Marcos Silveira, Rafael dos Santos Rodrigues, Gilmar Colombo, Artur Mendonça, Volnei dos Santos, Tiago Moretto, Otávio Pereira de Almeida, Yuri Cardoso, José Nazareno Lima Barbosa, Eurides, Nicolas Silva Gomes, Dian Rodrigues, Lourenço Portella, Oliver Alan, Rodrigo Frange, Francelio fabio de Freitas, Lizandro Menezes, Roberto Nobrega, Nicolas Françoso, Rosivetto Pimentel, Thiago Nunes

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Chegou a Hora de Colonizarmos o Sistema Solar? - Space Today TV News Ep.008

Estamos realmente vivendo um momento espetacular da era espacial, muitos países, muitas empresas entrando nessa indústria, nessa corrida, os desenvolvimentos tecnológicos avançando de maneira surpreendente, sondas explorando os confins do nosso Sistema Solar e o nosso conhecimento sobre a nossa vizinhança cósmica só aumentando. Com tudo isso em mente, pode surgir a pergunta, será que chegou o momento de colonizarmos o Sistema Solar?

Essa é uma questão que tem profundas consequências e raízes, seja política, econômica e até mesmo científica, porém, tenha certeza que muitas pessoas ao redor do mundo estão pensando nisso, e não são pessoas quaisquer, milionários como Elon Musk e Jeff Bezos e a própria agência espacial russa a ROSCOSMOS estão com essa ideia bem aflorada.

No dia 26 de Setembro de 2016 começa em Guadalajara no México um dos congressos mais esperados da área de astronáutica, o chamado International Astronautical Congress, nesse congresso, no dia 27, o CEO da SpaceX, Elon Musk irá fazer uma palestra, intitulada Making Humans a Multiplanetary Species, onde ele deve revelar os seus planos de colonizar o Planeta Vermelho, Marte. Essa é uma das palestras mais aguardadas do ano, pois desde o início de 2016, sabia-se que em Setembro ele iria falar sobre isso.

Além disso, recentemente, outro milionário, o Jeff Bezos, dono da Amazon e da empresa espacial Blue Origin, revelou a ideia de construir um foguete gigantesco, quase do tamanho do Saturno V e chamado de New Glenn. Qual a intenção de um foguete desses? A ideia do Bezos e colonizar o Sistema Solar e para isso é preciso um foguete muito poderoso, mais poderoso do que o Falcon Heavy, do que o Delta Heavy e quase tão poderoso quanto o Saturno V.

Se já não bastassem os milionários apresentando planos surpreendentes, a agência espacial russa, a ROSCOSMOS, anunciou também a sua ideia de colonizar a Lua em 2045. Depois de digamos perder a corrida espacial para os EUA na década de 60, quando os americanos pousaram o homem na Lua primeiro (pelo menos para aqueles que acreditam), a Rússia quer voltar com a corda toda para o nosso satélite, e não só pousar o homem e recolher algumas amostras, mas sim construir uma verdadeira colônia lunar.

Com tudo isso, veio a pergunta na minha cabeça, será que chegou então a hora de colonizarmos o nosso Sistema Solar, sairmos da Terra, nos estabelecermos em outros planetas? Quero a ajuda e a opinião de vocês, o que vocês acham, deixem nos comentários.

Fontes:







Link para assistir o IAC 2016:



Agradecimento aos Patrões:

Marcelo Parraga, Wilson Teixeira, Afonso Mendonça, Marcos Silveira, Rafael dos Santos Rodrigues, Gilmar Colombo, Artur Mendonça, André Machado, Gisele Guedes, Otávio Pereira de Almeida, Gustavo Pezzio Casagrande, Yuri Cardoso, José Nazareno Lima Barbosa, Eurides, Nicolas Silva Gomes, Caio Vinícius Silva Marques, Rosivelto Pimentel, Régis Araújo, Diego Magalhães do Nascimento, Fábio Campozana Carreiro, Marcelo Garcia, Renato Araújo, João Vitor Prado, Thiago Nunes, Marcos Annibale

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Os 40 Anos do Pouso da Viking Em Marte - Space Today TV Ep.342

Em 20 de Julho de 1976, 7 anos depois da Apollo 11 ter pousado na Lua, a primeira sonda pousou com sucesso no solo marciano, a Viking 1. A ambiciosa missão, para época, serviu para pavimentar o caminho da exploração do Planeta Vermelho, além de criar um grande entusiasmo sobre a exploração espacial como um todo.

As missões Viking consistiam cada uma, de um módulo orbital e de um módulo de pouso, e ambas tornaram-se as primeiras a obterem imagens de alta resolução da superfície marciana, caracterizar a estrutura e a composição da atmosfera e da superfície, e conduzir no local de pouso testes biológicos em busca de vida no planeta.

A Viking realizou as primeiras medidas da atmosfera e da superfície de Marte. Essas medidas até hoje continuam sendo analisadas e interpretadas. Os dados sugerem desde o início, que Marte, no passado era bem diferente do que ele é hoje. As sondas Viking realizaram pela primeira vez, com sucesso, as etapas de entrada na atmosfera, descida e pouso em Marte. Derivações do sistema de proteção térmico usado pelas Viking e seus paraquedas, têm sido usados em muitas das sondas que pousaram em Marte, desde então.

Para saber mais sobre a missão Viking:



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Um Modelo Para A Evolução da Lua - Space Today TV Ep.778

A Lua, embora seja o nosso único satélite natural, o objeto mais próximo da Terra, o maior no céu e que já foi visitado pelo homem, ainda guarda muitos segredos.

Sobre a formação existe mais ou menos um consenso de que um objeto com o tamanho aproximado de Marte se chocou com a Terra, bilhões de anos atrás.

E o material arrancado se transformou na Lua.

Mas o que aconteceu desde a sua formação até os dias atuais é um enorme mistério.

Para tentar entender esse período, os pesquisadores construíram um modelo da Lua baseado nas rochas trazidas de lá e em alguns modelos anteriores.

De acordo com esse modelo, a Lua seria coberta com um espesso oceano de rocha derretida.

Nesse cenário, átomos voláteis, como o sódio, teriam se vaporizado, formando uma atmosfera.

Mas devido a Lua estra travada com a Terra, a atmosfera seria diferente nos lados da Lua.

A face voltada para a Terra, teria perdido rapidamente a atmosfera devido ao calor do planeta.

A temperatura nos lados da Lua também seriam diferentes, e isso geraria fortes ventos, fortes o suficiente para gerarem ondas na superfície quente do oceano.

A Lua então esfriou, e rochas começaram a aparecer na superfície, quando mais esfriava, mais rocha aparecia, até que se formou uma crosta.

A atmosfera então se dissipou e o oceano solidificou.

Para que esse modelo ganhe força é preciso verificar nas rochas, principalmente aquelas localizadas na interface entre o lado voltado para a Terra e o lado não voltado para a Terra, a concentração de sódio, se isso for verificado o modelo ganha força e pode ser usado para um estudo mais completo do nosso satélite.

Para isso é importante novas missões para a Lua.

Fonte:



Artigo:



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O Asteroide Companheiro da Terra - Space Today TV Ep.290

No dia 27 de Abril de 2016, o telescópio de pesquisa de asteroides conhecido como Pan-STARRS 1 , localizado em Haleakala, no Havaí e operado pelo Instituto de Astronomia da Universiade do Havaí registrou pela primeira vez o asteroide 2016 HO3.O tamanho do asteroide ainda não foi definido, mas provavelmente está entre 40 e 100 metros.

Realizando os cálculos orbitais dos asteroides, os astrônomos tiveram uma surpresa, enquanto ele orbita o Sol, ele fica acompanhando constantemente a Terra.Ele está muito distante para ser considerado um satélite do nosso planeta, mas é o melhor e mais estável exemplo até o momento, de um companheiro próximo da Terra, ou de um quasi-satélite.

Não é a primeira vez que isso acontece, outro asteroide, o 2003 YN107 seguiu um padrão similar a esse a mais de 10 anos atrás, desde então ele partiu da nossa vizinhança.Pelos cálculos, porém, o 2016 HO3 parece ter estado nessa órbita estável por mais de um século e deve permanecer nela por muitos séculos ainda.

A órbita do asteroide é complexa, ele gasta metade do tempo mais perto do Sol do que da Terra, e passa na frente do nosso planeta, e a outra metade do tempo bem distante, passando atrás da Terra.

Além disso sua órbita também é um pouco inclinada, de modo que ele cruza o plano orbital da Terra, e ela deriva pra frente e para trás, numa verdadeira dança, praticamente ensaiada com o nosso planeta.

Todos os efeitos somados, ajudam a prevenir que o asteroide se aproxime muito da Terra, a menor distância é o equivalente a 38 vezes a distância da Terra a Lua.

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POR QUE A LUA PISCA PARA NÓS? | SPACE TODAY TV EP 1863

PARA SE INSCREVER NO EVENTO COMEMORATIVO DOS 50 ANOS DO HOMEM NA LUA QUE ACONTECERÁ EM SÃO PAULO EM 21 DE JULHO DE 2019 ACESSE:



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O primeiro registro de um brilho na Lua, de um flash, aconteceu no em 18 de Junho de 1178, e foi registrado em Canterbury, com a Lua bem jovem, logo depois do pôr-do-Sol.

Depois disso, muitos fenômenos parecidos foram registrados no nosso satélite, existe, atualmente dois catálogos de registros dos fenômenos, sendo que um deles aponta para 2254 eventos registrados desde o século sexto.

E no mínimo um terço dos fenômenos foram detectados na região do Platô de Aristachus.

Em 1960 a NASA criou o projeto Moon Blink para começar um registro sistemático dos eventos.

E no ano de 1968, o astrônomos Patrick Moore cunhou o termo Fenômeno Transiente Lunar, ou TLP, para esse tipo de evento que ocorria no nosso satélite.

Durante os anos 1990 e início dos anos 2000, sondas da missão Clementime e um novo projeto chamado Lunascam também registrou vários TLPs na Lua.

Como eu falo, a astronomia é totalmente dependente da evolução tecnológica, e com novos instrumentos e principalmente com câmeras mais sensíveis, o registro dos TLPs ficou algo mais corriqueiro.

Quem aqui não se lembra do TLP registrado durante o eclipse total da Lua em 20/21 de Janeiro de 2019, não é mesmo?

Mas agora, com a maior facilidade para registrar esses fenômenos, os astrônomos querem mais, eles querem entender de forma definitiva o que gera os TLPs.

Ou seja, por que a Lua pisca para nós?
Para entender isso, um grupo de pesquisadores resolveu instalar um telescópio dedicado exclusivamente para observar a Lua.

O telescópio possui duas câmeras, e o fenômeno só será considerado se as duas câmeras registrarem o flash da Lua.

O telescópio é alemão, mas está instalado na área rural de Sevilla na Espanha, pois o céu da Espanha é bem melhor que o da Alemanha.

O telescópio será operado de forma remota desde a Alemanha.

O sistema completo ainda não está pronto, pois o software que fará as detecções precisa ser refinado.

O software terá um papel crucial, pois através de uma inteligência artificial ele irá separar o que são fenômenos mundanos que acontecem na frente da Lua, como passagem de satélites, entre outros dos verdadeiros TLPs.

É mais ou menos o que acontece com a detecção de NEOs.

Quando o sistema estiver pronto, a ideia dos pesquisadores é tentar descobrir porque a Lua pisca.

Entre as causas podemos citar:

O choque de asteroides, meteoroides com a superfície lunar que geram os brilhos detectados.

Outra causa é o choque de partículas carregadas do Sol com determinadas regiões da Lua.

E, além disso, é possível que sismos lunares, ao deslocar parte do solo, faz com que gases sejam liberados causando os flashes.

Qual a característica de cada um, com que frequência ocorrem e onde, tudo isso deve ser respondido com esse novo trabalho.

Atualmente cresceu muito interesse para entender os TLPs, já que a partir de 2024 estaremos de volta a Lua, e dessa vez para ficar, e para ficar precisamos saber exatamente, como e porque esse fenômeno acontece.

#TLP #Lua

Fontes:





Lua se movendo em 1 minuto.

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A Atmosfera Ativa de Io - Space Today TV Ep.367

Júpiter esse ano ainda irá nos revelar muitas novidades, com a sonda Juno que se encontra lá, pertinho dele.

Mas, todo o sistema de Júpiter intriga os astrônomos aqui na Terra também, e em todo o sistema, alguns satélites do gigante gasoso chamam mais a atenção do que outros.

O que dizer de Europa com seu provável oceano em subsuperície onde muitos esperam encontrar vida, e o que falar de Ganimedes, o maior satélite do Sistema Solar.

Mas além desses, outro pequeno satélite chama muito a atenção de todos, Io, um mundo vulcânico, castigado por estar muito próximo de Júpiter, mas que também pode revelar surpresas.

Um novo estudo mostrou que o satélite Io de Júpiter, tem uma fina atmosfera que colapsa, quando o satélite está na sombra de Júpiter, condensando como gelo, esse estudo conclui que os eclipses diários que acontecem em Júpiter possuem efeitos congelantes em seus satélites.

Esse estudo marcou a primeira vez que esse fenômeno pôde ser observado diretamente, melhorando assim o nosso entendimento sobre um dos objetos mais geologicamente ativos do nosso Sistema Solar.

O estudo foi feito usando o telescópio de 8 metros Gemini Norte, no Havaí, através de um instrumento chamado Texas Echelon Cross Echelle Spectrograph, ou TEXES. Esse instrumento mede a atmosfera usando a radiação térmica e não a luz do Sol, e o Gemini tem a sensibilidade suficiente para registrar a assinatura da atmosfera de Io em colapso.

As observações foram feitas em duas noites do ano de 2013, quando o satélite Io estava a cerca de 675 milhões de quilômetros da Terra, em ambas as ocasiões pôde-se observar Io movendo-se na sombra de Júpiter por um período de cerca de 40 minutos antes e depois do início do eclipse.

A fina atmosfera de Io, consiste de dióxido de enxofre (SO2) que é emitido pelos vulcões, quando Io entra na sombra de Júpiter, a atmosfera colapsa enquanto o SO2 congela na superfície como gelo, quando o satélite sai da sombra, o gelo de SO2 é aquecido e sublima.

Assim, além de apresentar uma atividade geológica intensa, Io apresenta também uma atividade atmosférica frenética, já que ela é constantemente destruída e reparada de acordo com a dança do satélite ao redor do planeta.

A cada dia que passa vamos conhecendo melhor a nossa vizinhança cósmica!!!

Fonte:



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Qual o Destino da Terra Daqui a 5 Bilhões de Anos? - Space Today TV Ep.535

A Terra existirá daqui a 5 bilhões de anos?

Essa pergunta de certa forma atormenta a cabeça de muitos astrônomos, que tentam descobrir de alguma maneira qual será o futuro do nosso planeta e do Sistema Solar como um todo, quando o Sol morrer.

Basicamente, daqui a 5 bilhões de anos, o Sol irá crescer, se transformar numa estrela gigante vermelha, com um tamanho, mais de cem vezes maior que o tamanho atual.

O Sol também irá experimentar uma perda de massaa muito grande através de intensos ventos solares.

O fim da evolução, daqui a 7 bilhões de anos, o Sol será uma pequena anã branca, com o tamanho da Terra, mas com uma colher de seu material pesando 5 toneladas.

Essa metamorfose terá grande impacto nos planetas, por exemplo, Mercúrio e Vênus serão engolidos pela estrela gigante e destruídos.

Mas o destino da Terra ainda é incerto. Provavelmente a vida será destruída, mas e o planeta, continuará orbitando a anã branca?

Como descobrir isso, como estudar o futuro do nosso sistema planetário? Bem, a resposta direta, é, estudar uma estrela parecida com o Sol, que tenha um sistema planetário, mas que já esteja com a sua idade avançada, como se estivéssemos olhando para o futuro.

E um grupo de astrônomos fez exatamente isso, utilizou o ALMA para estudar a estrela conhecida como L2 Puppis, uma estrela que a 5 bilhões de anos atrás era bem parecida com o Sol.

A L2 Puppis, está localizada a 208 anos-luz de distância da Terra e tem 10 bilhões de anos de vida.

Ao estudar a estrela com o ALMA, os astrônomos descobriram que essa estrela perdeu cerca de 1/3 de sua massa durante a evolução, o mesmo que acontecerá com o Sol, e a uma distância de 300 milhões de km da estrela, aproximadamente o dobro da distância da Terra ao Sol, os astrônomos encontraram um objeto na órbita da anã branca, o que seria um objeto como a Terra daqui a 5 bilhões de anos.

O sistema da L2 Puppis representa um belo análogo para o nosso Sistema Solar, e entender as relações entre a L2 Puppis e esse planeta, trará com certeza um entendimento maior sobre o que acontecerá com o nosso sistema daqui a 5 bilhões de anos.

O destino da Terra, ainda é incerto, mas a resposta pode estar numa análise mais profunda e detalhada da L2 Puppis.

Fonte:



Artigo:



Super Lua no Astronomia Ao Vivo:



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DSCOVR Captura Lua Passando na Frente da Terra - Space Today TV Ep.332

Somente pela segunda vez em um ano, a câmera da NASA a bordo do satélite Deep Space Climate Observatory (DSCOVR) capturou o nosso satélite natural, a Lua passando em frente da Terra iluminada.

Pela segunda vez na vida do DSCOVR, a Lua passou entre a sonda e a Terra, disse Adam Szabo, cientista de projeto do DSCOVR no Goddard space Flight Center da NASA em Greenbelt, Mareyland. O projeto registrou o evento no dia 5 de Julho de 2016 com a mesma cadência e resolução espacial do primeiro registro ocorrido em 2015.

As imagens foram capturadas pela Earth Polychromatic Imaging Camera, ou EPIC, da NASA, uma câmera CCD de 4 megapixel e o telescópio no satélite DSCOVR, que orbita a Terra, a uma distância de 1.5 milhão de quilômetros. Dessa posição, entre a Terra e o Sol, o DSCOVR conduz sua missão primária que é a de monitoramento em tempo real do vento solar, para o National Oceanic and Atmospheric Administration, o NOAA.

A câmera EPIC, mantém uma visão constante da Terra, totalmente iluminada, enquanto ela gira, fornecendo assim observações científicas do ozônio, da vegetação, da cobertura de nuvens e da quantidade de aerossóis na atmosfera. A câmera EPIC está fornecendo uma série de imagens da Terra que permitem que seja capaz estudar as varições diárias em todo o globo.

Essas imagens foram feitas entre 00:50 e 4:18, do dia 5 de Julho de 2016, hora de Brasília, mostrando a Lua movendo-se sobre os oceanos Índico e Pacífico. O Polo Norte está na parte superior das imagens.

O DSCOVR está numa órbita ao redor do primeiro Ponto de Lagrange do conjunto Terra-Sol (onde a força gravitacional da Terra, é igual e em direção oposta ao do Sol), numa complexa trajetória não recorrente que muda de uma elipse para uma circunferência e vice e versa, trajetória essa chamada de Órbita de Lissajous. Isso mantém a nave entre 4 e 12 graus do plano Sol-Terra. Essa órbita intercepta a órbita lunar cerca de 4 vezes por ano. Porém, dependendo da fase orbital relativa da Lua e do DSCOVR, a Lua aparece entre a sonda e a Terra uma ou duas vezes por ano.

A última vez que a câmera EPIC capturou esse evento foi entre 16:50 e 20:45, do dia 16 de Julho de 2015, hora de Brasília.

As imagens em cor natural da Terra da EPIC são geradas pela combinação de três exposições separadas monocromáticas feitas pela câmera numa rápida sucessão. A EPIC faz uma série de 10 imagens usando diferentes filtros espectrais, do ultravioleta até o infravermelho, para produzir uma grande variedade de produtos científicos. Os canais vermelho, verde e azul são usados nessas imagens coloridas.

Combinando essas três imagens, feitas com 30 segundos de separação, à medida que a Lua se move, é possível ver um leve artefato da câmera no lado direito do satélite. Pelo fato da Lua estar se movendo em relação a Terra entre a primeira exposição (vermelho) e a última (verde), uma fino deslocamento em verde aparece no lado direito da Lua, quando as exposições são combinadas. Esse movimento lunar natural também produz um leve afastamento para o vermelho e para o azul no lado esquerdo da Lua nas imagens não alteradas.

Fonte:



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Explorando o Ligeia Mare Em Titã - Space Today TV Ep.210

Das centenas de luas no nosso Sistema Solar, Titã é a única com uma densa atmosfera e com grandes reservatórios líquidos em sua superfície, fazendo dela de alguma forma muito parecida com um planeta terrestre.
A Terra e Titã possuem atmosferas dominadas por nitrogênio, no caso de Titã, mais de 95% de nitrogênio. Contudo, diferente da Terra, Titã tem pouco oxigênio, o resto da atmosfera é constituída na sua maior parte de metano e outros gases incluindo o etano. E nas temperaturas congelantes devido a grande distância que Titã está do Sol, o metano e o etano podem existir na forma líquida, na sua superfície.
Por essa razão, os cientistas têm por muito tempo especulado sobre a possível existência de lagos e mares de hidrocarbonetos em Titã, e os dados da missão Cassini-Huygens não decepcionaram as expectativas. Desde que chegou por lá em 2004, a sonda Cassini já revelou que mais de 1.6 milhão de quilômetros quadrados da superfície de Titã, ou seja, cerca de 2% de toda a superfície é coberta de líquido.
Existem três grandes lagos, todos eles localizados perto do polo norte do satélite, e circundados por lagos menores no hemisfério norte. Somente um grande lago foi encontrado no hemisfério sul de Titã.
A composição exata desses reservatórios líquidos permaneceu misteriosa até 2014, quando o radar da Cassini foi usado pela primeira vez para mostrar que o Ligeia Mare, o segundo maior mar de Titã e do tamanho do Lago Huron e do Lago Michigan juntos, é rico em metano. Um novo estudo publicado no Journal of Geophysical Research: Planets, que usou o radar em um modo diferente, confirmou o resultado de forma independente.
“Antes da Cassini, nós esperávamos descobrir que o Ligeia Mare seria na sua maior parte composto de etano, que seria produzido em abundância na atmosfera quando a luz do Sol quebra as moléculas de metano. Ao invés disso, esse mar é composto predominantemente de metano puro”, disse Alice Le Gall, um membro associado da equipe de radar no laboratório de pesquisa francês LATMOS em Paris, e principal autor do estudo.
Um número de explicações possíveis foi levantada para explicar o metano do Ligeia Mare, de acordo com Le Gall. “O Ligeia Mare pode ser renovado por uma chuva fresca de metano, ou algo pode estar removendo o etano dele. É possível que o etano se deposite no assoalho do lago, ou ele está fluindo para o mar adjacente, conhecido como Kraken Mare, mas para decidir isso, serão necessários novos dados”.
Na pesquisa os cientistas combinaram algumas observações de radar que indicam o calor emitido pelo Ligeia Mare. Eles também usaram dados de um experimento de 2013 que registrou sinais de rádio refletidos pelo Ligeia Mare. Os resultados desses experimentos foram apresentados num artigo de 2014 liderado por Marco Mastrogiuseppe da Universidade de Cornell, em Ithaca, Nova York, que também contribuiu para o estudo atual.
Na atmosfera de Titã, o nitrogênio e o metano reagem para produzir uma grande variedade de materiais orgânicos. Os cientistas acreditam que os materiais mais pesados caem na superfície. Le Gall e seus colegas pensam que quando esses compostos chegam no mar, ou caindo diretamente do ar, ou por chuva, ou por algum tipo de rio em Titã, alguns deles são dissolvidos em metano líquido. Os compostos insolúveis como as nitrilas e o benzeno, afundam e se depositam no assoalho oceânico.
O estudo também descobriu que a costa ao redor do Ligeia Mare pode ser porosa e inundada com hidrocarbonetos líquidos. Os dados foram adquiridos por um período entre o inverno e a primavera local, e os cientistas esperavam que como na Terra, o terreno sólido ao redor do mar se aquecesse mais rapidamente do que o mar.
“É maravilhoso estar fazendo exploração e oceanografia num mundo extraterrestre, ainda mais esse mundo sendo uma lua de um planeta”, disse Seteve Wall, vice-líder da equipe de radar da Cassini no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, na Califórnia. “Titã, não para de nos surpreender”.
Fonte:

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Planeta 9 Nocauteou o Sistema Solar? - Space Today TV Ep.365

Faz tempo que não falamos do Planeta 9, será que vocês ainda lembram dele?

Em janeiro de 2016 foi sugerido a existência de um novo planeta no Sistema Solar, esse planeta já passou por inúmeras simulações e até já sugeriram que ele seria um exoplaneta sequestrado pelo Sol de outra estrela.

Enquanto o Planeta 9 não pode ser observado diretamente, só nos resta brincarmos com simulações computacionais, simulações aliás que podem ser importantes até mesmo para solucionar outros mistérios do nosso Sistema Solar.

Todos os 8 planetas do nosso sistema orbitam o Sol, basicamente no mesmo plano.Mas um mistério tem intrigado os cientistas por muito tempo, o eixo do Sol é inclinado cerca de 7.25 graus com relação ao eixo perpendicular do plano orbital dos planetas.

Isso é estranho porque de acordo com os modelos de formação planetária eles teriam que estar no mesmo plano de inclinação da estrela mãe. Assim, usando a hipótese da existência do Planeta Nove e rodando simulações, pesquisadores chegaram a conclusão de que o Planeta Nove pode ter tirado o Sistema Solar do lugar.

Os cientistas alimentaram os modelos computacionais com os parâmetros esperados para o Planeta Nove.

E de acordo com os resultados, a inclinação significativa do Planeta Nove poderia sim ter inclinado as coisas no nosso sistema, afetando não só os corpos distantes, como os planetas gigantes e os planetas próximos do Sol.

A conclusão da equipe foi que usando um modelo analítico para interações seculares entre o Planeta Nove e os outros planetas, um planeta com os parâmetros semelhantes poderia gerar a obliquidade observada bem como a posição específica do polo do eixo de rotação do Sol.

Assim, um mistério ainda não resolvido, a existência do Planeta Nove, pode ajudar a resolver outro mistério sem solução.

Fonte:



Artigo:



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