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Space Today TV Ep.107 - Evidências de Um Planeta Gigante no Sistema Solar

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Space Today TV Ep.107 - Evidências de Um Planeta Gigante no Sistema Solar

- O Sistema Solar realmente nos surpreende a muitos séculos. A 1000 anos atrás os observadores do céu conheciam seis planetas, Mercúrio, Vênus, Terra, MArte, Júpiter e Saturno.

- Graças a invenção do telescópio Urano foi descoberto em 1781, e devido a algumas discrepâncias na sua órbita, outro objeto também foi descoberto, o planeta Netuno.

- Nos anos 30 Plutão foi descoberto e ficou classificado como planeta até o ano de 2006, quando, devido a uma redefinição do termo planeta, Plutão foi reclassificado como planeta anão. Desde então muito se tem discutido sobre a possibilidade do Sistema Solar ter outro, ou outros planetas.

- Nesse dia 20 de Janeiro de 2016, dois astrônomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Constantin Batygin e Mike Brown, anunciaram num artigo publicado no The Astronomical Journal, que eles encontraram fortes evidências para a existência de um nono planeta no Sistema Solar, com um tamanho aproximadamente igual a NEtuno e que orbita o Sol a cada 15000 anos. A descoberta ainda não foi confirmada observacionalmente, mas os cálculos e simulações feitas pelos astrônomos indicam que esse objeto deve mesmo existir.

- Os cientistas inferiram a existência desse planeta estudando a órbita de seis objetos do cinturão de Kuiper, os chamados KBOs, e concluíram que existia somente uma chance em 15000, ou seja, 0.007% de probabilidade de ser coincidência o fato da órbita desses objetos se aglomerarem da maneira como são.

- Para chegar a essa configuração é necessário a existência de um planeta com massa 10 vezes a massa da Terra, para que as órbitas fossem inclinadas como são em relação ao plano do Sistema Solar e também fossem estranhamente elípticas.

- A órbita do planeta inferido também é muito inclinada e com uma excentricidade muito grande. O ponto mais próximo do planeta com relação ao Sol fica sete vezes mais distante do que Netuno, ou 200 Unidades Astronômicas, além disso o planeta inferido tem seu ponto mais distante entre 600 e 1200 Unidades Astronômicas, ou seja, algo bem além do que o Cinturão de Kuiper, a região dominada por pequenos mundos congelados e que começa na borda de Netuno a cerca de 30 UA do Sol.

- Além de Eris, muitos outros mundos foram descobertos nos confins do Sistema Solar. Sedna, foi um desses objetos, e até pouco tempo era considerado como sendo o responsável pelas alterações na órbita de NEtuno.

- Um problema contra a hipótese dos cientistas, é que não existem observações desse planeta, nem mesmo o WISE que vasculha o céu com precisão em comprimentos de onda específicos para buscar objetos frios e distantes do Sol conseguiu encontrar alguma coisa. O que, de acordo com os cientistas da descoberta mostra que o Planeta X ainda está no limbo e fora do campo de visão do WISE.

- Os astrônomos têm boas pistas de onde procurar, e agora, com essa forte evidência anunciada, irão voltar os grandes telescópios do mundo, como o Telescópio Subaru no Havaí para a região do céu onde eles acreditam que o Planeta X deve estar e começar a fazer uma cuidadosa e delicada campanha de observação.

- Só nos resta mais uma vez esperar pelas observações e pela confirmação visual desse Planeta, para podermos novamente reescrevermos os livros de astronomia, no capítulo sobre o Sistema Solar. É uma descoberta realmente sensacional, e faz com que possamos testemunhar essa grande fase que vivemos na astronomia.

- O que vocês acham, os astrônomos conseguiram observar e confirmar a existência do Planeta X? Deixem nos comentários.

Fontes:
















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TSUNAMI CÓSMICO PODERIA EXPLICAR O PLANETA 9 | SPACE TODAY TV EP.1731

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Existe uma hipótese sobre a existência do Planeta 9, que diz que ele pode ter sido um planeta capturado, pelo nosso sistema, quando uma estrela passou perto do Sistema Solar.

Não só o Planeta 9, mas até mesmo o comportamento estranho de objetos no Cinturão de Kuiper e na Nuvem de Oort também poderiam estar ligados a um evento desse tipo.

A questão é, será que a aproximação de uma estrela poderia mesmo remodelar toda a parte externa de um sistema planetário como o nosso?

Responder essa pergunta não é algo fácil, pois o nosso sistema não possui tantas pistas assim, para que se possa fazer esse tipo de análise.

Mas alguns sistemas de exoplanetas podem sim ter a resposta para essa pergunta.

Uma característica de alguns sistemas planetários é apresentar planetas desalinhados, planetas esses que provavelmente sofreram algum efeito devido ao encontro de suas estrelas com outras.

Um grupo de pesquisadores, tentando encontrar evidências desses efeitos, esses verdadeiros tsunamis cósmicos, resolveram observar o sistema estelar HD 106906, ao redor dessa estrela temos o exoplaneta HD 106906b, que tem 11 vezes a massa de Júpiter e está a 738 vezes mais distante da estrela do que a Terra está do Sol.

Nesse caso, o exoplaneta pode ser observado diretamente, e com imagens feitas com a Gemini Planet imager, do Telescópio Gemini, os astrônomos descobriram que a estrela possui um cinturão de cometas deslocado e o planeta também tem um alinhamento assimétrico com o disco, indicando que algo perturbou o sistema.

Para saber o que aconteceu, os astrônomos usaram os dados da missão Gaia, da ESA, que mede com precisão parâmetros de estrelas, entre eles, o movimento e a posição.

Com isso, os astrônomos podem rebobinar o filme e com isso descobriram que cerca de 461 estrelas estavam localizadas no mesmo aglomerado da HD 106906 e que a cerca de 3 milhões de anos atrás um sistema binário se aproximou da estrela.

E essa aproximação pode ter dado início a uma sucessão de perturbações, que fez com que o planeta fosse expulso de um sistema e ficasse estável na órbita de outro.

O que fortalece essa hipótese é que o ângulo com o qual o sistema se aproxima é o mesmo no que o planeta se encontra.

Isso pode muito bem ter acontecido na infância do nosso Sistema Solar, e nesse processo o hipotético Planeta 9 pode ter sido expulso de um sistema e capturado pelo nosso.

Isso explicaria também a nuvem de Oort e poderia até ajudar a explicar o Oumuamua.

Os pesquisadores estão esperando o novo catálogo da missão Gaia para continuar os estudos e podem até mesmo estender esses estudos para o nosso Sistema Solar.

Vamos aguardar, mas parece ser uma explicação interessante para alguns mistérios que circundam o nosso sistema planetário.

#Planeta9

Fontes:





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Space Today TV Ep.185 - Mais Teorias Sobre o Planeta 9

Mais novidades sobre o Planeta 9. Vocês lembram do Planeta 9, certo, aquele provável planeta que teve evidências descobertas por Mike Brown e Konstantin Batygin em Janeiro de 2016. Até aí tudo bem. Vocês também se lembram que semana passada eu trouxe um vídeo rápido falando que um novo objeto do Cinturão de Kuiper foi descoberto e que ele estaria na posição em que o Planeta Nove deveria estar. Mas como o nome da hora é o Planeta 9, hoje trago outra notícia para vocês.

Dessa vez, um cientista, chamado Alexander Mustfill do Observatório Lund na Suécia propôs que o Planeta 9 na verdade é um exoplaneta capturado pelo Sol. O que não é algo tão improvável assim, visto que o Sol nasceu num aglomerado estelar relativamente grande com 1000 ou até mesmo 10000 estrelas. E essas estrelas muitas delas com planetas passam próximas uma das outras proporcionando que uma estrela eventualmente capture o planeta da outra.

O astrônomo e a sua equipe rodou simulações computacionais de encontros entre o sistema solar e outros sistemas estelares e chegou a conclusão de que existia uma chance de 50% do Sol ter capturado um exoplaneta.

Porém, essa probabilidade cai drasticamente quando os cientistas inserem nas suas simulações sistemas planetários com planetas com órbitas extremas. Além disso, as simulações só funcionam se o planeta capturado for exatamente o Planeta 9. Com tudo isso, os próprios cientistas dizem que a probabilidade do Planeta 9 ser um exoplaneta é de 0.1 a 2%.

Baixa a probabilidade, não? Será mesmo?

Bem, para vermos se é baixa mesmo, não podemos analisar o número absoluto e sim em comparação com as outras hipóteses. Por exemplo, a probabilidade para que a existência do Planeta 9 seja totalmente aleatória é de apenas 0.007%, ou seja, a chance dele ser um exoplaneta é de 15 a 300 vezes maior do que o cenário aleatório.

Mas como ninguém viu o Planeta 9 ainda, existem outras teorias.

Uma delas é que o Planeta 9 seja um planeta exilado do Sol. De forma rápida, pode ser que esse planeta tenha se formado perto do Sol durante a formação do Sistema Solar e então ele foi expulso para a periferia do nosso sistema. Essa teoria é aplicada a outros sistemas planetários onde ela funciona muito bem e essa pode ser a origem do Planeta 9.

Além disso, existe ainda uma última opção, a que o Planeta 9 se formou onde ele se encontra hoje. Embora essa ideia desafie um pouco as teorias de formação do Sistema Solar, onde na periferia exista menos material para formar um planeta, alguns pesquisadores dizem que nessa região existe rochas congeladas o suficiente para que fossem aglutinadas e formassem um planeta como o Planeta 9.

Todos dizem que é prematuro ainda dizer como aconteceu sua formação e até mesmo o que é o Planeta 9. Para que tudo seja confirmado teremos que observar o Planeta 9.

Fontes:







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Artigos:







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Vídeo do canal Assombrado:



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Simulação Sugere Vida em Titã Não Baseada em Água - Space Today TV Ep.324

Ah, a vida!!! Estamos loucos atrás dela em outros lugares do universo, não é mesmo?

Sempre que eu falo de vida aqui, falo que estamos procurando ela como nós a conhecemos, baseada na água, carbono, etc...

Muitas vezes o pessoal escreve nos comentários que podem existir vidas de outros jeitos e isso parece que é verdade!!!

Muitos cientistas, por exemplo, defendem que a vida não necessariamente precisa existir na chamada Zona Habitável de estrelas, ou seja, a região onde a água existe na superfície em estado líquido.

Esses cientistas defendem que existem evidências de que algumas reações químicas poderiam levar a tipos de vida onde não existe água, de modo que ela poderia existir tranquilamente fora da chamada Goldlock Zone.

Para a vida acontecer nesses locais algum tipo de ação deve estar acontecendo, e para entender isso, os pesquisadores escolheram um mundo no nosso Sistema Solar para ser estudado, um mundo que além da Terra é o único onde acontece erosão e digamos chuva por meio do movimento de um líquido.

E esse mundo é Titã, o satélite de Saturno.

Se a água existir em Titã, primeiro ela estará armazenada em locais muito profundos do satélite, e segundo, Titã é um local muito frio para a água existir em estado líquido.

Quando Titã foi visitada pela sonda Huygens, os pesquisadores descobriram que em sua superfície existe cianeto de hidrogênio, esse composto é trazido para a superfície por meio de chuvas de metano e etano que varrem o satélite.

Com esses dados em mãos, os cientistas então criaram simulações computacionais para ver se essas moléculas poderiam formar a base das reações que levariam à criação de polímeros como a polimina, que por sua vez levariam à formação de reações prebióticas e que por fim levariam à vida.

O resultado das simulações mostrou que sim, essas reações são possíveis de acontecer e que a estrutura formada seria capaz de absorver a luz do Sol nos comprimentos de onda presentes na superfície de Titã.

Com isso, os pesquisadores, baseados também em outros trabalhos querem sugerir a visita de uma nova nave a Titã, com o objetivo claro de testar a existência desse tipo diferente de vida ou no mínimo encontrar os precursores desse tipo de vida.

A vida é algo que sempre meche com todos nós, saber da possibilidade de outro tipo de vida é algo realmente sensacional, vamos acompanhar o desenvolvimento desses trabalhos e continuar nossa incessante busca por vida fora da Terra.

Vou deixar o link para o artigo onde a pesquisa foi apresentado, para saber a fundo como toda a pesquisa foi desenvolvida consultem o artigo, está em pdf.

Fontes:





Artigo:



Link para a live do lançamento da Soyuz:



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Análise das Últimas Imagens de Plutão 29/04/2016 - Space Today TV Ep.214

A equipe de ciência da New Horizons da NASA produziu um mapa global de Plutão atualizado. O mapa inclui imagens obtidas da superfície do planeta anão entre os dias 7 e 14 de Julho de 2015, com uma resolução variando de 30 km (para as regiões voltadas para Caronte) a 235 metros (para as regiões voltadas diretamente para a sonda New Horizons). As imagens mais recentes usadas nesse mapa global chegaram na Terra no dia 25 de Abril de 2016.

Além do mapa global uma nova imagem da Planície Sputnik em Plutão foi gerada utilizando um atributo conhecido como atributo de relevo, que pode ser iluminado artificialmente de qualquer posição e mostra as feições topográficas da região onde ele é aplicado. Com essa nova imagem, por exemplo, foi possível definir que a Planície Sputnik, em média, é cerca de 3 km mais profunda do que o terreno ao seu redor.

Nesse vídeo vamos analisar alguns detalhes dessas novas imagens.

Fonte:





Crateras com Halos:



Fraturas em Forma de Aranha:



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Space Today TV Ep.113 - As 10 Maiores Estrelas do Universo

- Alguns pontos importantes sobre a lista das 10 maiores estrelas do universo:

- 1 - Todas as estrelas aqui listadas tiveram seu tamanho comparado ao raio do Sol que é de aproximadamente 695500 quilômetros.

- 2 - Existem muitas incertezas na determinação do tamanho de determinadas estrelas, pois elas podem ser estrelas variáveis, podem ser estrelas ainda mergulhadas num disco de poeira e todas essas variáveis prejudicam a medição precisa do tamanho. Provavelmente você encontrará listas que divergem um pouco dessa, não nas estrelas, mas mais provavelmente na colocação delas, essa divergência surge dessas incertezas.

- 3 - Existem razões teóricas para se esperar que nenhuma estrela na Via Láctea seja maior do que aproximadamente 1500 vezes o raio do Sol, com base nos modelos de evolução estelar e na Zona de Instabilidade Hayashi. O limite exato depende da metalicidade da estrela, assim, por exemplo, estrelas do tipo super-gigantes nas Nuvens de Magalhães possuem limites levemente diferente de temperatura e luminosidade. Estrelas que excedem esse limite são vistas passando por grandes erupções e mudam o seu tipo espectral no intervalo de poucos meses.

- Por todos esses pontos a pesquisa não é fácil de ser feita, e por esse motivo também a lista não é completa e nem definitiva, ela pode sofrer alterações.

- Outro ponto importante, a lista não leva em conta a luminosidade, e nem o brilho aparente das estrelas, essas seriam outras listas que deveriam ser construídas.

As 10 Maiores Estrelas do Universo são:

1 - UY Scuti - 1708 x Raio Solar
2 - NML Cygni - 1642 x Raio Solar
3 - RW Cepehei - 1636 x Raio Solar
4 - WOH G64 - 1540 x Raio Solar
5 - Westerlund 1-26 - 1530 x Raio Solar
6 - VX Sagittarii - 1520 x Raio Solar
7 - VV Cephei A - 1500 x Raio Solar
8 - VY Canis MAjoris - 1420 x Raio Solar
9 - KY Cygni - 1420 x Raio Solar
10 - AH Scorpii - 1411 x Raio Solar

Fontes:














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E Esse Tal de Vulcano? - Space Today TV Ep.865

Quer dizer que do nada inventaram um novo planeta para o Sistema Solar? A internet não para de me surpreender.

Vamos entender essa história do Vulcano, o hipotético planeta existente entre o Sol e Mercúrio.

Primeiro, eu queria entender por que isso voltou a ser falado, então fui pesquisar e descobri o seguinte.

Esse papo de Vulcano voltou a ser falado, pois no dia 12 de Setembro de 1859, foi a data em que um cientista francês chamado Urbain le Verrier publicou o artigo original propondo a existência desse planeta. Então, no dia 12 de Setembro o site da revista Smithsonian fez uma menção a isso, para comemorar o aniversário.

Mas como no Brasil tudo é atrasado, essa semana não sei por que começaram a falar disso. Mas isso é coisa do G1, BBC, etc...ou seja, falam sem contar de onde veio a origem da história.

A história de maneira resumida é a seguinte.

Em 1840, Fraçois Arago diretor do Observatório de Paris sugeriu ao matemático francês Urbain Le Verrier que trabalhasse na órbita de Mercúrio ao redor do Sol.

Isso foi proposto a ele, pois pouco antes, ele havia trabalhado na órbita de Urano, e tinha descoberto algumsa alterações na órbita que acabaram resultando na descoberta de Netuno.

Le Verrier tentou observar alterações na órbita de Mercúrio durante um trânsito mas foi em vão.

Depois resolveu estudar melhor a órbita do planeta, e em 1859 publicou um artigo sobres isso.

Usando uma série de observações meridianas, bem como dados de 14 trânsitos, ele concluiu que durante sua órbita ao redor do Sol, o periélio de Mercúrio avançava um pouco, o que fazia com que as previsões da posição do planeta ficassem erradas. Esse avanço é chamado de precessão do periélio. O fenômeno é previsto pela mecânica clássica, mas o valor observado divergia do valor previsto por 43 arcos de segundo por século.

Le Verrier então postulou que o excesso de precessão era explicado pela presença de um pequeno planeta entre Mercúrio e o Sol, planeta esse que recebeu o nome de Vulcano em homenagem ao Deus romano do fogo.

como Le Verrier tinha uma certa credibilidade pela descoberta de Netuno, todos os astrônomos ao redor do mundo tentaram de todas as maneiras observar Vulcano.

Foram inúmeras as tentativas, mas nada chegava a um resultado conclusivo.

LE Verrier morreu em 1877 convencido de que havia descoberto um novo planeta no Sistema Solar

O tempo passou, e em 1915, a Teoria da Relatividade de Albert Einstein surgiu para dar uma agitada no mundo, ela dava um entendimento diferente para a gravidade, se comparado com a mecânica clássica e com isso, o problema de Vulcano foi resolvido.

As equações de Einstein conseguiram prever com precisão o avanço do periélio de Mercúrio, sem a necessidade de se colocar entre o Sol e Mercúrio um novo planeta.

A teoria de Einstein modificava a órbita de todos os planetas, mas a diferença com a teoria de Newton, caia rapidamente com a distância do Sol, assim nos outros planetas não se tem diferença.

Além disso, em Mercúrio que tem uma órbita mais excêntrica do que a de Vênus e a da Terra, que são quase circulares, o desvio no periélio é mais fácil de ser identificado.

E assim a ideia de Vulcano desapareceu.

Foi errada? Não, não foi, lembre-se que o Planeta 9 está sendo proposto com base num alinhamento de objetos do cinturão de Kuiper, a qualquer momento pode surgir uma teoria que explique esse alinhamento sem a presença do Planeta 9, e a ciência é assim, vai evoluindo, vai se corrigindo e está tudo bem.

Fontes:















Identificado possível nono planeta do Sistema Solar

Cientistas americanos acreditam ter descoberto um novo planeta, até então desconhecido. O gigante foi batizado de Planeta Nove.

Será Que Um Cometa Se Chocou Com a Terra em 10950 a.C.? - Space Today TV Ep.690

Que tal misturar um pouco de arqueologia com astronomia?

Bem, mas bem antes de existir a internet para divulgar os acontecimentos astronômicos, e até mesmo o papel, os seres humanos que viveram a milhares de anos atrás, escreviam suas observações nas rochas.

São conhecidas inúmeras pinturas rupestres que relacionam eventos celestes, como a própria supernova do caranguejo, escrita e descrita em rochas pelo povo chinês.

A ciência que integra estudos arqueológicos com eventos astronômicos, recebe o nome de arqueoastronomia.

E recentemente, um grupo de pesquisadores descobriu evidências cravadas em rochas de que um evento astronômico catastrófico oscorreu na Terra há muito tempo atrás.

Antes das evidências arqueológicas, a análise de amostras retiradas na Groenlândia sugeriam que um cometa havia se chocado com a Terra, e isso levou nosso planeta a experimentar um período de 1000 de congelamento.

Outras evidências sugerem que devido a esse resfriamento do nosso planeta, grupos de pessoas começaram a se juntar, migrar e deram início a uma agricultura bem desenvolvida.

Agora, recentemente, um grupo de pesquisadores, descobriu no chamado Gobekli Tepe, um pilar de rocha com escritos que se alinham perfeitamente com o choque de um cometa na Terra em 10950 a.C.

O pilar contém inscrições que parecem documentar o evento devastador, provavelmente o choque de um cometa ou de resquícios de um cometa na Terra, que causou um impacto ambiental ao redor do globo e a possível perda de vidas.

Os pesquisadores levaram as inscrições para um computador onde analisarama provável relação dos desenhos com constelações, e isso deu certo, revelando fortes relaçòes entre os carácteres encontrados no pilar e os símbolos astronômicos que estavam no céu em 10950 a.c.

Como as pessoas levaram um certo tempo para criar os símbolos no pilar , isso sugere que algo muito importante aconteceu durante o mesmo período de tempo que as amostras de gelo da Groenlândia, sugerem.

talvez, o choque de um cometa com a Terra em 10890 a.C.

Os pesquisadores analisaram também que esse evento pode ter alterado até o eixo de rotação da Terra.

é um tema muito interessante, e é através da arqueoastronomia que é possível com base no passado entender um pouco do presente e quem sabe até prever o futuro.

fonte:



Artigo:



SciCast Sobre Astronomia Amadora:



Oposição de Vesta:





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Space Today TV Ep.100 - A Conjunção de Vênus e Saturno em 9 de Janeiro de 2016

Você notou que a cada dia o brilhante planeta Vênus está se aproximando (em distância angular) do planeta Saturno, observado da Terra nos finais da madrugada.

Vênus é o ponto bem brilhante, com magnitude -4 e Saturno o ponto menos brilhante com magnitude +0,5.

No dia 9 de janeiro, os planetas estarão separados por somente 0,9º em distância angular (praticamente colados).

Se você esticar o braço e apontar o dedo indicador para Vênus e Saturno, os astros estarão ocultos no seu dedo !

Quem possuir binóculo, luneta ou telescópio poderá observar os detalhes dos planeta Vênus e Saturno.

O show termina quando os primeiros raios do Sol começarem a surgir no céu noturno.

Lembrando de nunca observar o Sol com binóculos, lunetas e telescópios sem o filtro solar ! O dano na visão é permanente !
Uma bela composição fotográfica poderá ser registrada com a linda constelação de Escorpião ! Mas o espetáculo da conjunção será na constelação de Ofiúco.

O evento da aproximação (em distância angular) se deve ao rápido movimento de translação de Vênus.

Por ser o segundo planeta do Sistema solar, seu movimento de translação é mais rápido que o planeta Saturno.

A translação de Vênus é de 224 dias, a translação de Saturno ao redor do Sol é de 29 anos e 6 meses.

Vênus estará no dia 9 de janeiro a 182 milhões de km da Terra e Saturno estará a 1,6 bilhão de km da Terra.

Por estar entre a Terra e o Sol, os planetas interiores (Mercúrio e Vênus) somente podem ser observados antes do amanhecer ou no anoitecer.

No final do mês de janeiro de 2016 até o final do mês de fevereiro, irá acontecer outro evento raro, os 5 planetas visíveis a olho nu estarão no céu ! Isto não acontece desde janeiro de 2005 !

Depois do dia 9 de janeiro de 2016, Vênus a cada dia vai ficando mais baixo no céu na famosa Dança dos Planetas.

Mercúrio e Vênus são os planetas que dançam' mais rápidos no céu, por causa do rápido movimento de translação.

No dia 6 de junho de 2016, Vênus entra em conjunção superior (Vênus-Sol-Terra) com o Sol, voltando a aparecer no céu do anoitecer no mês seguinte.

No dia 27 de agosto de 2016 (sábado), novamente Vênus dá o show celeste, agora com o planeta Júpiter. Os planetas Vênus e Júpiter estarão separados por somente 0,5º em distância angular na noite de inverno no hemisfério sul.

O evento de Vênus e Saturno neste sábado, 9 de janeiro de 2016 é o segundo grande evento astronômico do ano.

O primeiro evento celeste do ano foi hoje, 7 de janeiro, com o triângulo celeste da Lua com luz cinérea, Vênus e Saturno.

Quem desejar simular estes eventos celestes:



Fonte:



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Resolvido - A Origem de Fobos e Deimos - Space Today TV Ep.336

Mais um mistério do Sistema Solar pode ter chegado ao fim.

Como se formaram os satélites de Marte, Fobos e Deimos.

Essa era uma questão que ainda permanecia sem resposta. Por que?

Os dois satélites são muito pequenos, e de forma irregular, características que lembram muito asteroides do cinturão de asteroide, então uma primeira suposição seria pensar que eles eram asteroides capturados por Marte, mas o problema é como Marte poderia tê-los capturado e eles terem ficado numa órbita circular e equatorial?

Para isso surgiu outra teoria, de que Marte teria sofrido um grande impacto com um objeto proto planetário, mas a questão aqui é por que se formaram dois pequenos satélites ao invés de um grande como na Terra?

Uma terceira hipótese é de que os satélites se formaram na mesma época que Marte, assim eles teriam a mesma composição do planeta, mas a baixa densidade não pode ser explicada.

Dois trabalhos independentes, parecem ter solucionado o problema, e dado um veredito, Fobos e Deimos se formaram a partir de uma grande colisão que aconteceu em Marte.

Num primeiro estudo foi estabelecido o cenário completo e coerente da formação dos satélites marcianos.

Marte se chocou com um corpo primordial com um terço do seu tamanho, entre 100 e 800 milhões de anos depois da sua formação.

Os detritos dessa colisão formaram um disco bem vasto ao redor de Marte, feito de de uma parte interna densa composta de materia derretida e de uma parte externa fina composta de gás.

A parte interna do disco formou um satélite com mil vezes o tamanho de Fobos , que desde então desapareceu.

As interações gravitacionais criadas no disco externo por esse massivo objeto aparentemente agiram como catalisador para a aglutinação de detritos para formar satélites menores e mais distantes.

Depois de menos de 1000 anos, Marte foi envolvido por uma verdadeira nuvem de mais ou menos dez pequenos satélites e um enorme satélite.

Milhões de anos depois, o disco se dissipou, a força gravitacional do planeta trouxe a maior parte dos satélites para dentro dele, e somente os dois mais distantes, Fobos e Deimos, sobreviveram.

Para chegar a esse cenário foi complicado, é tanto fenômeno envolvido que foi impossível modelar tudo de uma vez, a modelagem foi feita por partes.

No segundo estudo, independente foi estudada a assinatura da luz emitida por Fobos e Deimos para mostrar que a composição dos satélites é diferente da composição dos membros do Cinturão de Asteroides, o que elimina assim a hipótese de captura.

Esse segundo estudo suporta a teoria da colisão, além de mostrar que os satélites são formados por por uma poeira fina, que não pode ser explicada somente como consequência da erosão.

Além de evidências nos satélites, em Marte também é possível encontrar, o hemisfério norte tem altitudes menores , pois a bacia ali presente seria a parte remanescente dessa colisão.

Entender a formação dos satélites de Marte é importante para entendermos também a formação da nossa própria Lua, e termos assim mais pistas sobre como era agitada a vida no início do Sistema Solar.

Live de Quinta - 1 Ano da New Horizons Em Plutão:



Evento no Facebook:



Fontes:








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Será o Planeta 9 Um Exoplaneta No Nosso Sistema Solar? - Space Today TV Ep.260

Novos estudos baseados em simulações computacionais indicam uma alta probabilidade de que o Planeta 9 seja um exoplaneta que foi roubado pelo Sol na sua infância da sua estrela original. Será que é isso mesmo?

Leia a matéria completa no blog Space Today:



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Será Que a Vida Na Terra É Prematura do Ponto de Vista Cósmico? - Space Today TV Ep.372

Muitos aqui já ouviram falar no paradoxo de Fermi, ele, bem resumidamente, diz o seguinte, que dada a idade do universo e dada a quantidade de estrelas que temos no universo, nós deveríamos encontrar evidências de vida inteligente em algum lugar.

O argumento é baseado principalmente na diferença de tempo entre o Big Bang, que aconteceu a 13.8 bilhões de anos atrás e o nascimento do Sistema Solar que aconteceu a 4.5 bilhões de anos atrás.

Essa diferença de 9.3 bilhões de anos seria mais do que o suficiente para que a vida se desenvolvesse em algum lugar no universo.

Porém um novo estudo teórico feito por pesquisadores do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, com o título Probabilidade Relativa Para a Vida Como Função do Tempo Cósmico, calculou a probabilidade de planetas parecidos com a Terra se formarem no universo, começando desde o momento em que as primeiras estrelas se formaram, 30 milhões de anos depois do Big Bang.

E a conclusão que eles chegaram é que a vida, como a conhecemos é determinada pela massa da estrela.

Estrelas com grande massa, 3 ou mais vezes a massa do Sol, tem um curto período de vida, e por isso, seria pouco provável que se tivesse tempo para a vida surgir antes da estrela morrer.

Já estrelas de massa menor, como as anãs vermelhas por exemplo, que tem cerca de 0.1 vezes a massa do Sol, vivem muito mais, existem modelos astrofísicos que dizem que essas estrelas podem viver por 10 trilhões de anos.

Com todo esse tempo a probabilidade de desenvolverem planetas cresceria por um fator de 1000, com relação a hoje.

Os pesquisadores concluíram então que a nossa vida, surgiu de maneira prematura no universo, e por isso não encontramos outras civilizações, pois elas devem aparecer muito mais tarde, daqui a bilhões, ou até mesmo trilhões de anos.

Porém, existe também uma hipótese alternativa, essas jovens estrelas no começo da vida, são muito violentas, gerando gigantescas explosões e flares, que poderiam aniquilar com os planetas formados ao seu redor.

Assim, além do fato da vida ser prematura na Terra, pode ser que a vida em planetas ao redor de estrelas jovens tenha sido aniquilada sem chegar a uma maturidade.

A conclusão dos pesquisadores é, a única maneira de encontrarmos uma resposta é continuarmos procurando por planetas parecidos com a Terra, e para isso, o Telescópio Espacial James Webb e o TESS terão um papel fundamental.

Fonte:



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Space Today Ep.137 - O Gigantismo do Telescópio Espacial James Webb

O Hubble tem sido o telescópio mais produtivo na história da astronomia, mas o seu sucessor, o Telescópio Espacial James Webb deve superá-lo de muitas maneiras.

O James Webb será capaz de olhar muito para o passado quando as primeiras estrelas e as primeiras galáxias do universo se formaram.

Além disso, o James Webb irá pesquisar a atmosfera dos exoplanetas ao redor de outras estrelas procurando por sinais de vida.

Para conseguir realizar esses objetivos, a NASA e seus parceiros estão construindo a maior, a mais complexa e a mais cara missão cientista já realizada.

Nesse processo, os engenheiros têm levado a tecnologia ao limite, com espelhos mais leves e mais resistentes, feitos de berílio e cobertos por ouro para uma melhor reflexão da luz infravermelha.

Isolamento de calor com um escudo do tamanho de uma quadra de tênis e instrumentos que irão trabalhar na congelante temperatura de 230 graus Celsius negativos.

O James Webb é tão gigantesco que para o lançamento o telescópio como um todo estará dobrado dentro do foguete.

Depois do lançamento, o telescópio viajará por 30 dias, por 1.5 milhões de quilômetros até chegar a sua posição final, e então será cuidadosamente desdobrado.

Primeiro, os painéis solares serão desdobrados para dar energia ao telescópio. Então as antenas de comunicação serão colocadas no seu lugar. Depois, o escudo solar será aberto para proteger os delicados instrumentos do calor do Sol.

Um braço será esticado para colocar o espelho secundário na sua posição correta. E finalmente, as laterais serão abertas para completar a montagem do espelho primário no espaço.

Os cientistas irão esperar muitas semanas até que o telescópio esfrie, enquanto eles fazem um posicionamento fino do telescópio e ajustam os 18 segmentos do espelho primário.

Só depois de 2 meses no espaço, é que o James Webb estará apto a desvendar os mistérios do cosmos.

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Space Today TV Ep.81 - A Missão da Sonda Voyager E O Limite do Sistema Solar

- A sondas da missão Voyager foram lançadas em 1977 com 16 dias de separação, a Voyager 2 foi lançada em 20 de Agosto de 1977, e a sonda Voyager 1 em 5 de Setembro de 1977, ambas de Cabo Canaveral na Flórida, com o objetivo primário principal de realizar o chamado Grand Tour pelo Sistema Solar externo, visitando os planetas Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

- Com isso, a missão Voyager completou pela primeira vez o reconhecimento de todos os objetos do Sistema Solar. Reconhecimento que durou até o ano de 2015 quando a sonda New Horizons visitou o planeta anão Plutão.

- O grande astrônomo, e divulgador científico Carl Sagan participou de forma decisiva na concepção e na operação da missão Voyager pelo Sistema Solar.

- Por exemplo, foi dele a ideia de equipar as duas sondas com um disco de ouro, levando informações, saudações, músicas, imagens da Terra e de seus habitantes, para que se alguma civilização extraterrestre cruzasse com as sondas pelo espaço sideral pudessem fazer contato. Existe um livro que explica todos os detalhes desse disco.

- Foi de Carl Sagan também a ideia de virar a sonda Voyager 1 para a Terra, quando ela estava na órbita de Saturno para fazer o retrato do Sistema Solar e registrar a famosa imagem o Pálido Ponto Azul, imagem essa que valeu uma das mais belas e impressionantes reflexões sobre o verdadeiro lugar da humanidade na imensidão do cosmos.

- Além disso, as missões Voyager foram responsáveis por descobrirem que Io, a lua de Júpiter possui vulcões ativos, e registrar com detalhes impressionantes os anéis de Saturno.

- A sonda Voyager 1 por ter terminado antes sua turnê pelo Sistema Solar, embarcou nessa aventura um pouco antes e por conta disso, ela já está fora do nosso Sistema Solar. Esse feito histórico aconteceu no ano de 2012 quando a sonda deixou os planetas e o vento solar para trás.

- Desde então começou uma grande quantidade de pesquisas para mostrar onde realmente se encontra a sonda Voyager, será que ela está mesmo fora do Sistema Solar, ou não, mas a conclusão é que sim, ela já se encontra fora do Sistema Solar.

- Isso é espetacular, pois, pela primeira vez, os astrônomos podem estudar o que acontece no meio interestelar, e recentemente, um trabalho publicado no AStrophysical Journal Letters, mostrou que a sonda Voyager 1 está ajudando os cientistas a resolverem grandes mistérios sobre o meio interestelar.

- O estudo mostra evidências muito fortes de que a Voyager 1 se encontra numa região onde o campo magnético está sendo defletido pelo vento solar.

- Os pesquisadores acreditam que em 10 anos a sonda Voyager 1 irá entrar numa região mais pura do meio interestelar onde o vento solar não tem nenhuma influência significante no campo magnético.

- A Voyager 1 ao entrar no meio interestelar deixou para trás a heliosfera, ou seja, a bolha de vento solar que existe ao redor do Sol e dos planetas.

- Nessa região a densidade de partículas foi 40 vezes maior fora da borda do que dentro dela, confirmando então que a sonda deixou a heliosfera, porém a direção do campo magnético está 40 graus fora do que havia sido previsto pelos cientistas.

- Esse novo estudo sugere que essa discrepância existe pois a Voyager 1 está num campo magnético mais distorcido logo fora da heliopausa, do que na borda entre o vento solar e o meio interestelar.

- analisar e entender esse tipo de dado é muito interessante, pois, podemos tentar preve com maior precisão, quanto tempo levará até que a Voyager 1 alcance uma região do meio interestelar menos perturbada, de modo que possamos começar a entender o que acontece entre o Sol e uma outra estrela.

- A Voyager 2 dentro de mais alguns anos, também cruzará essa fronteira, irá coletar mais dados e então muito provavelmente teremos uma imagem, mesmo que conceitual, completa da heliosfera e da região de influência do Sol, além de podermos delimitar com grande precisão onde começa o meio interestelar.

Press Release no site do JPL:



Artigo Científico:



Vídeo Documentário sobre o Grand Tour da missão Voyager no Sistema Solar:



Documentário sobre o Disco de Ouro da Voyager, todos os sons e imagens do disco:



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Simulações Mostram Como Meteoroides Explodem na Atmosfera - Space Today TV Ep.1023

Você já parou para pensar o que acontece quando um meteoroide entra na atmosfera da Terra e queima para gerar um meteoro? Como ele se desintegra?

A princípio parece algo simples, ele esquenta com o atrito e explode, certo?

Mas não é tão simples assim e um grupo de pesquisadores usou algoritmos modernos, códigos usados nas simulações de reações nucleares para entender como um meteoroide se desintegra na atmosfera da Terra.

Meteoroides são pequenos objetos que entram na atmosfera da Terra, quando ele é aquecido, e é gerado um rastro de luz, esse rastro chamamos de meteoro, e quando parte desse meteoroide sobrevive e atinge a Terra, o que atingiu chamamos de meteorito.

Estima-se que cerca de 44 toneladas de meteoroides atingiam a Terra a cada dia.

Os meteoroides são rochas empilhadas repletas de fraturas e com alta porosidade, e os pesquisadores nunca haviam levado em consideração como a percolação do ar no interior da rocha espacial levaria à sua desintegração.

Os pesquisadores usaram o evento de chelyabinsk onde um objeto de 20 metros de diâmetro explodiu a cerca de 29.7 km acima das montanhas urais.

O objeto pesava cerca de 10 mil toneladas, mas somente 2 mil toneladas de detritos foram recuperados, o que significa que algo aconteceu na atmosfera superior que causou a sua desintegração.

As simulações mostraram que a atmosfera bate na face do meteoroide voltada para a Terra, formando um denso pacote de ar na frente da rocha, no outro lado se cria um vácuo.

A bolha de ar pressurizado na frente do meteoroide é fortemente atraída para o ambiente de baixa pressão desenvolvido atrás do meteoroide, fazendo com que as partículas de ar rapidamente fluam através das fraturas da rocha e pelos poros, da frente para trás da rocha.

A ar em alta pressão, se movendo através do meteoroide força que os fragmentos se separem, fazendo com que o meteoroide se desintegre na atmosfera superior.

Os pesquisadores disseram que isso acontece normalmente com os asteroides menores e com os rochosos, no caso dos asteroides ferrosos isso não deve acontecer, pois eles possuem menos poros e fraturas.

Muito interessante ver o detalhe que conseguimos hoje aplicando técnicas avançadas de modelagem computacional, conhecer o que acontece com um meteoroide na alta atmosfera terrestre.

Fonte:



Artigo:



Link Para a Loja:



Link Para o Vídeo da Loja:



SciCast Sobre Astronomia Amadora:



Oposição de Vesta:





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Júpiter Orbita o Sol? - Space Today TV Ep.360

Agora mais essa, inventaram que Júpiter não orbita o Sol e tudo que você aprendeu na escola estava errado, será que é isso mesmo? Vamos tentar entender.

As notícias para serem divulgadas da maneira correta, devem ser contextualizadas, e toda essa confusão surgiu por conta disso, da falta de contextualização sobre o que foi noticiado.

A NASA no seu site NASA Space Place, um site feito até para que as crianças entendam melhor alguns conceitos de astronomia, divulgou um post mostrando como podemos encontrar um exoplaneta, ou seja, um planeta que não orbita o Sol.

Uma das maneiras de se fazer isso, além da técnica do trânsito, é por meio da oscilação da estrela, causada pela presença de um grande planeta.

E eles usaram como exemplo o Sistema Solar. No nosso Sistema Solar, se pegarmos o conjunto Sol/Júpiter e calcularmos o baricentro, ou seja, o centro de gravidade do sistema, descobriremos que esse ponto não se localiza no centro do Sol, nem na superfície do Sol, mas sim a uma certa distância da superfície da nossa estrela. Uma distância equivalente a 7% do raio do Sol.

Desse modo, o que acontece é que tanto o Sol como Júpiter orbitam esse ponto em comum.

Assim sendo, à medida que o Sol segue sua órbita ele sofre uma pequena oscilação, e essa pequena oscilação dá pistas da presença de um planeta como Júpiter, que é 2.5 vezes mais massivo do que a soma de todos os outros planetas do nosso sistema.

O post termina falando que, saber isso é muito bom, pois podemos aplicar essa técnica para encontrar exoplanetas gigantes ao redor de estrelas.

No Sistema Solar essa situação se repete com a Terra e a Lua, o baricentro não está no centro da Terra, mas próximo da superfície, e acontece também de maneira extrema entre Plutão e Caronte, aí sim, o baricentro fica localizado praticamente entre os dois objetos tanto que esse é chamado de um sistema planetário duplo.

É isso, nada de confusão a respeito disso, tudo continua numa boa com o Sistema Solar.

Fontes:











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CIENTISTAS ENCONTRAM EVIDÊNCIAS DE COMPOSTOS ORGÂNICOS EM CERES

A missão Dawn da NASA descobre um grande pedaço de compostos orgânicos no hemisfério norte do planeta anão Ceres. Ceres é o maior membro do cinturão de asteróides, e a nave espacial Dawn vem explorando-o desde 2015.
SE GOSTAR DO VÍDEO DEIXE SEU LIKE, COMPARTILHE E SE INSCREVA.

ALMA Descobre Evidência de 2 Planetas Em Formação Em Estrela Jovem - Space Today Ep.536

O ALMA, como eu já falei para vocês muitas vezes, e volto a repetir, está ajudando os astrônomos a reformularem, reestruturarem e reescreverem todo o processo de formação planetária.

Algo antes, que se resumia a desenhos borrados hoje já são imagens detalhadas e de alta resolução feitas pelo ALMA e que revelam a formação de planetas.

Uma das conclusões importantes que os astrônomos chegaram com essas imagens do ALMA, é que muito provavelmente a formação dos planetas acontece logo depois da formação do disco protoplanetário ao redor da estrela.

Embora tudo isso seja magnífico uma coisa sempre incomodou os astrônomos, eles sempre estão olhando para a poeira nos discos protoplanetários, e isso pode causar uma certa ambiguidade na interpretação da causa.

Porém, agora, tudo mudou!!! Um grupo de pesquisadores, usando o ALMA observou a a estrela HD 163296, e conseguiu estudar tanto a poeira como o gás presente no disco protoplanetário com o mesmo nível de detalhe.

Essa estrela tem 5 milhões de anos de vida e cerca de duas vezes a massa do Sol. Está localizada a aproximadamente 400 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Sagitário.

Essas novas observações revelaram 3 gaps no disco da estrela.

Um primeiro gap a 60 UA da estrela, o equivalente a duas vezes a distância entre Netuno e o Sol, porém esse gap não apresentou muita diferença na concentração de gás se comparado com o resto do disco, portanto pode ser um planeta, mas podem existir outras explicações.

Os outros dois gaps estão localizados a 100 e 160 UA da estrela, o equivalente a algo mais distante que o cinturão de Kuiper do Sistema Solar. Nesses dois gaps existe uma diferença marcante entre o gás existente ali e o gás do disco como um todo, o gás sofre uma marca profunda o que indica a presença de dois planetas do tamanho de Saturno.

Os astrônomos já sabiam que o gás e a poeira se comportavam de maneira diferente ao redor de estrelas jovens, mas só agora, com o ALMA foi possível observar essa diferença e estudar os mecanismos físicos e químicos que geram os planetas.

Com a metodologia bem definida de se observar tanto o gás e a poeira ao redor dessas estrelas os astrônomos poderão confirmar ou não, se as impressões nos discos são mesmos planetas em formação, ou têm outras origens.

Fonte:



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Por Que Urano Gira Deitado? - Space Today TV Ep.383

Hoje vamos falar um pouco de Urano.

Urano, as vezes é considerado como o planeta esquecido do nosso Sistema Solar, ele está muito longe, foi visitado só uma vez por uma sonda em 1986, pela Voyager II.

Urano é o sétimo planeta em distância do Sol, e o terceiro maior em tamanho, perdendo somente para Júptier e Saturno.

Urano possuem finos anéis de poeira e um conjunto incrível de 27 luas que nós conhecemos até hoje.

Na verdade é um pouco ridículo não termos tanto interesse assim, nesse grande planeta do nosso Sistema Solar.

Para vocês terem uma ideia, sabemos mais de Plutão e temos imagens mais detalhadas de Plutão do que de Urano.

Talvez o aspecto mais estranho de Urano seja a sua inclinação. Ele praticamente gira deitado.

Na verdade todos os planetas do Sistema Solar têm uma inclinação, a da Terra é de 23.5 graus, de Marte, 25 graus, e até Mercúrio tem uma inclinação de 2.1 graus.

Agora Urano, tem uma inclinação do eixo de rotação de 97.8 graus.

A grande questão então é, o que teria acontecido com Urano, para ter uma inclinação tão grande assim?

Para entender isso, teremos que voltar no início da história do Sistema Solar. A nossa vizinhança era um lugar bem violento e não muito amigável de se viver.

Muitas colisões aconteciam, entre corpos gigantescos, colisões catastróficas, vide a colisão da Terra com um corpo quase do tamanho de Marte que gerou a nossa Lua.

As colisões eram tão violentas, que os planetas mudavam de órbita, outros eram expulsos do Sistema Solar e outros mergulhavam diretamente na direção do Sol.

Com Urano, certamente aconteceu isso, uma colisão violenta que fez com que ele se inclinasse, e essa colisão aconteceu quando ele ainda estava circundado pelo disco de poeira que deu origem às suas luas, e nós sabemos disso, pois as luas orbitam Urano na mesma inclinação do seu eixo de rotação.

Os astrônomos atualmente acreditam que não foi uma única colisão que fez isso com Urano, mas sim uma série de colisões. Se fosse uma só, Urano giraria diferente, com uma série de colisões, elas agem como freios, colocando o planta na rotação correta.

Qual a consequência disso? Bem, imagine você na superfície de Urano (tudo bem, ele não tem superfície é uma bola de gás, mas imagine que tem), se você estivesse no polo você veria o Sol acima do horizonte por 42 anos, fazendo círculos cada vez maiores até desaparecer no horizonte, e depois ficaria 42 anos sem ver o Sol.

O Sistema Solar é feito de sobreviventes, e a nossa Terra, um sobrevivente mais sortudo ainda. Mas olhando para os outros planetas podemos ver que a vida realmente não foi fácil no início da história do Sistema Solar.

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