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Space Today TV Ep.107 - Evidências de Um Planeta Gigante no Sistema Solar

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Space Today TV Ep.107 - Evidências de Um Planeta Gigante no Sistema Solar

- O Sistema Solar realmente nos surpreende a muitos séculos. A 1000 anos atrás os observadores do céu conheciam seis planetas, Mercúrio, Vênus, Terra, MArte, Júpiter e Saturno.

- Graças a invenção do telescópio Urano foi descoberto em 1781, e devido a algumas discrepâncias na sua órbita, outro objeto também foi descoberto, o planeta Netuno.

- Nos anos 30 Plutão foi descoberto e ficou classificado como planeta até o ano de 2006, quando, devido a uma redefinição do termo planeta, Plutão foi reclassificado como planeta anão. Desde então muito se tem discutido sobre a possibilidade do Sistema Solar ter outro, ou outros planetas.

- Nesse dia 20 de Janeiro de 2016, dois astrônomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Constantin Batygin e Mike Brown, anunciaram num artigo publicado no The Astronomical Journal, que eles encontraram fortes evidências para a existência de um nono planeta no Sistema Solar, com um tamanho aproximadamente igual a NEtuno e que orbita o Sol a cada 15000 anos. A descoberta ainda não foi confirmada observacionalmente, mas os cálculos e simulações feitas pelos astrônomos indicam que esse objeto deve mesmo existir.

- Os cientistas inferiram a existência desse planeta estudando a órbita de seis objetos do cinturão de Kuiper, os chamados KBOs, e concluíram que existia somente uma chance em 15000, ou seja, 0.007% de probabilidade de ser coincidência o fato da órbita desses objetos se aglomerarem da maneira como são.

- Para chegar a essa configuração é necessário a existência de um planeta com massa 10 vezes a massa da Terra, para que as órbitas fossem inclinadas como são em relação ao plano do Sistema Solar e também fossem estranhamente elípticas.

- A órbita do planeta inferido também é muito inclinada e com uma excentricidade muito grande. O ponto mais próximo do planeta com relação ao Sol fica sete vezes mais distante do que Netuno, ou 200 Unidades Astronômicas, além disso o planeta inferido tem seu ponto mais distante entre 600 e 1200 Unidades Astronômicas, ou seja, algo bem além do que o Cinturão de Kuiper, a região dominada por pequenos mundos congelados e que começa na borda de Netuno a cerca de 30 UA do Sol.

- Além de Eris, muitos outros mundos foram descobertos nos confins do Sistema Solar. Sedna, foi um desses objetos, e até pouco tempo era considerado como sendo o responsável pelas alterações na órbita de NEtuno.

- Um problema contra a hipótese dos cientistas, é que não existem observações desse planeta, nem mesmo o WISE que vasculha o céu com precisão em comprimentos de onda específicos para buscar objetos frios e distantes do Sol conseguiu encontrar alguma coisa. O que, de acordo com os cientistas da descoberta mostra que o Planeta X ainda está no limbo e fora do campo de visão do WISE.

- Os astrônomos têm boas pistas de onde procurar, e agora, com essa forte evidência anunciada, irão voltar os grandes telescópios do mundo, como o Telescópio Subaru no Havaí para a região do céu onde eles acreditam que o Planeta X deve estar e começar a fazer uma cuidadosa e delicada campanha de observação.

- Só nos resta mais uma vez esperar pelas observações e pela confirmação visual desse Planeta, para podermos novamente reescrevermos os livros de astronomia, no capítulo sobre o Sistema Solar. É uma descoberta realmente sensacional, e faz com que possamos testemunhar essa grande fase que vivemos na astronomia.

- O que vocês acham, os astrônomos conseguiram observar e confirmar a existência do Planeta X? Deixem nos comentários.

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O Planeta 9 Não É Um Exoplaneta - Space Today TV Ep.851

Muitas teorias já surgiram para explicar a existência e como o Planeta 9 poderia existir no Sistema Solar.

Desde que foram anunciadas as evidências de que haveria um planeta no Sistema Solar, bem distante, com uma massa dezenas de vezes a massa da Terra, a comunidade científica tratou de tentar entender de teorizar e até mesmo de observar o Planeta 9.

Entre as teorias que surgiram uma delas diz que o Planeta 9 na verdade seria um exoplaneta capturado pelo Sol.

O Sol como todas as estrelas nasce num aglomerado aberto e no começo da sua vida, suas irmãs estão próximos, o que permite e facilita que eventualmente uma estrela possa roubar, ou capturar um planeta de outra estrela.

Essa captura também pode ocorrer com os chamados planetas órfãos ou solitários, aqueles que estão, digamos desgarrados de suas estrelas.

Essa teoria ganhou força pelo fato de que é muito difícil explicar usando os modelos vigentes de formação planetária a formação de um planeta com 20 vezes a massa da Terra num local tão distante do sistema solar, entre 150 e 350 UA de distância.

Tentando entender se o possível Planeta 9 poderia ser um planeta capturado, um grupo de pesquisadores usou métodos alternativos para calcular a velocidade inicial da estrela depois de ter se formado no aglomerado estelar e partiu do princípio que não existem planetas solitários.

Considerando tanto aglomerados com muitas estrelas como aglomerados com poucas estrelas, os cientistas encontraram um número extremamente baixo de planetas que poderiam ser capturados e se ajustar às propriedades estimadas do Planeta 9.

Para uma população de 10000 planetas vagando, os cientistas encontraram que somente entre 5 e 10 planetas se ajustariam às condições.

Os pesquisadores concluíram que somente entre 1 a 6 porcento dos planetas são arrebatados nos setores de formação de estrelas com um número considrável de planetas vagando por ali, ou seja, a probabilidade do Planeta 9 ter sido capturado pelo Sol é quase zero e muito mais baixa do que a estimativa anterior.

MAs o problema ainda continua, como algo 20 vezes a massa da Terra, se formou tão longe assim do Sol?

A grande questão é que o início de um sistema planetário é algo que ainda desafia os cientistas, não é bem resolvido e por isso que uma sonda como a Juno tem uma grande importância.

Ela está lá estudando Júpiter para tentar entender como o planeta se formou e como o sistema solar teve seu início.

Aguardamos, mas até lá o que vocês acham, o Planeta 9 existe e se ele existe qual a sua origem? Deixe aí nos comentários.

Fonte:



Artigo:



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Space Today TV Ep.81 - A Missão da Sonda Voyager E O Limite do Sistema Solar

- A sondas da missão Voyager foram lançadas em 1977 com 16 dias de separação, a Voyager 2 foi lançada em 20 de Agosto de 1977, e a sonda Voyager 1 em 5 de Setembro de 1977, ambas de Cabo Canaveral na Flórida, com o objetivo primário principal de realizar o chamado Grand Tour pelo Sistema Solar externo, visitando os planetas Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

- Com isso, a missão Voyager completou pela primeira vez o reconhecimento de todos os objetos do Sistema Solar. Reconhecimento que durou até o ano de 2015 quando a sonda New Horizons visitou o planeta anão Plutão.

- O grande astrônomo, e divulgador científico Carl Sagan participou de forma decisiva na concepção e na operação da missão Voyager pelo Sistema Solar.

- Por exemplo, foi dele a ideia de equipar as duas sondas com um disco de ouro, levando informações, saudações, músicas, imagens da Terra e de seus habitantes, para que se alguma civilização extraterrestre cruzasse com as sondas pelo espaço sideral pudessem fazer contato. Existe um livro que explica todos os detalhes desse disco.

- Foi de Carl Sagan também a ideia de virar a sonda Voyager 1 para a Terra, quando ela estava na órbita de Saturno para fazer o retrato do Sistema Solar e registrar a famosa imagem o Pálido Ponto Azul, imagem essa que valeu uma das mais belas e impressionantes reflexões sobre o verdadeiro lugar da humanidade na imensidão do cosmos.

- Além disso, as missões Voyager foram responsáveis por descobrirem que Io, a lua de Júpiter possui vulcões ativos, e registrar com detalhes impressionantes os anéis de Saturno.

- A sonda Voyager 1 por ter terminado antes sua turnê pelo Sistema Solar, embarcou nessa aventura um pouco antes e por conta disso, ela já está fora do nosso Sistema Solar. Esse feito histórico aconteceu no ano de 2012 quando a sonda deixou os planetas e o vento solar para trás.

- Desde então começou uma grande quantidade de pesquisas para mostrar onde realmente se encontra a sonda Voyager, será que ela está mesmo fora do Sistema Solar, ou não, mas a conclusão é que sim, ela já se encontra fora do Sistema Solar.

- Isso é espetacular, pois, pela primeira vez, os astrônomos podem estudar o que acontece no meio interestelar, e recentemente, um trabalho publicado no AStrophysical Journal Letters, mostrou que a sonda Voyager 1 está ajudando os cientistas a resolverem grandes mistérios sobre o meio interestelar.

- O estudo mostra evidências muito fortes de que a Voyager 1 se encontra numa região onde o campo magnético está sendo defletido pelo vento solar.

- Os pesquisadores acreditam que em 10 anos a sonda Voyager 1 irá entrar numa região mais pura do meio interestelar onde o vento solar não tem nenhuma influência significante no campo magnético.

- A Voyager 1 ao entrar no meio interestelar deixou para trás a heliosfera, ou seja, a bolha de vento solar que existe ao redor do Sol e dos planetas.

- Nessa região a densidade de partículas foi 40 vezes maior fora da borda do que dentro dela, confirmando então que a sonda deixou a heliosfera, porém a direção do campo magnético está 40 graus fora do que havia sido previsto pelos cientistas.

- Esse novo estudo sugere que essa discrepância existe pois a Voyager 1 está num campo magnético mais distorcido logo fora da heliopausa, do que na borda entre o vento solar e o meio interestelar.

- analisar e entender esse tipo de dado é muito interessante, pois, podemos tentar preve com maior precisão, quanto tempo levará até que a Voyager 1 alcance uma região do meio interestelar menos perturbada, de modo que possamos começar a entender o que acontece entre o Sol e uma outra estrela.

- A Voyager 2 dentro de mais alguns anos, também cruzará essa fronteira, irá coletar mais dados e então muito provavelmente teremos uma imagem, mesmo que conceitual, completa da heliosfera e da região de influência do Sol, além de podermos delimitar com grande precisão onde começa o meio interestelar.

Press Release no site do JPL:



Artigo Científico:



Vídeo Documentário sobre o Grand Tour da missão Voyager no Sistema Solar:



Documentário sobre o Disco de Ouro da Voyager, todos os sons e imagens do disco:



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Será o Planeta 9 Um Exoplaneta No Nosso Sistema Solar? - Space Today TV Ep.260

Novos estudos baseados em simulações computacionais indicam uma alta probabilidade de que o Planeta 9 seja um exoplaneta que foi roubado pelo Sol na sua infância da sua estrela original. Será que é isso mesmo?

Leia a matéria completa no blog Space Today:



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O Labirinto da Noite Em Marte - Space Today TV Ep.338

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O Planeta 9 Será Detectado Pelos Futuros Telescópios Gigantes? - Space Today TV Ep.1287

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Será que o Planeta 9 um dia será detectado?

Vamos falar um pouco sobre isso.

Primeiro, um pergunta ou observação que sempre fazem, é a seguinte, como conseguimos detectar tantos exoplanetas, que estão a centenas de anos-luz de distância da Terra, mas o Planeta 9 que está no nosso Sistema Solar não conseguimos observar?

Bem, vamos lá, primeiro, no caso dos exoplanetas, embora existam sim imagens de exoplanetas, elas são muito poucas, o que se mais tem na verdade são curvas de luz, ou variações nos movimentos das estrelas que indicam a presença de um exoplaneta, no rigor da palavras nós não observamos esses exoplanetas, nós podemos inferir a existência deles.

No caso do Planeta 9 a sua detecção é diferente, nós precisamos observar esse planeta, ele deve estar muito longe do sol, e por isso reflete muito pouca luz, lembrando sempre que os telescópios podem ser resumidos como baldes de fótons, ou seja, quanto mais fótons um objeto emite mais fácil é a sua detecção, e no caso o Planeta 9 deve emitir poucos fótons.

Mas vocês sabem que existem fortes evidências para a existência do Palneta 9, estudos e simulações feitas com as órbitas dos chamados KBOs, indicam que suas órbitas são alinhadas e agrupadas, graças a presença do chamado Planeta 9.

Basicamente, é preciso ter mais tecnologia, telescópios maiores e com um bom campo de visão para poder quem sabe detectar o Planeta 9. E aí entra a segunda parte do que quero falar.

Nós sabemos que a partir de 2020, começarão a ser instalados o que é chamada de a próxima geração de telescópios, incluindo o TMT, o ELT, o GMT e um conhecido como LSST.

O Large Synoptic Survey Telescope é um telescópio de próxima geração que deve entrar em operação em 2022, ele tem um espelho de 8.4 metros de diâmetro, ficará localizado em Cerro Pachón no chile, mas o seu campo de visão será maior que os dos outros telescópios.

Ele fará varreduras do céu de forma completa e irá gerar uma quantidade absurda de dados.

Entre os principais objetivos do LSST está resolver o problema da matéria escura, e também procurar no Sistema Solar por objetos perdidos, por NEOs, cometas entre outras coisas.

com as caracterísitas do telescópio e com os dados aproximados do que seria o Planeta 9, um grupo de pesquisadores resolveu simular a detectabilidade dele pelo LSST.

A conclusão do trabalho é que o LSST terá sim a capacidade de detectar, observar o Planeta 9, se ele existir.

Os pesquisadores vão até mais longe um pouco eles falam que se o LSST não observar, possivelmente o Planeta 9 não exista, e aí, os astrônomos terão que encontrar outra explicação para o alinhamento das órbitas dos KBOs.

E vocês o que acham, que o Planeta 9 será descoberto antes, será descoberto pelo LSST ou por algum outro grande telescópio de próxima geração?

Fonte:



Artigo:





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Identificado possível nono planeta do Sistema Solar

Cientistas americanos acreditam ter descoberto um novo planeta, até então desconhecido. O gigante foi batizado de Planeta Nove.

Space Today TV Ep.185 - Mais Teorias Sobre o Planeta 9

Mais novidades sobre o Planeta 9. Vocês lembram do Planeta 9, certo, aquele provável planeta que teve evidências descobertas por Mike Brown e Konstantin Batygin em Janeiro de 2016. Até aí tudo bem. Vocês também se lembram que semana passada eu trouxe um vídeo rápido falando que um novo objeto do Cinturão de Kuiper foi descoberto e que ele estaria na posição em que o Planeta Nove deveria estar. Mas como o nome da hora é o Planeta 9, hoje trago outra notícia para vocês.

Dessa vez, um cientista, chamado Alexander Mustfill do Observatório Lund na Suécia propôs que o Planeta 9 na verdade é um exoplaneta capturado pelo Sol. O que não é algo tão improvável assim, visto que o Sol nasceu num aglomerado estelar relativamente grande com 1000 ou até mesmo 10000 estrelas. E essas estrelas muitas delas com planetas passam próximas uma das outras proporcionando que uma estrela eventualmente capture o planeta da outra.

O astrônomo e a sua equipe rodou simulações computacionais de encontros entre o sistema solar e outros sistemas estelares e chegou a conclusão de que existia uma chance de 50% do Sol ter capturado um exoplaneta.

Porém, essa probabilidade cai drasticamente quando os cientistas inserem nas suas simulações sistemas planetários com planetas com órbitas extremas. Além disso, as simulações só funcionam se o planeta capturado for exatamente o Planeta 9. Com tudo isso, os próprios cientistas dizem que a probabilidade do Planeta 9 ser um exoplaneta é de 0.1 a 2%.

Baixa a probabilidade, não? Será mesmo?

Bem, para vermos se é baixa mesmo, não podemos analisar o número absoluto e sim em comparação com as outras hipóteses. Por exemplo, a probabilidade para que a existência do Planeta 9 seja totalmente aleatória é de apenas 0.007%, ou seja, a chance dele ser um exoplaneta é de 15 a 300 vezes maior do que o cenário aleatório.

Mas como ninguém viu o Planeta 9 ainda, existem outras teorias.

Uma delas é que o Planeta 9 seja um planeta exilado do Sol. De forma rápida, pode ser que esse planeta tenha se formado perto do Sol durante a formação do Sistema Solar e então ele foi expulso para a periferia do nosso sistema. Essa teoria é aplicada a outros sistemas planetários onde ela funciona muito bem e essa pode ser a origem do Planeta 9.

Além disso, existe ainda uma última opção, a que o Planeta 9 se formou onde ele se encontra hoje. Embora essa ideia desafie um pouco as teorias de formação do Sistema Solar, onde na periferia exista menos material para formar um planeta, alguns pesquisadores dizem que nessa região existe rochas congeladas o suficiente para que fossem aglutinadas e formassem um planeta como o Planeta 9.

Todos dizem que é prematuro ainda dizer como aconteceu sua formação e até mesmo o que é o Planeta 9. Para que tudo seja confirmado teremos que observar o Planeta 9.

Fontes:







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Artigos:







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Vídeo do canal Assombrado:



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C/2014 S3 - O Cometa Que Guarda Segredos do Sistema Solar - Space Today TV Ep.215

Astrônomos descobriram um objeto peculiar que parece ser formado de matéria do Sistema Solar interior originária da época da formação da Terra, e que estava preservado na Nuvem de Oort há bilhões de anos. Observações obtidas com o Very Large Telescope do ESO e com o Telescópio Canadá-França-Hawai mostram que C/2014 S3 (PANSTARRS) é o primeiro objeto a ser descoberto numa órbita cometária de longo período, com as características imaculadas de um asteroide do Sistema Solar interior. Seu estudo pode dar pistas importantes sobre a formação do Sistema Solar.

Num artigo científico publicado hoje na revista Science Advances, a autora principal Karen Meech, do Instituto de Astronomia da Universidade do Hawai, e colegas concluem que C/2014 S3 (PANSTARRS) se formou no Sistema Solar interior na mesma época que a própria Terra, mas que foi ejetado numa fase muito inicial.

As observações indicam que se trata de um corpo rochoso antigo e não de um asteroide contemporâneo que se afastou. Como tal, é um dos potenciais blocos constituintes dos planetas rochosos (como a Terra), que foi expelido para fora do Sistema Solar interno e preservado em congelamento profundo na Nuvem de Oort durante bilhões de anos [1].

Karen Meech explica a observação inesperada: “Conhecemos a existência de muitos asteroides, no entanto todos eles já foram “cozidos” pelos bilhões de anos que passaram perto do Sol. Este é o primeiro asteroide “cru” que observamos, tendo sido preservado no melhor congelador que existe!”

C/2014 S3 (PANSTARRS) foi originalmente identificado pelo telescópio Pan-STARRS1 como sendo um tênue cometa ativo, quando estava um pouco mais afastado do que duas vezes a distância da Terra ao Sol. O seu atual período orbital longo (cerca de 860 anos) sugere que a sua fonte é a Nuvem de Oort e que teria sido empurrado há relativamente pouco tempo para uma órbita que o traz próximo do Sol.

A equipe reparou imediatamente que C/2014 S3 (PANSTARRS) era diferente, uma vez que não possui a cauda característica que a maioria dos cometas de longo período desenvolvem quando se aproximam muito do Sol. Foi assim que ele ganhou o nome de cometa Manx, em homenagem ao gato sem cauda. Algumas semanas após a sua descoberta, a equipe obteve espectros do fraco objeto com o Very Large Telescope do ESO, no Chile.

Um estudo cuidado da luz refletida por C/2014 S3 (PANSTARRS) indica que se trata de um asteroide típico do tipo S, encontrado geralmente no cinturão principal interno de asteroides. Não é parecido com um cometa típico, objetos que se pensa serem formados no Sistema Solar exterior e que são gelados em vez de rochosos. O material parece ter sido pouco processado, indicando que esteve congelado durante um longo período de tempo. A atividade de tipo cometário extremamente fraca associada a C/2014 S3 (PANSTARRS) é consistente com a sublimação do gelo d'água, e é cerca de um milhão de vezes menor que nos cometas ativos de longo período que se encontram a distâncias semelhantes do Sol.

Os pesquisadores concluem que este objeto é provavelmente constituído por material do Sistema Solar interno que esteve guardado durante muito tempo na Nuvem de Oort e que agora encontrou o seu caminho de volta ao Sistema Solar interior.

Vários modelos teóricos conseguem reproduzir a maior parte da estrutura que vemos no Sistema Solar. Uma diferença importante entre estes modelos são as previsões relativas aos objetos que constituem a Nuvem de Oort. Os diferentes modelos prevêem razões significativamente diferentes entre objetos gelados e rochosos. Por isso, esta primeira descoberta de um objeto rochoso na Nuvem de Oort é um teste importante das diferentes previsões dos modelos. Os autores estimam que serão necessárias observações de 50 a 100 destes cometas Manx para se distinguir entre os atuais modelos, abrindo assim um caminho importante no estudo das origens do Sistema Solar.

O co-autor Olivier Hainaut (ESO, Garching, Alemanha) conclui: “Descobrimos o primeiro cometa rochoso e estamos à procura de outros. Dependendo de quantos encontrarmos, saberemos se os planetas gigantes “dançaram” ao longo do Sistema Solar quando eram jovens, ou se cresceram pacatamente sem grandes deslocamentos.”

Fonte:

CIENTISTAS ENCONTRAM EVIDÊNCIAS DE COMPOSTOS ORGÂNICOS EM CERES

A missão Dawn da NASA descobre um grande pedaço de compostos orgânicos no hemisfério norte do planeta anão Ceres. Ceres é o maior membro do cinturão de asteróides, e a nave espacial Dawn vem explorando-o desde 2015.
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Space Today TV Ep.100 - A Conjunção de Vênus e Saturno em 9 de Janeiro de 2016

Você notou que a cada dia o brilhante planeta Vênus está se aproximando (em distância angular) do planeta Saturno, observado da Terra nos finais da madrugada.

Vênus é o ponto bem brilhante, com magnitude -4 e Saturno o ponto menos brilhante com magnitude +0,5.

No dia 9 de janeiro, os planetas estarão separados por somente 0,9º em distância angular (praticamente colados).

Se você esticar o braço e apontar o dedo indicador para Vênus e Saturno, os astros estarão ocultos no seu dedo !

Quem possuir binóculo, luneta ou telescópio poderá observar os detalhes dos planeta Vênus e Saturno.

O show termina quando os primeiros raios do Sol começarem a surgir no céu noturno.

Lembrando de nunca observar o Sol com binóculos, lunetas e telescópios sem o filtro solar ! O dano na visão é permanente !
Uma bela composição fotográfica poderá ser registrada com a linda constelação de Escorpião ! Mas o espetáculo da conjunção será na constelação de Ofiúco.

O evento da aproximação (em distância angular) se deve ao rápido movimento de translação de Vênus.

Por ser o segundo planeta do Sistema solar, seu movimento de translação é mais rápido que o planeta Saturno.

A translação de Vênus é de 224 dias, a translação de Saturno ao redor do Sol é de 29 anos e 6 meses.

Vênus estará no dia 9 de janeiro a 182 milhões de km da Terra e Saturno estará a 1,6 bilhão de km da Terra.

Por estar entre a Terra e o Sol, os planetas interiores (Mercúrio e Vênus) somente podem ser observados antes do amanhecer ou no anoitecer.

No final do mês de janeiro de 2016 até o final do mês de fevereiro, irá acontecer outro evento raro, os 5 planetas visíveis a olho nu estarão no céu ! Isto não acontece desde janeiro de 2005 !

Depois do dia 9 de janeiro de 2016, Vênus a cada dia vai ficando mais baixo no céu na famosa Dança dos Planetas.

Mercúrio e Vênus são os planetas que dançam' mais rápidos no céu, por causa do rápido movimento de translação.

No dia 6 de junho de 2016, Vênus entra em conjunção superior (Vênus-Sol-Terra) com o Sol, voltando a aparecer no céu do anoitecer no mês seguinte.

No dia 27 de agosto de 2016 (sábado), novamente Vênus dá o show celeste, agora com o planeta Júpiter. Os planetas Vênus e Júpiter estarão separados por somente 0,5º em distância angular na noite de inverno no hemisfério sul.

O evento de Vênus e Saturno neste sábado, 9 de janeiro de 2016 é o segundo grande evento astronômico do ano.

O primeiro evento celeste do ano foi hoje, 7 de janeiro, com o triângulo celeste da Lua com luz cinérea, Vênus e Saturno.

Quem desejar simular estes eventos celestes:



Fonte:



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Space Today TV Ep.164 - A Simulação da Expansão do Universo Considerando as Ondas Gravitacionais

- Você já ouviu falar que o universo está em expansão, certo? Mas você já parou para pensar como se dá essa expansão?

- Físicos da suíça desenvolveram um novo código computacional que simula de maneira numérica o complexo processo de formação de estruturas no universo com base nas equações de Einstein, levando em consideração a rotação do espaço-tempo e calculando a amplitude das ondas gravitacionais.

- Até agora as simulações mais complexas eram baseadas na gravitação newtoniana, que postula que o espaço não muda, ele é estático enquanto o tempo passa. Esse tipo de simulação vai bem se a matéria do universo se mover vagarosamente. Porém quando as partículas da matéria se movem rapidamente, esse tipo de simulação só fornece resultados aproximados.

- Além do mais essa simulação não considera as flutuações na energia escura que constitui cerca de 70% da energia do universo.

- A equipe de Ruth Durrer do Departamento de Física Teórica da Faculdade de ciência da UNIGE (Universidade de Genebra) criou um código, denominado de GEVOLUTION, que é baseado na Teoria Geral da Relatividade de Albert Einstein.

- Nesse código o espaço-tempo é dinâmico e em constante mudança, bem diferente da gravitação Newtoniana. O objetivo foi prever a amplitude e o impacto de ondas gravitacionais, além da rotação do espaço-tempo, induzida pela formação de estruturas cosmológicas.

- Os físicos analisaram uma porção cúbica do espaço consistindo de 60 bilhões de zonas com cada um contendo uma partícula, como se fosse uma porção de uma galáxia, para se poder estudar como ela se move em relação às partículas vizinhas.

- Graças a uma biblioteca chamada de LATfield2 que resolve equações diferenciais parciais não lineares e ao supercomputador do Swiss Supercomputer Center em Lugano, os pesquisadores conseguiram calcular o movimento das partículas e as medidas de distância e tempo entre duas galáxias no universo usando as equações de Einstein.

- Com os resultados dessa simulação foi possível quantificar as diferenças entre o GEVOLUTION e os códigos de gravitação Newtoniana, essas diferenças estão ligadas à rotação do espaço-tempo e às ondas gravitacionais.

- A inclusão desses dois fatores nos códigos abre uma nova maneira de se comparar os resultados da simulação com as observações que são feitas do universo. Os pesquisadores poderão testar ainda mais a Teoria Geral da Relatividade, em uma escala muito maior e quem sabe no futuro se poderá jogar uma luz definitiva sobre a misteriosa energia escura no Universo.

- Os pesquisadores suíços pretendem disponibilizar publicamente o código GEVOLUTION, para que ele seja estressado ao máximo.

Fontes:





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Veredito Final: O Que Aconteceu Com o Schiaparelli - Space Today TV Ep.508

E aí, será que temos alguma novidade sobre o que aconteceu com a sonda Schiparelli em Marte, no trágico acidente do dia 19 de Outubro de 2016?

Se você entrou nesse vídeo, é lógico que temos.

Nesse dia, 23 de Novembro de 2016, a ESA anunciou finalmente o que aconteceu com o Schiaparelli ao tentar pousar em Marte.

Aconteceu uma saturação da Unidade de Medida Inercial do módulo, ou IMU, que enviou dados errados para o computador do módulo e esses dados fizeram com que os paraquedas fossem abertos prematuramente.

Os dados poluídos, fizeram com que o computador pensasse que o módulo já tinha pousado, ou que estava perto de pousar.

O sistema de paraquedas então se abriu, os retrofoguetes foram acionados por um breve momento e os sistemas de solo foram ativados.

Só que ao invés de estar no solo, o Schiaparelli estava a 3.7 km de altura, e com isso, ele se chocou violentamente com o solo do Planeta Vermelho.

O módulo Schiaparelli era um módulo de teste, não iria funcionar por muitos dias em Marte, mas um acidente, tem consequências importantes e sérias para a reputação da agência, no caso a ESA, principalmente se levar em consideração que será preciso 300 milhões de Euros para finalizar a ExoMars 2020.

Lembrando, que em 2020, a outra parte da ExoMars parte, levando dessa vez um rover para explorar o Planeta Vermelho, enquanto isso o TGO, o Trace Gas Orbiter irá iniciar em algumas semanas sua missão científica na órbita de Marte.

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O Voo de Teste do New Shepard da Blue Origin - Space Today TV Ep.1230

No domingo, dia 29 de Abril de 2018, às 14:06, hora de Brasília, o foguete New shepard, desenvolvido pela empresa privada Blue origin do multimilionário Jeff Bezos, dono da Amazon, foi lançado da sua plataforma de lançamento no Oeste do Texas, junto com uma cápsula instrumental e retornou para a Terra.

O foguete é movido a hidrogênio só tem um estágio e tem esse nome em homenagem ao astronauta Alan Shepard.

O foguete subiu até a estratosfera e seus motores foram cortados 2 minutos e 16 segundos após o lançamento.

20 segundos depois, uma cápsula sem tripulação foi lançada da ponta do foguete e chegou até os 107 km de altura, ou seja logo no começo do espaço.

Depois de cumprir a missão tanto o foguete como a cápsula retornaram para a Terra, o foguete pousou suavemente no local de pouso a cerca de 3 km de distância do local de decolagem.

O pouso do foguete aconteceu cerca de 7 minutos após o lançamento.

A cápsula pousou suavemente também usando seus retrofoguetes, cerca de 10 minutos depois do lançamento.

Tanto a cápsula como o foguete sào reutilizados, eles voaram no outro teste da empresa que aconteceu em Dezembro de 2017.

como no voo de Dezembro , dentro da cápsula estava um manequim, chamado de Manequim skywalker.

A blue Origin tem o objetivo principal de fazer voos de turismo espacial, ela espera fazer os primeiros voos de teste com tripulação no final de 2018.

E começar o turismo espacial comercial em 2019.

A cápsula da Blue Origin, subiu levando alguns instrumentos de medidas, da NASA e de outras instituiçòes. incluindo experimentos biológicos de universidades da Alemanha.

O próximo passo da blue Origin é com o New Glenn, uma classe de foguetes orbitais que a empresa pretende começar a testar em 2020.

Por enquanto ficamos com o teste do New shepard e com a volta incrível do seu foguete.

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Resolvido - A Origem de Fobos e Deimos - Space Today TV Ep.336

Mais um mistério do Sistema Solar pode ter chegado ao fim.

Como se formaram os satélites de Marte, Fobos e Deimos.

Essa era uma questão que ainda permanecia sem resposta. Por que?

Os dois satélites são muito pequenos, e de forma irregular, características que lembram muito asteroides do cinturão de asteroide, então uma primeira suposição seria pensar que eles eram asteroides capturados por Marte, mas o problema é como Marte poderia tê-los capturado e eles terem ficado numa órbita circular e equatorial?

Para isso surgiu outra teoria, de que Marte teria sofrido um grande impacto com um objeto proto planetário, mas a questão aqui é por que se formaram dois pequenos satélites ao invés de um grande como na Terra?

Uma terceira hipótese é de que os satélites se formaram na mesma época que Marte, assim eles teriam a mesma composição do planeta, mas a baixa densidade não pode ser explicada.

Dois trabalhos independentes, parecem ter solucionado o problema, e dado um veredito, Fobos e Deimos se formaram a partir de uma grande colisão que aconteceu em Marte.

Num primeiro estudo foi estabelecido o cenário completo e coerente da formação dos satélites marcianos.

Marte se chocou com um corpo primordial com um terço do seu tamanho, entre 100 e 800 milhões de anos depois da sua formação.

Os detritos dessa colisão formaram um disco bem vasto ao redor de Marte, feito de de uma parte interna densa composta de materia derretida e de uma parte externa fina composta de gás.

A parte interna do disco formou um satélite com mil vezes o tamanho de Fobos , que desde então desapareceu.

As interações gravitacionais criadas no disco externo por esse massivo objeto aparentemente agiram como catalisador para a aglutinação de detritos para formar satélites menores e mais distantes.

Depois de menos de 1000 anos, Marte foi envolvido por uma verdadeira nuvem de mais ou menos dez pequenos satélites e um enorme satélite.

Milhões de anos depois, o disco se dissipou, a força gravitacional do planeta trouxe a maior parte dos satélites para dentro dele, e somente os dois mais distantes, Fobos e Deimos, sobreviveram.

Para chegar a esse cenário foi complicado, é tanto fenômeno envolvido que foi impossível modelar tudo de uma vez, a modelagem foi feita por partes.

No segundo estudo, independente foi estudada a assinatura da luz emitida por Fobos e Deimos para mostrar que a composição dos satélites é diferente da composição dos membros do Cinturão de Asteroides, o que elimina assim a hipótese de captura.

Esse segundo estudo suporta a teoria da colisão, além de mostrar que os satélites são formados por por uma poeira fina, que não pode ser explicada somente como consequência da erosão.

Além de evidências nos satélites, em Marte também é possível encontrar, o hemisfério norte tem altitudes menores , pois a bacia ali presente seria a parte remanescente dessa colisão.

Entender a formação dos satélites de Marte é importante para entendermos também a formação da nossa própria Lua, e termos assim mais pistas sobre como era agitada a vida no início do Sistema Solar.

Live de Quinta - 1 Ano da New Horizons Em Plutão:



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Space Today TV Ep.122 - Notícias: Caminhada Espacial na ISS, Juno e Clyde tombaugh

Caminhada Espacial:

- No dia 3 de Fevereiro de 2016, os engenheiros de voos russos Sergey Volkov e Yuri Malenchenko realizaram uma caminhada espacial de 4 horas e 45 minutos do lado de fora da Estação Espacial Internacional.

- Durante a caminhada os cosmonautas foram ajudados pelos astronautas Tim Kopra e Tim Peake que permaneceram dentro da ISS.

- Essa caminhada espacial foi a 193 caminhada realizada na ISS e representou a quarta caminhada de Volkov e a sexta de Malenchenko. Uma curiosidade, a primeira caminhada espacial de Malenchenko ocorreu a quase 22 anos atrás quando ele cumpriu uma missão a bordo da extinta estação russa MIR.

- O objetivo principal dessa caminhada foi checar os muitos experimentos científicos que acontecem em equipamentos instalados fora da ISS.

- Além disso, Volkov cumpriu uma tarefa pouco comum. No começo do passeio ele arremessou para o espaço um pen drive que foi usado na celebração do 70 aniversário da vitória russa sobre os nazistas em 9 de Maio de 2015. O pen drive carrega mensagens e um vídeo da celebração ocorrida em 2015.

- Voltando ao trabalho eles trouxeram de volta para dentro da ISS o experimento da ESA, EXPOSE-R que ficou exposto no espaço por 7 anos. Esse é um experimento biológico e bioquímico que visa entender como as amostras respondem a um grande tempo expostas no espaço. Além disso eles trocaram alguns materiais de outros experimentos que visam entender como os materiais se degradam no espaço.

- Os cosmonautas também instalaram no lado de fora da ISS um tipo de corrimão que ajudará os astronautas a se moverem pelo módulo russo em futuras caminhadas espaciais.

- Tudo correu como planejado e bem nessa caminhada espacial dos cosmonautas russos da Expedição 46 da ISS.

Mais sobre a caminhada espacial, aqui:





Manobra da Juno:

- Também no dia 3 de Fevereiro, a sonda Juno que ruma a caminho de Júpiter executou uma manobra de ajuste para a sua rota rumo ao gigante gasoso.

- Esse foi o primeiro dos dois últimos ajustes de trajetória da Juno que deve entrar na órbita de Júpiter no dia 4 de Julho de 2016 às 10:18 hora de Brasília.

- Os motores foram queimados por 35 minutos para corrigir a órbita da sonda. A próxima manobra de correção de trajetória acontecerá no dia 31 de Maio de 2016.

- A sonda Juno foi lançada em 5 de Agosto de 2011 e irá estudar o planeta Júpiter de forma diferenciada, gravarei um vídeo depois explicando os detalhes da missão.

- Alguns pontos curiosos sobre a missão:

- A Juno é a sonda com os maiores painéis solares já construídos, com uma área total de 24 metros quadrados.

- Ela é a sonda movida a energia solar que viajou mais longe até hoje no Sistema Solar, superando a Rosetta em Janeiro de 2016. As duas sondas são as únicas a operarem além do cinturão de asteroides com painéis solares.

- O nome Juno vem da mitologia Grega e Romana. O Deus Júpiter desenhou um véu de nuvens ao redor de si mesmo para esconder o seu mal, mas sua esposa, a deusa Juno, foi capaz de espreitar por entre as nuvens e revelar a verdadeira natureza de Júpiter.

- E é isso que a sonda irá fazer, tentar espiar por entre a espessa atmosfera de Júpiter, para revelar o que tem escondido no seu interior. Aguardem o vídeo da missão.

Mais sobre a missão Juno, aqui:





Aniversário de Clyde Tombaugh

Texto excelente aqui:



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Por Que Urano Gira Deitado? - Space Today TV Ep.383

Hoje vamos falar um pouco de Urano.

Urano, as vezes é considerado como o planeta esquecido do nosso Sistema Solar, ele está muito longe, foi visitado só uma vez por uma sonda em 1986, pela Voyager II.

Urano é o sétimo planeta em distância do Sol, e o terceiro maior em tamanho, perdendo somente para Júptier e Saturno.

Urano possuem finos anéis de poeira e um conjunto incrível de 27 luas que nós conhecemos até hoje.

Na verdade é um pouco ridículo não termos tanto interesse assim, nesse grande planeta do nosso Sistema Solar.

Para vocês terem uma ideia, sabemos mais de Plutão e temos imagens mais detalhadas de Plutão do que de Urano.

Talvez o aspecto mais estranho de Urano seja a sua inclinação. Ele praticamente gira deitado.

Na verdade todos os planetas do Sistema Solar têm uma inclinação, a da Terra é de 23.5 graus, de Marte, 25 graus, e até Mercúrio tem uma inclinação de 2.1 graus.

Agora Urano, tem uma inclinação do eixo de rotação de 97.8 graus.

A grande questão então é, o que teria acontecido com Urano, para ter uma inclinação tão grande assim?

Para entender isso, teremos que voltar no início da história do Sistema Solar. A nossa vizinhança era um lugar bem violento e não muito amigável de se viver.

Muitas colisões aconteciam, entre corpos gigantescos, colisões catastróficas, vide a colisão da Terra com um corpo quase do tamanho de Marte que gerou a nossa Lua.

As colisões eram tão violentas, que os planetas mudavam de órbita, outros eram expulsos do Sistema Solar e outros mergulhavam diretamente na direção do Sol.

Com Urano, certamente aconteceu isso, uma colisão violenta que fez com que ele se inclinasse, e essa colisão aconteceu quando ele ainda estava circundado pelo disco de poeira que deu origem às suas luas, e nós sabemos disso, pois as luas orbitam Urano na mesma inclinação do seu eixo de rotação.

Os astrônomos atualmente acreditam que não foi uma única colisão que fez isso com Urano, mas sim uma série de colisões. Se fosse uma só, Urano giraria diferente, com uma série de colisões, elas agem como freios, colocando o planta na rotação correta.

Qual a consequência disso? Bem, imagine você na superfície de Urano (tudo bem, ele não tem superfície é uma bola de gás, mas imagine que tem), se você estivesse no polo você veria o Sol acima do horizonte por 42 anos, fazendo círculos cada vez maiores até desaparecer no horizonte, e depois ficaria 42 anos sem ver o Sol.

O Sistema Solar é feito de sobreviventes, e a nossa Terra, um sobrevivente mais sortudo ainda. Mas olhando para os outros planetas podemos ver que a vida realmente não foi fácil no início da história do Sistema Solar.

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Space Today TV Ep.113 - As 10 Maiores Estrelas do Universo

- Alguns pontos importantes sobre a lista das 10 maiores estrelas do universo:

- 1 - Todas as estrelas aqui listadas tiveram seu tamanho comparado ao raio do Sol que é de aproximadamente 695500 quilômetros.

- 2 - Existem muitas incertezas na determinação do tamanho de determinadas estrelas, pois elas podem ser estrelas variáveis, podem ser estrelas ainda mergulhadas num disco de poeira e todas essas variáveis prejudicam a medição precisa do tamanho. Provavelmente você encontrará listas que divergem um pouco dessa, não nas estrelas, mas mais provavelmente na colocação delas, essa divergência surge dessas incertezas.

- 3 - Existem razões teóricas para se esperar que nenhuma estrela na Via Láctea seja maior do que aproximadamente 1500 vezes o raio do Sol, com base nos modelos de evolução estelar e na Zona de Instabilidade Hayashi. O limite exato depende da metalicidade da estrela, assim, por exemplo, estrelas do tipo super-gigantes nas Nuvens de Magalhães possuem limites levemente diferente de temperatura e luminosidade. Estrelas que excedem esse limite são vistas passando por grandes erupções e mudam o seu tipo espectral no intervalo de poucos meses.

- Por todos esses pontos a pesquisa não é fácil de ser feita, e por esse motivo também a lista não é completa e nem definitiva, ela pode sofrer alterações.

- Outro ponto importante, a lista não leva em conta a luminosidade, e nem o brilho aparente das estrelas, essas seriam outras listas que deveriam ser construídas.

As 10 Maiores Estrelas do Universo são:

1 - UY Scuti - 1708 x Raio Solar
2 - NML Cygni - 1642 x Raio Solar
3 - RW Cepehei - 1636 x Raio Solar
4 - WOH G64 - 1540 x Raio Solar
5 - Westerlund 1-26 - 1530 x Raio Solar
6 - VX Sagittarii - 1520 x Raio Solar
7 - VV Cephei A - 1500 x Raio Solar
8 - VY Canis MAjoris - 1420 x Raio Solar
9 - KY Cygni - 1420 x Raio Solar
10 - AH Scorpii - 1411 x Raio Solar

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Space Today TV Ep.162 - Por Que Mercúrio É Tão Escuro?

- O planeta Mercúrio intriga os astrônomos a muito tempo. Ele é muito mais escuro do que se previa a partir das medições composicionais. Ele é mais escuro que a Lua, apesar de apresentar uma menor concentração de elementos como ferro, por exemplo.

- Só agora, depois de muitos anos, e com os dados obtidos pela sonda MESSENGER é que os cientistas conseguiram determinar o que faz com que Mercúrio seja assim tão escuro.

- A resposta na sua essência é simples, Mercúrio tem uma alta concentração de carbono, porém, o problema é como esse carbono apareceu em Mercúrio.

- Uma proposta anterior dizia que o carbono foi depositado em Mercúrio pelos cometas que se chocaram com o planeta no início da formação do Sistema Solar, mas isso leva a um grande problema, porque outros corpos do Sistema Solar interno não possuem essa concentração de carbono

- Embora a presença de carbono já havia sido evidenciada por modelos, nunca se havia tido uma evidência direta da sua presença, o que só aconteceu quando se utilizou o espectrômetro a bordo da sonda MESSENGER para identificar o carbono.

- Entre os compostos de carbono, o grafite é o que melhor se ajustou aos dados observados.

- Com base nesses novos resultados da sonda MESSENGER, os cientistas conseguiram contar a seguinte a história sobre Mercúrio:

- Quando Mercúrio era novo e portanto mais quente do que hoje sua superfície estava toda repleta de lava. Quando o oceano esfriou, a maior parte dos minerais se solidificaram e afundaram. O grafite pode então ter se cristalizado fora desse oceano de lava, formando uma crosta primordial, que ficou boiando, as partes remanescentes dessa crosta, que estão na subsuperfície de Mercúrio atualmente, são expostas quando um impacto atinge a superfície do planeta.

- Essa pesquisa só mostra o quão pouco conhecemos do menor planeta do nosso Sistema Solar e quanto mistério ainda existe na nossa vizinhança cósmica.
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ALMA Descobre Evidência de 2 Planetas Em Formação Em Estrela Jovem - Space Today Ep.536

O ALMA, como eu já falei para vocês muitas vezes, e volto a repetir, está ajudando os astrônomos a reformularem, reestruturarem e reescreverem todo o processo de formação planetária.

Algo antes, que se resumia a desenhos borrados hoje já são imagens detalhadas e de alta resolução feitas pelo ALMA e que revelam a formação de planetas.

Uma das conclusões importantes que os astrônomos chegaram com essas imagens do ALMA, é que muito provavelmente a formação dos planetas acontece logo depois da formação do disco protoplanetário ao redor da estrela.

Embora tudo isso seja magnífico uma coisa sempre incomodou os astrônomos, eles sempre estão olhando para a poeira nos discos protoplanetários, e isso pode causar uma certa ambiguidade na interpretação da causa.

Porém, agora, tudo mudou!!! Um grupo de pesquisadores, usando o ALMA observou a a estrela HD 163296, e conseguiu estudar tanto a poeira como o gás presente no disco protoplanetário com o mesmo nível de detalhe.

Essa estrela tem 5 milhões de anos de vida e cerca de duas vezes a massa do Sol. Está localizada a aproximadamente 400 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Sagitário.

Essas novas observações revelaram 3 gaps no disco da estrela.

Um primeiro gap a 60 UA da estrela, o equivalente a duas vezes a distância entre Netuno e o Sol, porém esse gap não apresentou muita diferença na concentração de gás se comparado com o resto do disco, portanto pode ser um planeta, mas podem existir outras explicações.

Os outros dois gaps estão localizados a 100 e 160 UA da estrela, o equivalente a algo mais distante que o cinturão de Kuiper do Sistema Solar. Nesses dois gaps existe uma diferença marcante entre o gás existente ali e o gás do disco como um todo, o gás sofre uma marca profunda o que indica a presença de dois planetas do tamanho de Saturno.

Os astrônomos já sabiam que o gás e a poeira se comportavam de maneira diferente ao redor de estrelas jovens, mas só agora, com o ALMA foi possível observar essa diferença e estudar os mecanismos físicos e químicos que geram os planetas.

Com a metodologia bem definida de se observar tanto o gás e a poeira ao redor dessas estrelas os astrônomos poderão confirmar ou não, se as impressões nos discos são mesmos planetas em formação, ou têm outras origens.

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